▫️3▫️
Leandro Araújo
Ver Bianca dormir deveria ser considerado a oitava maravilha do mundo, minha mulher é de tirar o folego. Mesmo que seu cabelo natural não seja ruivo, ninguém diz que é pintado do tanto que ela cuida bem dele e seus olhos verdes deixa toda sua beleza mais intensa e faz meu coração pulsar loucamente quando me encara com ternura.
Não consigo conter o sorrisinho bobo quando ela se remexe na cama a minha procura e quando não acha, se espreguiça sentando lentamente me localizando encostando no batente da porta do quarto.
— Um dia eu ainda te amarro nessa cama. — Murmura com a voz sonolenta.
Desde quando fui preso, meu sono não é o mesmo. Ter que ficar sempre em alerta para ninguém te atacar a noite não te deixa ter um sono tranquilo. Aos poucos fui me acostumando com limitadas horas de sono, mesmo já estando em casa e passar as noites agarrado no corpo de minha esposa.
— Apenas me amarrar? — Questiono presunçoso.
Um olhar predador desce e sobe por meu corpo exalando luxuria e involuntariamente sinto um calafrio percorrer minha espinha. Bianca é tão fogosa quanto eu e não me canso de provoca-la em qualquer ocasião para ter seu corpo de baixo do meu.
— Não dá ideia, Leandro.
Comprime os lábios e se levanta indo para o banheiro. Dou meia volta e vou para o fundo de casa, Diplo está deitado em sua casinha no fundo e nem levanta quando me vê, ele já é de idade avançada, meu parceiro de anos e sorrio de lembrar quando Bianca o viu pela primeira vez. A mulher literalmente subiu em cima de mim quando foi dormir a primeira vez na minha antiga casa.
— Amor, faz um favor pra mim?
A voz da ruivinha ecoa pela casa e respondo já em concordância.
— Pega dinheiro na latinha e vai comprar minha tinta de cabelo. Não erra o tom, pelo amor de Deus.
— O que eu ganho em troca?
— Vai logo seu troglodita. — Resmunga ainda de dentro do banheiro.
Coloco uma camisa e vou fazer o que ela pediu, já estou até me preparando para ficar em função e ajudá-la a tingir os fios. A mulher é braba.
O caminho até a farmácia é tranquilo, as pessoas ainda encaram com curiosidade minhas tatuagens, a maioria eu fiz antes de ser preso, enquanto eu fazia merda na verdade. Bianca até gosta, menos a caveira nas minhas costas.
Quando estou quase saindo da farmácia, um carro sedan preto com vidro fume passa bem devagar, sei bem pra quem trabalham, se ele mesmo não estiver no volante. Mas espero que fique longe, não disse nada a polícia, nem no meu julgamento pra quem eu vendia ou de que bando fazia parte, eu não seria louco de colocar minha cabeça a prêmio assim e ferrar ainda mais com a vida da minha dama, a tristeza nos olhos dela me matou quando fui preso na porta de casa. Ela se afastou da família para se casar comigo, mesmo eles dizendo que eu não era bom pra ela, queria provar que estavam errados, mas no fim, só confirmei o que queriam.
Dou mais uma olhada ao redor antes de entrar para dentro de casa. Bianca está na pequena área dos fundos, sentada em um banquinho fazendo carinho em Diplo com os pés já que ele está deitado nos pés dela. O foco da ruivinha está em um espelho preso na mureta ao lado do tanque, enquanto ela divide os fios para começar a pintar e eu preparo a tinta no potinho.
— Então, já pensou se vai aceitar trabalhar com o Onório?
Ela termina de separar os fios e pega uma xícara pra dar um gole no seu café e mais uma mordida no pão que fiz ontem. A mulher se amarra nos lanches que faço e sempre deixou claro que comia como um leão, o que me fez ficar mais encantado com ela.
— Pedreiro não é bem minha área amor, mas já é alguma coisa e vou indo até onde der.
Sou sincero. Não era essa a área que eu esperava arranjar um emprego, mas pelo menos vamos ficar um pouco mais tranquilos em relação a grana. Fico até com vergonha por Bianca bancar a casa.
— Mais tarde eu vou lá no salão, dona Iris me mandou mensagem, a mulherada tá animada pro bailão.
Me aproximo dando um beijo no pescoço exposto de minha esposa e começo a pintar seu cabelo, ela termina de comer e fica mexendo no celular enquanto isso.
— Bem que a gente podia dar um passeio diferente hoje. — Dou a ideia, já tem um tempinho que não fazemos algo diferente e quero agrada-la.
— Ah é? O que tem em mente?
Vejo pelo espelho que está com um sorriso largo e os olhos verdes transbordando expectativa, tomara que concorde.
— Esbarrei com o Felipinho esses dias, disse pra irmos lá na lanchonete e o primeiro lanche é por conta da casa, por eu estar de volta.
Já pintei metade do cabelo dela, ainda bem que lembrei de usar a luva de plástico que veio junto, caso contrário minha mão estaria laranja. Bianca fica alguns minutos em silencio, com um pequeno bico me olhando pelo espelho.
Felipinho é gente boa, eles se dão bem, não vejo porque ela negaria a saideira.
— Vamos sim, faz um tempinho que não o vejo.
— Valeu gata!
Me abaixo dando mais um beijinho em seu pescoço e ela se arrepia soltando um sorrisinho, o que faz meu coração dar uma pulsada forte, logo termino de pintar tudo e deixo o cabelo preso no alto. Bianca se levanta e minha atenção vai para suas coxas que estão bem expostas pelo micro short que usa, quando se espreguiça, a camisa cinza manchada de tinta, se move e consigo notar que está sem sutiã. Quem a vê assim, nem a reconhece quando sai parecendo uma dama de elite para ir trabalhar.
— Amor, vamos faxinar a casa hoje?
Pergunto sem conseguir desviar a atenção de seus mamilos em evidencia, ela se aproxima de mim e com a mão esquerda ergue meu rosto me fazendo focar em seus belos olhos e está com um sorriso largo nos lábios.
— Por que tenho a impressão de que não é na casa que está preocupado?
— Porque não é. — Murmuro contra seus lábios que estão próximo dos meus.
Normalmente ela fica na ponta dos pés para alcançar minha boca e com isso, agarro-a pela cintura grudando-a em mim. Meu corpo já está em ebulição, suas mãos em meus braços, nossas respirações aceleradas. O melhor de tudo é o olhar faminto em minha boca. Dou um sorrisinho de canto e umedeço meus lábios, com uma mão livre, brinco com seus seios por de baixo da camisa querendo incita-la.
— Posso te colocar sentada no tanque e me deliciar em seu corpo?
Pergunto baixinho próximo ao seu ouvido.
A resposta vem quando ela pega impulso e se joga em meus braços, seguro-a pela bunda a erguendo em meio a risos.
— Vamos meu gato, só cuidado com o cabelo.
— Vai ser rapidinho, amor. — Mordo seus lábios.
— Certeza? — Arfa mordendo meu ombro exposto pela regata.
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