Capítulo 7
Uma hora depois, o Zéfiro desembarcou nos hangares de uma cidade que surgiu no horizonte após uma paisagem infernal com montanhas escarpadas, onde não se via quaisquer gêneros em nenhuma forma de vida. Ethiena desembarcou sentindo muito enjoo, e não aguentou segurar. No céu era ruim, mas baixar foi muito pior. Vomitou por todos os lados.
― Está bem, Dama Ethiena? ― Linden perguntou, enrugando a testa.
Ethiena fitou-o por dez segundo, então vomitou. O rapaz finalmente riu.
― Dama Ethiena ― dizia Elias logo atrás de Linden, descendo a plataforma. ― O que eu poderia fazer para ajudá-la?
Ela olhou para ele ― tinha certeza de que seu rosto estava verde-oliva, motivo da enorme preocupação de todos que passavam por ela. Tudo o que mais queria no momento era se jogar e nadar em um cadeirão de sal-de-frutas.
― Está tudo bem, Elias ― Linden passou a mão pelos ombros de Ethiena. ― Hei de escoltá-la até a Mansão da Dama. Porém, antes, passaremos em alguma enfermaria.
Elias estudou atentamente o rosto de Ethiena. Colocou a mão no punho de seu grimório, repousada no coldre à anca de seu cinto. Ethiena, mesmo se sentindo cada vez pior, notou que não fora um movimento hostil, apenas como se fosse um hábito de alguém que vivia sempre em alerta. Ela se perguntou quantos inimigos Elias fizera em sua vida, servindo o exército imperial, para sempre manter o dedo no gatilho.
― Muito bem, futuro Sol do Império ― falou ele. ― Partirei ainda há pouco para fronteira. O esperarei depois de resolver teus assuntos.
Ele se curvou, virando-se em direção a multidão de pessoas que passavam pelas plataformas de desembarque. Girou nos calcanhares um segundo depois:
― Devo oferecer algum carro para vosmecê, meu Sol do Império?
― Está tudo bem, Elias ― Linden sorriu. ― Não vamos para muito longe, perto é o suficiente.
O Comodoro curvou-se novamente, finalmente partindo para seu destino.
Ethiena buscou desesperadamente hostilidade no rosto do Príncipe, mas, ao invés disso, encontrou um belo sorriso. Ela sentiu as bochechas afoguearem, ao mesmo tempo, lembrou a si mesma que Lúcifer traiu a Deus com mentiras e um sorriso celestial.
Abaixou os olhos, retraindo a vontade de vomitar. Ethiena tinha o azar em não conseguir qualquer brecha para fugir, e agora confiou em alguém que a deixava com medo. Precisava continuar dançando aquela dança, então conseguiria sua chance de fugir de seu destino estranho.
― Bem, acredito que há um boticário por cá perto ― Linden comentou, enfiando a mão no bolso do casaco pesado que eles vestiram antes de desembarcarem. O nordeste do império era frio.
O rapaz seguiu à frente, e Ethiena demorou algum tempo para segui-lo. Ele a esperou para que andasse lado a lado. Desta vez, percebeu ela, não havia cochichos e velhas rabugentas indignadas apontando para ela.
Eles seguiram para fora do hangar, parando em uma das muitas lojas no grande domo. Em um boticário, Linden comprou um frasco de remédio para enjoos. Tomá-lo ajudou, mas não completamente. Foi o suficiente para Ethiena conseguir andar sem sentir que o estômago estava girando feito um globo.
Assim que pisou o pé nas calçadas das ruas de Régio Walles, ventava forte e frio. O vento carregava consigo o cheiro sutil de urina. O odor fez com que Ethiena erguesse os olhos e notasse o começo de uma cidade... pobre.
A rua lá fora era sombreada por camadas de nuvens pesadas cinzentas no alto. Na saída de um hangar, o que Ethiena entendia como um aeroporto, a cidade acessava direto a um rio através de um canal de pedras amarradas em arames. Às margens, ela entreabriu a boca a notar centenas de barracas e farrapos de mendigos por todos os lados. As águas do rio pareciam fétida e muito poluída, ainda assim crianças brincavam ao redor e algumas mães cozinhavam em lenhas com os mananciais pútridos.
