Um bilhete não faz mal a ninguém

Aviso: esse capítulo contém cenas de violência.

Vanjie

Brooke é bissexual, eu sabia. –Cracker batia em mim.

—Aaaa, agora sim, você pode se permitir beijá-la. –Disse Monet.

—Eu não sei se ela gosta de mim.

—Bicha, ela falou olhando pra você. Eu sou bissexual significa Vanjie por favor me coma.

—CRACKER. –Monet e eu gritamos.

Monet ria e batia na mão da loira.

—É a verdade, que essa seja dita.

Percebi pelo canto do meu olho que Katelyn nos encarava, ao olhar pra ela, essa virou as costas e saiu andando. Espero que Cracker não tenha visto ela.

Flashback on:

—Cracker, ela é uma má pessoa, só quer te usar, nem gosta de você, eu gosto.

Cracker a olhava com desprezo. Ela tentou sair do quarto, mas Kat a segurava.

—Devemos entrar? –Perguntou Monet a mim.

—Acho que ainda não. –Respondi sussurando de volta.

Nós espionávamos pela rachadura da janela.

—Por favor, me dá uma chance.

Quanto mais Cracker lutava, mais Katelyn a puxava contra seu corpo. Até que as duas estavam muito próximas.

—ME SOLTA.

Eu e Monet corremos para abrir a porta, mas estava trancada. Monet começou a chutá-la mas foi em vão. Eu peguei um salto e quebrei a maçaneta, entramos e nos deparamos com Katelyn beijando Cracker contra sua vontade.

—LARGA ELA.

Katelyn a soltou.

—Nós estávamos nos divertindo não é?

—Não.

Cracker veio até nós e nos abraçou. Mostrei meu dedo do meio à Katelyn.

Flashback off.

3 dias desde o ocorrido, Cracker nem comenta, apenas finge que não aconteceu, mas ela tem leves sustos do nada, como se alguém a estivesse agarrando.

—Ei.

Aquaria dei um selinho em Cracker.

—Bonjour meninas.

—Bom dia Aquafina. –Disse Monet.

Aquaria mostrou o dedo do meio.

—Vou roubar Cracker por um tempinho, tenho que te mostrar um negócio.

—Um negócio.

Cracker bateu as palmas um pouco animada, Aquaria estranhou. Essa pegou sua mão, Cracker teve novamente um susto.

—Tá tudo bem?

—Sim, só levei choque.

Mentira. Eu e Monet nos entreolhamos. As duas saíram.

—Ela devia falar isso pra psicóloga dela.

—E se ela estiver certa Monet? E se a Natália for amiga da psicóloga dela e souber tudo o que acontece com ela?

—Natália apenas mente para fuder com a cabeça da menina. Ela não tem esse poder.

Eu a olhei.

—Sei não.

O sinal bateu e eu fui para o meu armário, Monet abriu o dela deixando apostilas caírem.

—Filha da puta. Eu no caso.

Eu ri e abri o meu. Percebi um pedaço de papel vermelho no chão, o peguei e li.

"Gostei do corte no cabelo ;)".

Olhei ao redor. Será que foi Brooke? Olhei em direção ao seu armário, ela já me olhava e corou. Eu acenei com o bilhete em mãos. Ela gesticulou mostrando o comprimento do meu cabelo.

Mandei um beijinho. Virei para Monet e surtei.

—Brooke me mandou um bilhete.

—Olha a letra dessa vaca, que bonita.

Eu assenti.

—Mando outro?

—Ou você pode ir até lá, ela tá literalmente à 5 passos daqui.

—Não, você corta o romance.

Ela me encarou zombateira.

—Você querendo romance? Vanjie, você disse que vai ser advogada, só pra ser solteira, todo mundo odeia advogados Monet. –Ela tentou me imitar.

—Mas todo mundo odeia mesmo.

Cracker

—O que queria me mostrar? –Pergunto ansiosa.

—Você verá.

—O que tem de interessante nessa escola?

—Além de você, tem isso.

Eu continuava sendo arrastada por Aquaria, a sensação de alguém segurando a minha mão não era mais tão traumática. O que me horrizava era te que andar com Aquaria na escola, por ser popular, ela atraía muita atenção.

Por qualquer lugar que a gente passase tinha gente cochichando enquanto nos olhava. Eu me sentia mal, só queria voltar a não ser notada, até quando estou com as minhas amigas ou sozinha, vejo pessoas me olhando.

—Chegamos.

Ela parou em frente a uma porta.

—Vamos brincar de toc toc?

—Toc toc?

—Quem tá aí?

Ela riu.

—Não sua boba. –Ela tocou a ponta do meu nariz. —Vamos fazer algo mais interessante.

Eu comecei a suar, não, por favor sem beijo.

Ela abriu a porta, a sala estava vazia, apenas mesas e cadeiras e no centro uma mesa enfeitada com um cacto em cima.

—Eu sei que você odeia rosas, e ama cactos então.

Eu bati palminhas.

—Você pode levá-lo pra casa.

—SHABLAM.

Ela riu com a minha animação. Sentamos à mesa.

—Vamos comer algo super refinado.

Ela pegou um saco.

—Burguer king.

Eu ri.

—Adoro.












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