Capítulo 2 - Bésame sin miedo

POV Miguel

Estávamos no saguão da escola após a formatura, eu abraçava Mia enquanto conversava com Franco sobre a empresa, ou melhor, tentava conversar, pois era impossível me concentrar em algum assunto com seu corpo tão colado ao meu, ainda mais quando ela me olhava de uma maneira tão intensa, me encarava como se quisesse me transmitir algo com o olhar e suspirava quando eu estreitava meus braços ao seu entorno. Deus! Essa menina vai me deixar louco. Ou melhor, já deixou, pois se alguém me falasse alguns anos atrás que eu pediria uma mulher em casamento durante a formatura do ensino médio eu diria para me internarem, pois jamais faria isso em sã consciência.

Mia virou minha vida de cabeça pra baixo completamente, vim com o objetivo de me vingar da sua família, mas fui incapaz de resistir à essa menina. Lembro com detalhes da primeira vez que a vi, foi perceptível que ela também sentiu aquela corrente elétrica que percorreu nossos corpos no momento em que nossos olhos se encontraram, naquele momento decidi que eu precisava ficar com aquela garota. Óbvio que eu não acreditava em amor à primeira vista e em todas essas bobagens românticas que a Mia adora, mas era indiscutível que havia rolado uma química ali e além disso, eu não era nenhum cego, Mia é maravilhosa, tem os olhos mais profundos que eu já pude admirar, a boca que parece implorar para que eu a beije e um corpo que faria qualquer homem ficar louco. Ela é muito gostosa e isso sempre me tirou do eixo. Entretanto, logo que descobri sua verdadeira identidade percebi que seria impossível eu me envolver com ela sem ferir a memória do meu pai, dessa forma tentei odiá-la por um tempo, mas era impossível, eu mentia para mim mesmo o tempo todo. Com o tempo, fui percebendo que Mia era muito mais que um rostinho bonito e um corpo de dar água na boca, fui conhecendo sua personalidade e isso fez com que eu a admirasse ainda mais, comecei a me apaixonar pelo seu jeito meigo, pela forma em que ela acreditava no melhor das pessoas e em sua ingenuidade que a impedia de ver o quanto as pessoas poderiam ser más quando queriam. Mia é dona de uma personalidade assombrante, ela sabe o que quer e não tem medo de lutar por isso. Mesmo fazendo de tudo para agradar o seu pai, não deixa que isso a impeça de protestar para ajudar uma amiga que foi injustiçada ou de mentir para realizar o seu sonho de cantar. Ela me fascina por sua coragem e quebra o meu coração em mil pedacinhos com sua ingenuidade e carência quando aqueles impressionantes olhos azuis brilham pedindo carinho, pedindo atenção e amor, e eu morro com o sorriso que vem em resposta, quando ela ouve "coisas bonitas" que a fazem se sentir amada e importante.

Ela tem pose de durona, mas a verdade é que no fundo ela sente-se carente por ter sido criada longe da mãe e com o pai tão ausente devido ao trabalho. Mesmo que ninguém tenha dúvidas do quanto Franco a ama e daria o mundo a ela, todos sabemos o quanto ela sentiu falta de uma presença maior dos pais na infância e o quanto isso faz com que se sinta insegura hoje em dia. Dessa forma, meus sentimentos por Mia foram evoluindo de uma atração física, para uma paixão adolescente, chegando por fim em um amor intenso que preenche o meu coração e impede o meu cérebro de pensar. Contudo, não foi fácil para mim admitir tudo isso, eu neguei enquanto pude e tentei transformar o amor em ódio, afinal "sabe que al amor y al odio los divide una linea muy delgada".

Cada vez que o seu cheiro me tirava o fôlego, eu a insultava, cada vez que eu via suas coxas perfeitas por baixo daquela saia curta, eu a provocava. Assim ficamos nesse jogo de gato e rato pelo que pareceu muito tempo, até enfim admitirmos nossos sentimentos. Lembro com detalhes do primeiro beijo que trocamos, da sensação de ter os seus lábios nos meus, seu corpo estremecendo nos meus braços e sua língua brigando com a minha de uma maneira que quebrava toda a pose de princesinha certinha e obediente ao papai que ela queria passar. Ela era selvagem no beijo, tanto quanto eu que agi como um adolescente inexperiente e ficava excitado toda vez que lembrava daquele momento.