Muitas das crianças engasgavam sufocadas com a condição precária e as camadas de poeira de carvão que flutuavam como fantasmas pelo ar. Era doloroso respirar e ver tudo aquilo.
― Visão ruim, não é? ― perguntou Linden, observando as muitas expressões que passaram pelo rosto de Ethiena. ― É cada vez pior.
― O que aconteceu com essas pessoas? ― Ethiena disse com frustrações. ― Como você permite que vivam dessa forma? Não é você o Príncipe Imperial?
Os olhos de Linden ficaram escuros. Ele respirou fundo, oferecendo sua mão para Ethiena.
― Me permita, minha dama ― murmurou o rapaz, controlando sua voz. ― Tome minha mão, por favor? Tenho de mostrar-lhe como as coisas são por aqui, não foi isso que me pediu anteriormente?
Ela não hesitou, repousou sua mão coberta por luvas nas de Linden. Ele rudemente a puxou para o mais profundo da cidade, entrando em tortuosas esquinas e ruas estreitas que cada vez mais se tornavam malcheirosas e populosas.
As construções estavam todas caindo, velhas e não protegiam do inverno, pelo visto. Os asfaltos de paralelepípedos cresciam matos, ou estavam foram de lugares. Fezes de cavalos tomavam as esquinas, o lixo se espalhava por todos os lados. Roedores corriam em meios as pessoas que se enfiavam nas bocas de lixeiras para conseguirem restos de comida. As pessoas brigavam por migalhas, tomando o pouco que tinham umas das outras.
Em cada rua que Linden virava, caminhando sem dizer uma única palavra, Ethiena encontrava uma dezena de cidadãos em farrapos, oferecendo ícones e roupas em troca de um pedaço de pão.
As mães puxavam suas crianças em busca de trocar moedas ou coisas de valores por comida, ou estavam apenas nas esquinas, na friagem, esperando algum cliente em troca do próprio corpo.
As crianças tinham aparência lamentáveis e impactantes, com membros delgados, barrigas inchadas, cabeças grande, os ossos proeminentes em seus pescoços e costelas. Pareciam que iam cair e morrer a qualquer segundo.
Aquilo tudo era revoltante e assustador.
Ethiena saltou sua mão da de Linden, afastando para longe.
― Que diabos está fazendo me mostrando tudo isso? ― perguntou ela, indignada.
Fez-se um momento de silêncio, os olhos do Príncipe estavam mais sombrios e severos do que jamais estiveram.
― Este é o reflexo da guerra, Dama Ethiena ― explanou Linden. ― Deve saber, querida, que o império fomentou quinze anos de guerras. A chamada Grande Guerra. Uma guerra generalizada centrada no continente de Eurupian, que começou em 28 de julho de x901 e durou até 11 de novembro de x916. Esta guerra começou por grandes potências de todo o continente, que se organizaram em duas alianças opostas: Os Aliados e os Impérios Centrais.
Linden agarrou a mão de Ethiena outra vez, puxando-a em direção a outra esquina, que não tinha um aspecto muito distinto de outras.
― Nenhuma guerra mudou tanto a configuração do império quanto a Grande ― continuou ele. ― Quatro cidades foram perdidas para Prussória e Austra-Inguria. E muitas dinastias foram extintas. Mas não o poder do Império de Portuália e Cispania. Rui dom Portuália ainda continua poderoso, e isso é o que acontece quando ele pune um povo. Toda a beleza que vê no ocidente é pura propaganda política, pois é no oriente em que os escravos trabalham para manter o luxo dos nobres.
Ele estalou a língua entre os dentes.
