Capítulo 54

N/A: Salve, salve, minha gente. Chegay!

Quero agradecer do fundo do coração o carinho e as mensagens com estimas de melhoras que mandaram. Obrigada ❤️ vocês são um amor e não fazem ideia do quanto ler a palavra "melhoras" de cada uma de vocês fez um bem danado. Foi o afago gostoso e um bom remédio que me trouxe a calma em meio ao caos que a ansiedade me deixou ao bater forte com uma crise como não batia há semanas.

Vou guardar cada uma de vocês em um potinho, sério 🥰❤️

Agora fiquem com esse capítulo que confesso, tô bem insegura com ele. Tive que reformular quase todo ele, porque como originalmente é uma fanfic hétero, então tive que remexer em quase toda a estrutura do capítulo. Mas enfim... Espero de verdade que gostem.

Boa leitura!

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Meu jeito rima com o teu
O tom de noite da tua pele me contrasta
Teu toque até me aprendeu
Em ti fiz minha casa

(Tua - Anavitória)

***

- Você tá tremendo. - Juliette observou quando sua boca se afastou da minha, pondo fim ao nosso beijo.

Realmente, eu estava tremendo de nervoso. Seria a primeira vez que estaria com uma garota daquela maneira íntima. E não era qualquer garota, era à Juliette... A hóspede insuportável que virou minha namorada. E se não bastasse isso, ainda tinha também o fato de ser a primeira vez dela também. Nervoso duplo. Triplo.

- Tem certeza de que quer fazer...

- Certeza absoluta. - segurando seu rosto entre minhas mãos, eu me apressei em responder sua pergunta. - Eu só tô um pouco nervosa. - contei sem jeito.

- Eu diria que você não tá só "um pouco" nervosa e sim, "bem" nervosa, quatro olhos.

Ela sorriu e eu também em meio ao meu nervosismo.

- Você não está nervosa?

- Um pouco também, vai. Mas vai dar tudo certo na nossa primeira vez. Pelo menos, eu acho. - sinto seus braços cercarem minha cintura.

Ela tentando me acalmar e me passar confiança, é a coisa mais linda.

- Não quero estragar a nossa primeira vez.

- E você na vai. - Juliette sussurrou-me com a boca há milímetros da minha, enquanto suas mãos foram subindo devagar por minhas costas sob o tecido da blusa que eu usava.

Apesar dela ter me dito que também estava nervosa, a verdade é que ela me parecia visivelmente mais calma e desenvolta na situação do que eu ali.

- Eu quero muito você! - resmungo, roçando meus lábios sobre os delas.

- Quer é?

- Uhum...

- Pois olha que coincidência... eu também quero muito você. - ela sussurrou com um sorriso lindo e os olhos brilhantes feito duas estrelas.

Nós trocamos olhares silenciosos por alguns segundos até que ela pela segunda vez tomou a iniciativa de me beijar. Eu só corresponde de maneira lenta, saboreando seus lábios, exatamente como ela fazia com os meus.

Em poucos segundos naquele beijo o medo e o nervosismo foi se dissipando. Era como se mesmo sem experiência, fôssemos embaladas em uma coreografia perfeita de sensações e ações.

Ela abriu a boca em convite para minha língua invadi-la. E foi o que fiz. Minha língua explorava com urgência sua boca e a língua dela fazia o mesmo na minha.

Nosso beijo marcava o ritmo acelerado dos nossos corpos que se juntaram mais em um abraço apertado. As minhas mãos foram descobrindo os caminhos. As mãos dela mostrando outras direções.

Devagar e ainda aos beijos, ela foi me puxando em direção à cama. Poucos instantes depois já estávamos deitadas, comigo em cima da Juliette.

Interrompo nosso beijo quando a necessidade de respirar falou mais alto em mim e em Juliette. Minha boca passou a dar atenção ao seu pescoço cheiroso, de pele macia com gosto doce. Beijei. Lambi e mordi de leve aquela região, ouvindo Juliette suspirar. E essa sua reação as minhas ações, me deixava mais com vontade dela.

Foi a vez de seu ombro ganhar minha atenção com beijos. Fiz uma pequena e lenta trilha de beijos que veio descendo de seu ombro, passou pelo colo e seguiu até meu rosto se esconder no vão da regata que ela usava, bem no vale entre seus seios.

Ouço novamente, ela suspirar e deixar escapar um gemido baixo, enquanto suas mãos seguraram minha cabeça e seus dedos se enroscaram em meus cabelos, puxando-os levemente, no momento em que a ponta da minha língua passeou por sua pele naquela região. Notei-a arrepiar-se toda com aquilo também.