Passamos por muitos altos e baixos, muitas idas e vindas, algumas por minha culpa, outras por culpa dela, mas o que percebemos é que tudo aconteceu por falta de comunicação. Não falávamos abertamente um com o outro e acabávamos deixando intrigas e fofocas abalarem nossa relação. Hoje, pensando friamente, creio que apesar de termos sofrido muito, foi bom passarmos por essas experiências porque isso nos fez mais fortes, mais confiantes e mais seguros do que queremos e do que sentimos. Eu tinha certeza de poucas coisas, mas uma delas era que Mia era o amor da minha vida e que eu queria ficar com ela para sempre.

-Podemos ir para o restaurante ou você precisa pegar algo no quarto Mia? - perguntou Franco, assim que todos que esperávamos chegaram ao saguão.

Mia continuou inerte, me encarando e sorrindo como se estivesse em um mundo de sonhos, correspondi o sorriso e ergui uma sobrancelha esperando uma resposta.

-Mia? Hello... seu único neurônio pegou fogo? Estamos falando com você! - chamou Roberta bem menos paciente com os devaneios de Mia. Ela corou profundamente quando percebeu que todos sorriam da maneira em que ela me encarava. Estreitei meus braços ao seu entorno e beijei sua testa como uma maneira de dizer que estava tudo bem, que ela não precisava se envergonhar.

Eu amava tudo em Mia e isso incluía a sua ingenuidade e a maneira que corava todas as vezes em que era pega no flagra me secando ou dando uns amassos comigo. Uma vez Franco nos pegou em um beijo digamos que um pouco mais acalorado no sofá de sua casa, jamais serei capaz de esquecer todos os tons de vermelho que o rosto dela atingiu naquele momento. Foi extremamente fofo e se via de longe que eu estava seriamente apaixonado, porque só uma mente extremamente danificada pela paixão pode achar isso algo fofo. Miguel você está completamente perdido, cara!

-Desculpa, eu não prestei atenção, o que foi?

-Percebemos que estava no mundo da lua, ou melhor, no mundo do Miguel – brincou Franco a fazendo corar ainda mais - Estávamos perguntando se já podemos ir para o restaurante ou se você precisa pegar mais alguma coisa?

-Não, minhas coisas já estão todas no carro, podemos ir.

-Então vamos que eu estou morta de fome! - exclamou Roberta.

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No restaurante conversa foi o que não faltou, afinal nossa família antes restrita a mim, minha mãe e Lolly, agora era composta por pessoas com os mais diversos tipos de personalidades, mas algo que todos tinham em comum era a capacidade de falar rapidamente e ao mesmo tempo.

Percebi que Mia estava muito quieta, fiquei preocupado pensando que poderia ter algo a ver com o anel que dei a ela antes da formatura. Será que eu tinha agido mal? Afinal ela era muito nova e talvez não estivesse preparada para assumir um compromisso tão sério. Eu era completamente retardado, era óbvio que ela não estava pronta, se não tínhamos conseguido nem transar ainda devido à sua insegurança, o que eu tinha na cabeça para dar um anel a ela?

Precisávamos conversar sobre isso, mas eu não aguentaria esperar até estarmos sozinhos.

-Amor, está tudo bem? Tô te achando tão pensativa hoje... - perguntei receoso de sua resposta e deixei um beijo no topo de sua cabeça, não sei se com intenção de acalmá-la ou me acalmar.

-Está bebê, é que você me deu muito o que pensar – deu um sorriso tão lindo deixando vários selinhos na minha boca. Olhei em seus olhos por um momento e senti sinceridade e emoção naqueles profundos olhos azuis que me tiravam do eixo.

Respirei aliviado por entender que estava tudo certo, eu estava surtando sem necessidade. Não sei qual o motivo do seu silêncio, mas certamente não era dúvida por estar comigo.