― O Imperador sequer se importa com os efeitos socioeconômicos que assolam suas terras ― lamentou, com um tom de irritação na voz. ― Dos milhões de soldados que foram mobilizados para as trincheiras, oito milhões foram mortos, sete milhões foram incapacitados e quinze milhões ficaram gravemente feridos. Morreram 6 milhões de civis durante a guerra. Perdemos 15% da população masculina ativa.
Respirou fundo, entrando em uma esquina que dava de cara os campos de trigo desolados, destruídos, muitos policiados por soldados do império. Bandeiras com as cores vermelhas do império e uma estrela no meio, eram beijadas com os fortes ventos gélidos.
― Aqui em Walles, as mortes de civis foram por volta de 474 mil ― arfou, ainda com pesar ―, mesmo agora em tempo de paz, em grande parte devido à escassez de alimentos e desnutrição. Walles enfrenta um surto de inflação causado pelo aumento de gastos públicos que começaram com a entrada na guerra. Este grande Régio é governado por um regente, que é muito fiel ao meu pai, mas corrupto por natureza. Muitos outros lugares conhecem Walles como "o Inferno do Império". O que vê, é apenas a antessala do inferno, minha dama.
Ethiena prendeu a respiração, olhando para tudo a volta. Seu coração estava batendo muito rápido. Não podia acreditar que foi remanejada para um lugar tão... miserável.
― Por que Walles se encontra dessa forma? ― ela quis chorar de dor e angústia. ― Parece que foi o lugar que mais sofreu.
― Bem ― Linden inclinou a cabeça, ponderando sua resposta ―, Walles tem como fronteira o antigo império prussório e austra-ingurio, a maioria dos conflitos aconteciam por aqui em primeiro lugar. Os inimigos do império tinham como objetivo conquistar a cidade, mas nunca conseguiram. Em contrapartida, Rui I nunca deu muita importância para Walles, por questões pessoais. Ele diz que o faz lembrar da Imperatriz de Walles, minha mãe. Esta cidade está abandonada a própria sorte.
― Por questões pessoais, então, essas pessoas estão morrendo de fome? ― Ethiena estava revoltada. ― Como diabos eu vim parar aqui?
― Hum. Bem, eu pedi para o Burocrata mandá-la para cá, sabendo que ele cederia uma grande quantidade de dinheiro. ― Ele riu como um garoto pregando uma peça. ― O Imperador não sabe, e quando souber, provavelmente ficará nervoso. Ele pensa que partiu para o Régio de Gamões.
Linden riu baixo como se sua travessura o divertisse.
― Saber que deseja fugir, e deixar tudo para trás, Dama Ethiena, torna tudo muito mais fácil ― o rapaz assentiu, seus olhos fitando Ethiena com um brilho de ouro. ― Apesar que penso que o Imperador poderia retaliar se fizer isso. E pensando nos ressentimentos daquele ditador, Rui I inventaria novas formas de tortura para punir Walles. Supus que poderia me livrar de vosmecê, se, por ventura, tivesse a lealdade na honradez de ser uma concubina do Imperador.
A moça pensou em suas palavras, e deu um passo para trás. Um frio desceu como uma pedra de gelo por seu corpo, acelerando o seu pulso quando entendeu o que ele quis dizer.
― Quer dizer que você planejava me matar? ― ela sentiu medo.
― Foi uma ideia ― Linden tinha um sorriso insolente em seu rosto, os olhos escuros como a cova de um demônio.
Ethiena deu mais um passo para trás, assustada, sentindo o suor escorrer por trás de suas orelhas.
― Calma, querida, não tema. Mudei de ideia quando soube que tudo o que quer é fugir. ― O Príncipe tranquilizou, achando graça dos tremores involuntários da moça. ― Disse para você que somos cúmplices. Pretendo honrar com minhas promessas, Ethiena, e prometi que proverei tua proteção.
― Eu... Eu não quero proteção ― ela ergueu o queixo, encarando-o com atrevimento. ― Só quero estar longe o suficiente, porque não confio em você e tampouco em seu pai.