Minhas mãos seguraram na barra de sua regata de cor preta. Levantando a cabeça, lancei um rápido olhar à Juliette e depois fui devagar subindo a blusa dela expondo primeiro sua barriga lisa onde plantei um beijo, e logo em seguida, apareceram seus seios cobertos por um sutiã da mesma cor da blusa. Juliette suspendeu os braços e passei a regata por sua cabeça, livrando-a daquela peça e atirando a blusa no chão.

Vi minha namorada corar levemente quando lhe encarei nos olhos após ficar olhando por um breve momento seus seios ainda guardados no sutiã.

Sorri, porque ela ficava uma graça envergonhada.

Toquei com a ponta dos dedos seus seios ainda por cima da peça íntima que usava, desviando por um mísero instante os olhos de Juliette para encarar outra vez seus seios. Eles pareciam tão perfeitos.

Nossos olhares se reencontraram e Juliette me puxou pela nuca para um novo beijo. Com a ponta dos dedos indicadores se enroscando em cada alça do sutiã dela, fui descendo-as pelos ombros dela. E após interromper nosso beijo por mais uma vez, levantei minha namorada só um pouco, contando com sua ajuda também nisso, para abrir o fecho do sutiã. Em segundos a peça escura já não estava mais em Juliette, me proporcionando vislumbrar seus seios nus e constatar ainda mais o quão perfeitos eles eram.

Minhas mãos deslizaram por cima deles. A sensação foi indescritível. E após uma troca de olhar com Juliette, desci minha boca sobre um de seus seios, sentindo seu gosto e ouvindo minha namorada chamar por meu nome em um gemido baixo. O som da voz dela, reagindo ao que lhe fiz, me motivou a continuar em minhas ações.

Eu não tinha muita noção do que fazer, só ia seguindo os meus instintos e os gemidos dela. Eles serviam de estímulo. Suguei. Lambi. E beijei seu mamilo e repeti tudo com o outro.

Quando parei de dar atenção aos seus seios, subi meu corpo até estar com o rosto próximo ao de Juliette. Mais outra vez a gente se beijou. Eu já tinha me viciado nos beijos dela. Eram os melhores beijos. O gosto dos lábios dela eram únicos. Realmente viciantes!

- Você é a garota mais especial que eu já conheci, Ju. - confessei logo que nossos lábios se separaram.

Ela ia ser para sempre especial para mim!

Não importa como será o nosso futuro depois que ela voltar para a cidade dela. Se é que a gente terá algum futuro morando longe uma da outra; e não importa também se depois de um tempo, à distância fizer a Juliette me esquecer e deixar de gostar de mim; ou mais, se a minha hóspede insuportável se apaixonar por alguém bem mais interessante que eu; ou até mesmo, eu me apaixonar por outra.

Independente do que acontecer, eu nunca me esquecerei dela. Juliette vai ter para sempre um lugar especial nas minhas memórias e, principalmente, no meu coração!

- Eu... Queria poder te dizer algo bonito em retribuição, mas... Eu não sou boa nisso... De falar coisas bonitas. - ela contou, deslizando as pontas dos dedos pelo meu rosto.

Meus lábios se esticaram em um sorriso por suas palavras e por sua timidez ao admitir aquilo.

- Eu sei disso. - aquela sua "dificuldade" era compreensível levando em consideração seu jeito de ser e a personalidade que tinha. Eu a entendia. De verdade. - E não precisa se incomodar com isso. Porque o que você não consegue dizer com essa boca mal-criada... - sorri levemente e ela também. - ...Você diz com esses olhos lindos.

Ela sorriu mais largamente e esse seu  sorriso tocou meu coração. Me deixou mais ainda apaixonada por ela, se é que isso ainda era possível. Mas então, o mesmo sorriso se apagou e ela ficou me olhando de um jeito tão sério, que me incomodou e deixou apreensiva.

- O que foi? - toquei seu rosto com a mão em concha.

- Eu acho que não mereço uma garota tão... Especial como você, Sarah.

Como é?

Que papo era aquele?

- Não diz besteira!

Foi tudo que eu disse antes de reivindicar seus lábios com os meus de forma urgente. Aquele não era o momento para questioná-la a razão pela qual ela achava um disparate daqueles. Em outro momento, sim, com certeza, eu tentaria descobrir isso. Agora, o que eu queria era fazer amor com ela e mais nada.

Com sua ajuda, no instante seguinte, eu já me livrava da minha blusa e em seguida, ela me livrou do sutiã. Assim que me encontrava sem a peça de cima, vi Juliette deslizar suas mãos pelos meus seios, assim como eu havia feito com ela.

- Eles são lindos! - ela me olhou e sorriu.