Em certo momento Roberta chamou a Mia para ir ao banheiro com ela e eu fiquei observando-a se afastar ciente do olhar abobalhado que a lançava.

-Miguel, você e Mia transaram? - perguntou Diego que estava sentado ao meu lado com uma cara de interrogação.

-Você sabe que não Diego, quando ela finalmente se sentiu pronta eu estraguei tudo com a história da Sabrina e depois veio o meu acidente... Você sabe, não toquei mais no assunto, não quero pressioná-la e a culpa de não ter acontecido na última tentativa foi minha. - falei surpreso com sua pergunta.

Diego era um dos meus melhores amigos, ele conhecia a Mia há muito tempo e como ficávamos muito tempo juntos por causa do RBD, acabou se tornando um dos meus principais confidentes e conselheiros no quesito relacionamento.

-Sei lá, achei que poderia ter acontecido e você não tivesse tido oportunidade de me falar - falou pensativo- Mas Miguel, vou te dizer uma coisa, pode não ter acontecido ainda, mas vai ser em breve, porque os olhares que a Mia está te lançando hoje não são nem um pouco inocentes, pode acreditar. Ela está praticamente te comendo com os olhos. - Finalizou me deixando cada vez mais surpreso.

Eu ia perguntar de onde ele tinha tirado essa ideia, mas as meninas voltaram para a mesa nesse momento, não nos deixando finalizar a conversa. Obviamente eu tinha percebido que Mia estava diferente, mais madura e ultimamente ela não interrompia mais nossas sessões de amassos, geralmente era eu quem fazia isso, pois percebia o quanto ela se sentia desconfortável quando me pedia para parar e não queria tornar a situação desconfortável pra ela. É verdade que recentemente estávamos bem mais íntimos nesse quesito, trocávamos carícias um pouco mais quentes e ao invés de fugir desesperada como fazia no início, ela demonstrava gostar e correspondia na mesma intensidade.

FlashBack On

Alguns dias atrás aconteceu o casamento de Franco com Alma e após a cerimônia teve uma pequena festa na mansão dos Colucci. Nossos amigos mais íntimos estavam lá e nos divertimos muito, foi como uma prévia da nossa festa de formatura e como nossos familiares ficaram mais restritos às mesas, conseguimos nos esbaldar um pouco mais. Estávamos tomando um coquetel muito bom e que por ser doce, disfarçava o gosto do álcool, de forma que ficamos um pouco mais bêbados e nem percebemos como isso aconteceu. Tocava uma música agitada na pista de dança e eu dançava junto com a Mia que estava decidida a me tirar do sério, linda de matar com aquele vestidinho justo ao corpo que realçava ainda mais as suas curvas e deixava aquela bunda ainda mais empinada como se implorasse por ser tocada. Ela rebolava com os braços entorno do meu pescoço e me olhava de uma maneira muito sexy, eu juro que tentava me controlar afinal nossa família estava a poucos metros de distância, mas isso se tornou impossível quando a batida da música mudou para uma mais sensual e ela grudou os lábios nos meus, procurando a minha língua com a sua e tomando a iniciativa de um beijo de tirar o fôlego. Porra! Essa menina acordou disposta a me enlouquecer hoje! Mandei o controle para o espaço e a agarrei de uma maneira pouco respeitosa, correspondendo ao beijo faminto pela língua dela, no mesmo instante senti a semi ereção, que eu tentava controlar desde o momento em que a vi naquele vestido, ganhar força e se tornar notável dentro da minha calça. Ela sorriu ao perceber como eu me encontrava e virou de costas rebolando na minha frente. Safada, gostava de me provocar e me deixar louco! Puxei ela mais para perto me esfregando entre suas nádegas e deixei vários beijos, lambidas e mordidinhas no seu pescoço.

-Miguel... - suspirou ela, levando uma de suas mãos para trás e puxando minha cabeça para mais perto dela.

-Você está vendo o que faz comigo Mia? Quer me enlouquecer? Está vendo a maneira que me deixa? - forcei mais uma vez o quadril contra o dela para que percebesse do que eu estava falando. Ela gemeu.

Nesse momento Roberta se aproximou e acabou com a nossa festa.