― Oh, querida, isso eu sei ― Linden aperfeiçoava o sorriso sensual e cruel. ― Como disse, uma dama sair em viagem desacompanhada, e ainda mais uma Flor Exótica tão bela como vosmecê... Não chegaria muito longe antes de ser capturada, e vendida em algum leilão do mercado ilegal.
Ethiena parou algum momento para pensar. Ela era o tipo de pessoa que gostava de pensar ser prudente. Quando trabalhava como analista de comércio exterior, auxiliando seu gerente, as negociações com fornecedores internacionais exigiam diplomacia e razão. Não tomava decisões baseadas em emoções, apesar de que cada vez que tentou fugir e falhou eram seus sentimentos de aversões que gerenciavam suas determinações.
Ela considerou a ideia de ser capturada e vendida se andasse por aí sozinha. Foi parar em um mundo estranho, onde os valores humanos ainda eram discursos teóricos nas universidades. Além de tudo, Ethiena nunca esperou por ninguém para ajudá-la, e Linden era um possível candidato a virar as costas assim que algo se saísse mal. Ele parecia o tipo de ganancioso que usava as pessoas como peças descartáveis.
― Tudo bem ― ela engoliu em seco, erguendo o queixo, afrontando os olhos cruéis de Linden arque Walles. ― Podemos negociar.
Se recusava a ser um peão.
― Negociar? ― Linden sorriu, surpreso.
Ethiena acreditou que por aquela ele não esperava, visto que a maioria das damas imperiais eram apenas esnobes e esbanjadoras do dinheiro público.
― Você não quer me matar, disse que mudou de ideia ― a moça apertou o lábio, séria como se lembrava ao negociar com homens rígidos, que reduziam a capacidade feminina, mas que sempre saíam surpreendidos no final, por uma conversa adulta e transparente sem envolver conotações sexuais. ― E eu quero apenas fugir para não me deitar com aquele Imperador nojento. Quer o dinheiro para ajudar essas pessoas, e acho isso uma causa bastante nobre. Não me oponho a nada disso. Então, podemos apertar a mão um do outro, e saímos ganhando nessa história.
O Príncipe encolheu os ombros, reprimindo um leve sorriso. Concordou com os antecedentes da negociação.
― Parece-me que já analisou todas as variáveis ― ele disse, olhando-a de cima a abaixo. ― É mais perceptiva do que imaginei, embora fale pouco, querida.
― Veja bem, príncipe, não sou sua "querida", e se encerramos isso prontamente, não vou ficar ressentida por confiar em você para depois me atrair para uma armadilha ― Ethiena disse.
― Acredita que armei uma armadilha? ― Linden passou a mão na barba em seu queixo. ― É, talvez eu tenha feito isso, mas...
― Ótimo — ela retrucou, completamente irritada. ― Esse é o acordo, Linden arque Walles: deixe-me ir com uma pequena quantia de dinheiro, para que eu possa pagar um acompanhante e me manter em segurança. Vou para longe e sem olhar para trás. Então, todo o restante do dinheiro que o Burocrata me cedeu, é seu e do povo de Walles.
Ele considerou a proposta por alguns segundos.
― E se fazemos assim? ― Cruzou os braços, contestando logo a seguir. ― Você fica em Walles, estará debaixo de minha segurança, porém passamos relatórios falsos para o meu pai, e ele nunca saberá que pode pagar sua noite de núpcias. Provavelmente ele esquecerá sobre vosmecê em breve. Então, não precisará ir para longe. Ficará segura. Além disso, darei total autonomia, e trabalhará como a Regina administrando toda a província. Terá um trabalho, segurança e eu.
Ethiena inflou as bochechas quando ele contou nos dedos "trabalho, segurança e ele". Seu sorriso era bastante insolente.
― Você inclui a si mesmo em um acordo comercial? ― Ethiena sentiu os enjoos retornarem.
― Não entenda mal, minha dama ― Linden se apressou para se explicar. ― Eu sou o futuro Sol do Império, quero dizer, o Príncipe Herdeiro. Terá uma grande autoridade a seu favor. Gerenciar a cidade com a ajuda de meu nome, tornará uma porta de entrada para negociações de sucesso com nobres e empresas.