- Os seus também. - revelei.

Em um movimento rápido, ela inverteu nossas posições, ficando por cima de mim. Seus lábios depositaram beijos no meu nariz, olhos, bochecha, queixo e por fim na boca, onde não permaneceu por muitos segundos, descendo para o meu pescoço, colo e alcançando meu seio direito. Ela repetiu em mim o que fiz nela. Não sei se eu me saí muito bem para a primeira vez, mas ela... Céus! Para mim, ela estava sendo perfeita com a boca e a língua inquieta.

Depois de me proporcionar as melhores sensações com sua boca em auxílio com as mãos e língua em meios seios, ela subiu até chegar outra vez a minha boca. Suas mãos seguraram meu rosto e ela me beijou.
Sem demora já aprofundava o nosso beijo enquanto minhas mãos foram de encontro ao cordão de seu short, o qual eu tentava tirar dela.

Ao notar minha dificuldade em fazer a peça descer para lhe livrar dela, Juliette sorriu interrompeu nosso beijo.

- Deixa eu te ajudar nessa tarefa, quatro olhos.

Sorrindo, ela se se pôs de joelhos entre minhas pernas. E sob meu olhar se livrou do short e logo em seguida da calcinha, sem qualquer traço de pudor ou vergonha, fazendo parecer tão fácil ficar nua na minha frente. Engoli à seco ao vê-la desprovida de qualquer peça de roupa. E só de pensar que eu serei a primeira garota com quem ela terá relações, assim como, ela será a minha primeira, eu me sinto uma sortuda.

- Você é tão linda! - elogiei e sua resposta foi um sorriso tímido.

Com as duas mãos, ela foi subindo do meu tornozelo pela extensão toda das minhas pernas, sem tirar os olhos dos meus e deixar de sorrir, me causando arrepios pelo corpo todo. E quando seus dedos alcançaram o cós do meu short, ela abriu o botão dele com uma aparente calma. Deslizou o zíper e fez o short descer por minhas pernas, juntamente com a calcinha. As duas peças foram parar no chão junto com as demais.

Confesso que fiquei sem jeito de estar nua na frente dela.

- Alguém aqui está vermelha de vergonha. - ela comentou em tom brincalhão.

- Já alguém aqui não parece estar nem um pouco envergonhada.

- Não estou mesmo.

- Você faz parecer tão fácil ficar assim sem roupa na frente de outra pessoa.

- É fácil porque é com você, a minha namorada. Que por sinal, é linda!

Eu neguei com a cabeça.

- Você mente, bem. - resmungo.

- Me lembre de te dar um espelho para você ver que eu estou falando a verdade.

Juliette se acomodou sobre mim e eu não tive coragem de rebater suas palavras. O contato pele com pele e o roçar dos nossos quadris um ao outro, me arrepiou completamente e pude ver na pele dela que o mesmo lhe ocorreu também.

Meus dedos se enroscaram em seus cabelos enquanto nossos olhares ficaram preso um ao da outra por alguns segundos antes de eu distribuir vários delicados e lentos beijos por todo seu rosto até por fim beijar sua boca.

Uma de suas mãos foi parar em um dos meus seios. Com dois dedos em um dos meus mamilos, ela o estimulava se alternando em movimentos ora mais lentos ora mais rápidos. Já a outra mão, foi escorrendo entre nossos corpos até alcançar o meio entre as minhas pernas.

Deixei escapar um gemido dentro da boca de Juliette quando senti seus dedos tocaram meu clitóris, realizando movimentos suaves e circulares, que foram despertando uma gama de sensações prazerosas. Aquilo era tão bom. Eu não sabia explicar. Era algo indescritível.

Ela ficou fazendo isso por sucessivas vezes que chegou certo momento em que, instintivamente meu quadril se mexia junto com o movimento de seus dedos.

- Ju...

- Você confia em mim?

- Sim. - afirmo sem hesitar quando ela posiciona a ponta de seus dedos bem na minha entrada.

- Prometo ir devagar. - murmura, olhando nos meus olhos.

Assinto, notando sua preocupação em me deixar claro que não ia me machucar.

Devagar como prometeu, ela foi forçando dois dedos para dentro de mim, sem tirar os olhos do meu rosto e tentando ser a mais cuidadosa nesse momento. Mas mesmo assim foi impossível não contrair o rosto em desconforto ao sentir seu dedo deslizar de para dentro de mim frações de segundos depois.

- Tudo bem com você? - ela se preocupou em saber, murmurando em meu ouvido.

- Sim.

A sensação era nova e estranha, assim como o leve desconforto que eu sentia.