-Não é querer atrapalhar os pombinhos, mas vou sugerir que se forem seguir com a sessão pegação que procurem um quarto porque minha mãe e Franco estão vindo para cá e posso apostar que eles não vão gostar nada nada dessa dancinha inocente de vocês... - falou rindo e já se afastando.

Droga, ela tinha razão, não posso agir como um inconsequente com Mia e com a família dela e óbvio que não poderíamos transar naquela situação, estávamos bêbados e ia ser a primeira vez dela, queria que fosse especial.

-Desculpa amor, preciso ir pegar um ar, já volto. - Falei e deixei um selinho em seus lábios me afastando rápido dali antes que alguém percebesse o estado deplorável em que eu me encontrava.

Sentei em uma das mesas da festa e fiquei tomando uma água enquanto tentava me recuperar. Mia apareceu e sentou do meu lado, pegou o meu copo virando todo de uma vez e segurou na minha mão me olhando nos olhos.

-Eu também sinto Miguel, também sinto vontade de ficar com você e isso me deixa louca porque na maioria das vezes não consigo compreender os meus sentimentos e tudo o que eles significam... - falou me encarando e sem corar de uma maneira que me surpreendeu muito – Desculpa, eu sei que deve ser horrível pra você me esperar esse tempo todo, mas eu só queria te dizer que eu também sinto, eu não sou imune a isso tudo.

-Princesa, você não precisa se desculpar, eu já te falei um milhão de vezes que não temos pressa e que será no momento que você quiser... - me inclinei beijando a sua testa – Eu te amo, você é o amor da minha vida e nada mais importa!

-Vai ser em breve bebê, te prometo isso! - se inclinou beijando os meus lábios.

FlashBack Off

Tudo isso é um grande avanço para a nossa relação, mas me impeço de criar esperanças e acabar me frustrando futuramente como já aconteceu diversas vezes. Simplesmente tento não pensar no "quando" será e me foquei no "como" será, fico imaginando em tudo que quero fazê-la sentir, na sensação de tocá-la mais intimamente, de como ela vai estremecer nos meus braços... Nossa, tudo isso me deixa louco! Ela ainda vai me deixar louco! Tomo um gole de água tentando refrescar meus pensamentos, porque acho que não seria adequado ficar com uma ereção durante um jantar em família.

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Depois do jantar fomos todos para a casa de Mia e ficamos sentados no jardim combinando os últimos detalhes de como seria nossa viagem de férias. Toda nossa turma da escola vai viajar para o Caribe em uma espécie de comemoração de formatura, eu estava tentando controlar as minhas expectativas sobre o que poderia acontecer entre Mia e eu, sem adultos responsáveis em uma praia paradisíaca, afinal já estivemos em uma situação parecida e não rolou nada.

O tempo foi passando e todos foram se recolhendo, minha mãe e Lolly estavam ficando em um hotel por enquanto, mas já estavam providenciando sua mudança para a capital. Enquanto isso, eu continuava ficando na mansão Colucci, pois depois de três anos vindo para cá nos fins de semanas e feriados eu já tinha o meu próprio quarto.

Eu e Mia ficamos sozinhos abraçados em um balanço no jardim, sempre ficávamos ali namorando depois que todos iam se deitar, era o nosso momento de aproveitar um pouquinho e não era contra as regras de Franco, pois ao mesmo tempo que estávamos sozinhos, alguém poderia chegar a qualquer momento.

Eu abraçava Mia de lado que descansava a cabeça no meu peito enquanto eu fazia carinho no seu cabelo, ela observava o céu que reluzia estrelado em cima de nós e parecia refletir. Ela ficava linda com essa carinha pensativa.

-Você tem noção do quanto eu amo você? - perguntei e ela suspirou me presenteando com o sorriso mais lindo do mundo. Era impossível não sorrir de volta.

-Não mais do que eu amo você! Você me transformou Miguel, me transformou em uma nova Mia, mais empática, mais feliz, mais confiante...alguém que consegue olhar além do mundinho cor de rosa em que eu vivia isolada, você me faz feliz! - Porra, Mia estava querendo realmente me matar! Que declaração tinha sido essa?