― Ser a concubina do Imperador já não é uma grande coisa?
― Não diz muito ― Linden apertou seus lábios. ― As mulheres de meu pai podem governar os régios, mas não tem poder de verdade. Tudo o que elas fazem, na verdade, é recolher impostos ou limitar o dinheiro dos grandes produtores. Geralmente, quem governa as cidades são os concelhos de nobres, liderados por um duque. O Duque de Sá, por exemplo, controlava o Burgo Sá, de onde veio, querida. Dinheiro pode ser poder, mas o consenso da lei vale tanto quanto os cifrões.
Ethiena pensou um pouco, já havia escutado sobre aquilo de Duque Sá, mas não se lembrava. Ela havia se fascinado com o fato de que mulheres governavam cidades, porém sem se ater aos detalhes. O império era um mundo onde os homens tinha mais poder do que as mulheres, depois de tudo.
― Quero mudar as coisas por aqui ― Linden repousou as mãos na cintura, olhando para os campos à frente. Seus olhos se tornaram distantes. ― Não tenho tempo em administrar o burgo, pois há assuntos da Grande para encerrar. Como dissemos Elias e eu em nossa viagem para Walles, ainda existem muitos conflitos. Mesmo depois da Grande Guerra, o descontentamento dos trabalhadores, exploração do homem do campo, e o surgimento de novas ideias por parte dos intelectuais, estão fervilhando por todos os lados. Basta apenas um empurrão para tudo ficar pior e nunca conseguirmos recuperar o que as guerras destruíram. Estou cansado de todos esses conflitos, por isso cuido pessoalmente de encontrar um ponto de equilíbrio para trazer a paz.
Linden sorriu novamente quando olhou para Ethiena.
― Vosmecê é uma dama bastante inteligente. Agiu em silêncio até agora, para encontrar uma brecha para fugir ― observou, e havia admiração em suas palavras. ― Em momento algum, atuou com o ímpeto da emoção tal como fariam as damas nobres deste mundo. Se tivesse tentado escapar quando estava no palácio imperial, morreria, sem dúvidas. Preciso de alguém que consiga ser ponderada, além de capaz em aguentar a pressão.
― Acha que sou capaz?
― Minha querida, pensas que não sei que desejou cuspir no Imperador quando ele disse que queria... ― Linden sacudiu a cabeça, olhando para a cintura de Ethiena. ― Alguém que controla a si mesmo, não vai perder a cabeça quando precisar lidar com a política. Nosso mundo não era muito diferente em vários aspectos, principalmente quando este é um espelho daquele, mas acredito que é uma mulher com uma mentalidade mais avançada do que muitas pessoas deste lugar.
Por fim, o rapaz deu um passo para trás, examinando com satisfação o resultado de suas palavras.
― Você cuida de assuntos internos, e eu ficarei com os problemas causados pela Grande ― ele bateu de leve com a mão em seu ombro. Então, dando-se conta de que não era assim que encerrava um acordo, ergueu a mão para Ethiena. ― Concorda com meus termos, minha querida?
Ethiena hesitou. Um frio passara por suas costas. Escolher um lado, entre o Imperador, a si mesma ou Príncipe Linden. Sentiu-se em uma via bifurcada com três caminhos desconhecidos.
Sabia que o príncipe Linden escondia seu caráter verdadeiro por debaixo de sua máscara. Certamente fugir e viver por si mesma era a melhor opção; mas, todavia, ele estava oferecendo uma rota em que ela manteria sua liberdade. E ainda por cima, oferecia proteção.
Ergueu a mão, apertando com força a do príncipe. Era grande e maior que a dela, tanto quanto sua promessa.
Concelho¹ - Concelho seria a divisão administrativa dedistrito; parte de um distrito. A palavra existe e é dicionarizada no Brasil, mas é mais comum seu uso em Portugal.
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