Juliette não fez qualquer movimento por alguns segundos, até que devagar foi mexendo os dedo em um lento vai vem. A princípio senti meu corpo se retecer um pouco quando os movimentos começaram, mas logo depois fui sentindo um relaxamento e uma sensação prazerosa ir crescendo.

- Um pouco mais rápido, Ju. - pedi após alguns instantes.

Ela atendeu prontamente meu pedido. Eu me via envolta em um crescente caracol de sensações com aqueles seus dois dedos entrando e saindo de mim, enquanto outro massageava-me o clitóris e sua boca beijava a minha com tanta vontade. A mesma vontade com a qual, eu a beijava.  

Céus! Como aquilo tudo ali era muito bom! E por estar sendo com ela tornava ainda melhor e mais perfeito.

Minhas mãos inquietas tocavam cada parte do corpo dela sobre o meu enquanto ela não parava de mover os dedos em mim, me arrancando gemidos e suspiros dentro de sua boca, em curtos espaços de tempos.

Aí, começo a sentir meus músculos pélvicos começarem a se contrair involuntariamente, e apertarem os dedos dela. Minha frequência cardíaca acelera. Meu corpo, principalmente a parte do ventre, virilha e pernas se enrijecessem com uma forte tensão, até que sobe uma onda de calor muito grande e um frio na barriga, e uma euforia.

- Ju... - minha voz não passava de um sussurro rouco.

A sensação que ia tomando conta de mim foi crescendo. Um negócio muito doido, parece um fio de energia que passava pelo meu corpo inteiro, o fazendo tremer, a ponta do pé ficar queimando e deu vontade me contorcer. Aí, a euforia chegou em seu ponto alto. Veio o gozo tenso e intenso, e eu chamei alto pelo nome da Ju, sentindo um torpor me tomar por completo.

Por muito pouco não deixei escapar junto com seu nome um: eu te amo! Porque era aquilo que eu sentia naquele momento. Eu amava àquela insuportável! Porém segurei não sei como essas três palavras e não as disse.

A sensação que eu tinha após o que aconteceu, foi como se tivesse morrido e retornado de alguma forma, provavelmente porque após toda aquela tensão e euforia, uma sensação de tranquilidade profunda tomou conta de todo meu ser, todos meus músculos foram relaxando. Senti o corpo solto e palpitações em todo ele.

- Tudo bem com você? - ouço Juliette me sussurrar ao pé da orelha.

Abri os olhos e encontrei um par de castanhos brilhantes me encarando. Em seus lábios um sorriso, talvez de satisfação.

- Tudo!

Eu precisava proporcionar a ela algo tão ou mais grandioso que ela me proporcionou. Com esse intuito, inverti nossas posições, fazendo Juliette soltar um gritinho de susto.

- Sua doida!... Queria ver se a gente caísse dessa cama.

- Do chão a gente não passava ora. - rebato com um ar divertido e relaxado.

- Que engraçadinha.

- Você foi incrível, Ju. Agora tentarei ser com você.

Ela ia dizer algo, mas não deixei. Calei Juliette com um beijo. Como eu era zero experiência, o que eu fiz foi tentar imitar as ações que ela havia feito em mim. Beijei. Toquei. Estimulei. As mesmas áreas de seu corpo que ela estimulou em mim.

As reações dela eram tão instigante e espontâneas. Ela era bem receptiva aos meus toques e ações.

- Eu confio em você. - eu sussurrou pouco antes de eu ir deslizando dois dedos meus para dentro dela.

Observo com atenção que Juliette fecha os olhos e passa a língua pelos lábios quanto mais os meus dedos iam lhe penetrando. Parei, por um segundo achando que estivesse doendo ou algo do tipo. Ela abriu os olhos e falou para eu continuar. Foi o que fiz.

Instantes depois com os dois dedos, praticamente, enterrados dentro dela, eu comecei a move-los em vai e vem, dentro e fora.

Me permite ser guiada pelos gemidos dela, quanto mais alto, mais eu continuava os movimentos. O meu melhor tutorial estava sendo seguir os reflexos dela e de suas reações. Depois de muito alongamento bocal e movimentos intermitentes, eu a vi se contorcer e chamar por mim enquanto seu peito subia e descia em rápidas respirações. Sinto seus músculos internos apertarem meus dedos e no segundo seguinte, ela chegava ao orgasmo.

- Você conseguiu ser incrível, Sah.

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Se não ficou bom, me perdoem, porque foi bem complicado reescrever esse capítulo.

Já, já tem mais. Vou recompensar vocês por esses dois dias sem atualização. Até porque amanhã e quarta são dias que não atualizo essa fic para focar na outra: Jogos Sexuais 2.

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