Como se não bastasse, ela ergueu a cabeça buscando os meus lábios e iniciando um beijo que transmitia amor, nossas línguas se movimentavam lentamente, se saboreando, aproveitando o momento. A senti estremecer em meus braços e levou suas mãos a minha nuca puxando meu cabelo com certa força. Ela parecia faminta, não consegui resistir soltando um gemido baixo nos lábios dela e intensificando o beijo, deixando as coisas ainda mais quentes e transformando aquele beijo doce em um beijo mais rápido, mais bruto, suguei sua língua com vontade e a senti puxar meu lábio inferior entre os dentes. Essa menina ia me fazer enlouquecer!

Eu já estava ficando muito excitado, Mia não precisava de muito para me tirar do sério e os três anos de espera também não ajudavam muito no meu escasso autocontrole. Levei uma mão a sua cintura fina apertando com força, enquanto a outra procurava a sua coxa nua por baixo da saia do uniforme que ainda usávamos. Mia gemeu assim que a apertei e eu suspirei tremendo de tesão por tocá-la daquela forma. Ela é muito gostosa, perfeita, na medida certa para as minhas mãos, aquela pele macia de suas coxas me tirava do sério e me fazia imaginar como seria tocá-la com meus lábios.

Nos beijávamos de uma maneira quase sexual e estávamos visivelmente excitados. Eu estava perdendo o controle, meu membro explodia dentro da calça do uniforme e eu certamente teria um banho demorado antes de dormir para resolver essa situação. Mia não me freou, então tirei forças de lugares inimagináveis para tomar o controle da situação e me afastar. Parei o beijo devagarinho, mordi seu lábio inferior, repetindo o que ela tinha feito comigo e finalizei com vários selinhos, me afastando um pouco para tentar controlar minha excitação que parecia me matar naquele momento.

Ultimamente estava sendo assim, quando eu percebia que estava perdendo o controle da situação eu parava com a sessão pegação, pois se eu não parasse, ela pararia e além dela ficar se sentindo visivelmente culpada por não conseguir me dar o que eu queria, eu algumas vezes ficava frustrado e não conseguia esconder dela, isso tudo causava atritos desnecessários na nossa relação. Eu era mais velho ali, eu era mais experiente, então eu tinha que saber a respeitar e esperar o seu momento.

-Amor...- Mia começa a falar constrangida e eu jurei que ela ia se desculpar por não termos ido adiante mais uma vez- Sabe aquela história que eu falei que tinha feito o mesmo que você tinha feito com a Sabrina? - assenti nervoso, afinal quase tinha infartado quando fiquei sabendo dessa história - Então, obviamente era mentira, eu nunca conseguiria fazer isso com alguém que não fosse você! Desculpa, eu estava muito magoada e queria que você sentisse o mesmo que eu estava sentindo, queria que você sofresse igual a mim. -Finalizou abaixando a cabeça envergonhada.

Suspirei de alívio ao ouvir suas palavras. Eu conhecia Mia muito bem e duvidava que ela teria coragem de fazer algo assim com outra pessoa, afinal estávamos juntos há três anos e eu não tinha dúvidas do quanto ela me amava e sabia que ela sentia desejo por mim, mas mesmo assim ela fugia desesperada quando parecia que íamos dar o próximo passo. Então se ela não conseguia ter sua primeira vez comigo, mesmo que nos amássemos, desejássemos, confiássemos e conversássemos abertamente um com o outro sobre isso, duvido muito que ela teria coragem de fazer com outra pessoa. Mas, eu também sabia que tinha a machucado profundamente com a história da Sabrina e sabia que ela iria querer se vingar. Então, mesmo que uma parte de mim dissesse que essa história dela ter transado com um desconhecido era mentira, outra parte dizia que a Mia magoada e vingativa era capaz de fazer qualquer coisa para me atingir, e isso me enlouquecia.

Eu queria perguntar isso pra ela há muito tempo, mas não conseguia, afinal o erro com a Sabrina foi meu e mesmo que ela tivesse perdido a virgindade com outro, ela não teria me traído, eu não poderia cobrar nada dela. Mesmo que no fim eu tenha descoberto que não dormi com a Sabrina, querendo ou não, foi uma traição, pois eu não confiei na Mia quando ela me disse que Sabrina tinha outras intenções comigo, gastei meu tempo saindo com outra mulher enquanto deveria estar com minha namorada, me coloquei em uma situação em que poderia ter acontecido e a beijei. Se fosse ao contrário, eu surtaria. Então eu sei muito bem dos meus erros nessa história, mesmo que tenha sido armação da Sabrina, eu colaborei, mesmo sem saber.

-Hey, olha pra mim bebê... - levei a mão ao seu queixo o erguendo delicadamente até que nossos olhos se encontrassem – Confesso que desconfiei que poderia ser mentira, não conseguia te imaginar fazendo isso, mas você estava com tanta raiva de mim que acreditei que poderia fazer qualquer coisa para me ferir. Você não sabe como é bom ouvir isso de você, o peso que saiu do meu coração nesse momento. - Sorri e beijei sua testa aliviado.

-Bebê você me conhece a tanto tempo, sabe que eu não teria coragem de fazer isso. Não seria apenas uma traição a você, ao nosso amor, seria uma traição a mim também, com tudo em que eu acredito, aos meus sentimentos. Você sabe que se eu não estava preparada para dar esse passo com você, não seria capaz de dar com nenhum outro.

-Eu sei amor, te conheço muito bem e sei o que você traz dentro desse seu coraçãozinho, mas também sei de como você pode ser vingativa quando está magoada. E eu te magoei muito. Fiquei com medo que a vingança falasse mais alto que o amor nesse momento. Fico aliviado de não ter sido assim. - sorri, apertando o seu nariz delicadamente para provocar, eu sabia o quanto ela odiava essa mania minha.

-Você entendeu o que falei? - a olhei com ar de interrogação - Que eu não estava preparada para fazer amor com você?

-Sim bebê, entendi. Eu já te falei que você não precisa se preocupar quanto a isso, não temos pressa, quero que seja quando você se sentir segura e ...

-Miguel – me chamou cortando a minha linha de raciocínio e me assustando - Não foi isso que eu quis dizer, eu falei que não estaVA preparada, no passado... - falou corando fortemente e senti meu coração perder uma batida com o rumo que meus pensamentos estavam tomando – porque agora eu estou. Eu quero você Miguel. Eu quero tudo com você e não quero esperar nem mais um segundo.

Uau, dei um sorriso tão grande que achei que fosse partir meu rosto ao meio. Eu não conseguia acreditar. Ela estava mesmo falando que íamos ter nossa primeira vez nesse momento? Eu tinha entendido certo? Nossa, tentava controla a felicidade e a ansiedade com o medo dela desistir mais uma vez.

-Você está falando sério? - perguntei ansioso.

-Nunca falei tão sério em toda a minha vida. - Afirmou se inclinando buscando os meus lábios e iniciando um beijo quente que transmitia amor e paixão.

Não perdi mais tempo. Estava faminto por ela e ardendo de desejo desde o primeiro momento em que eu a vi há três anos e levei minhas mãos para a sua cintura a apertando forte com medo que ela escapasse dos meus braços. Ela repousava as suas em minha nuca, puxando os meus cabelos em meio ao beijo, me deixando ainda mais faminto. Percebi que ela já estava ficando ofegante com a intensidade do beijo que trocávamos e desci os lábios pelo seu pescoço dando leves beijinhos e mordidas a fazendo arrepiar. Sorri, eu sabia que esse era o seu ponto fraco, afinal, já tínhamos explorado isso nas nossas sessões de pegação.

Minhas mãos desciam pelo seu corpo, explorando-o, apertei a sua cintura fina, deslizei pelas suas coxas nuas por baixo da saia, chegando aquela bunda que era capaz de me deixar louco de tão redondinha que era e a apertei, suspiramos juntos. Mia correu as mãos pelo meu peitoral, minhas costas e meus braços, onde apertou me fazendo sentir que eu não era o único louco de tesão ali. Suspirei ao constatar que ela também me desejava. Obviamente eu sabia que ela não era imune a mim, mas às vezes me sentia mal por pensar que ela poderia fazer algo apenas para me agradar, mas visivelmente esse não era o caso.

Nossas carícias foram ficando mais quentes e levei minhas mãos aos seus seios por cima da roupa, ela gemeu com o contato e eu enlouqueci de vontade de saber como seria tocar aqueles seios nus. Até então nenhuma dessas carícias trocadas eram novidade, já tínhamos explorado todas elas antes, por isso o medo de que Mia fosse desistir a qualquer momento ainda estava presente, eu receava que ao realizar uma carícia mais ousada e que ainda não tivéssemos realizado, ela se assustaria e desistiria. Ela desgrudou nossas bocas por um segundo e gelei pensando que ela fosse pedir para parar, mas me surpreendendo ela desceu beijos pelo meu rosto, mandíbula e pescoço, repetindo o que eu havia feito com ela e me deixando ainda mais excitado com essa versão fogosa que ela estava mostrando. Eu não aguentava mais.

-Miguel, vamos para o meu quarto, por favor, eu não aguento mais...- sussurrou no meu ouvido enquanto prendia o lóbulo da minha orelha entre os dentes dando uma leve mordida.

Uau, quem é você e o que fez com a minha princesa assustada que não conseguia nem falar a palavra sexo? Ela estava mesmo me convidando para ir pro seu quarto? Não perdi tempo, pois já esperei demais para esse momento, a peguei no colo rapidamente me dirigindo para dentro de casa, ela soltou um gritinho de surpresa pelo movimento inesperado.

-Shhhiu, silêncio, você não quer acordar o seu pai agora, não é? - falei rindo e já indo em direção ao seu quarto, que eu conhecia muito bem o caminho e que sonhei percorrer esse trajeto com ela em meus braços um milhão de vezes.

Assim que entramos a coloquei no chão trancando a porta atrás de nós e me direcionei a ela, tentando retomar o controle sobre o meu corpo e minhas ações, pois eu não poderia deixar o tesão falar mais alto nesse momento. Era a primeira vez dela e era a nossa primeira vez como casal, eu queria que fosse especial, queria que ela aproveitasse e se lembrasse desse momento com carinho pra sempre. Eu sabia que ela estava nervosa, então a beijei de forma lenta e carinhosa, mostrando o quanto aquele momento era especial pra mim também, o quanto eu a amava e tentando transmitir confiança a ela.

-Mia, eu sou louco por você, eu te desejo desde o primeiro momento em que eu te vi naquela escola, eu quero que esse momento seja tão especial para você quanto vai ser pra mim, então você precisa me dizer se não gostar de algo ou se eu te machucar, ok?

-Ok, não se preocupe bebê, eu quero isso tanto quanto você, ainda sinto as faíscas de eletricidade que correram pelo meu corpo com aquele primeiro olhar que trocamos. - Confessou corando e eu sorri porque o mesmo tinha acontecido comigo – Eu quero que você seja o primeiro e o único na minha vida amor, eu te amo!

-Eu também te amo, muito! - falei sorrindo – Eu quero que saiba que você não vai ser a primeira, mas que vai ser a última Mia, a mais especial, porque vai ser a primeira vez que eu vou fazer amor com alguém que eu amo, com alguém que estou completamente apaixonado, com a mulher da minha vida!

Confessei porque era a mais pura verdade. Eu já tinha tido outras transas antes e ela sabia disso, afinal já havíamos conversado sobre isso diversas vezes, mas seria a primeira vez que eu faria amor. Esse sentimento dentro do meu peito só ela possuía, nunca senti esse desespero por nenhuma outra. Eu não tinha dúvidas que ela era a mulher da minha vida e prova disso era o anel que reluzia em sua mão direita, anel o qual foi presente do meu pai para a minha mãe e que significava muito pra mim, assim como ela.

Vi que os olhos de Mia se encheram de lágrimas, emocionada, e ela avançou sobre mim voltando a me beijar com desespero, levando as mãos aos meus ombros e derrubando o meu blazer do uniforme no chão. Sorri por ela ter tomado a iniciativa de começar a nos despir. Dei o mesmo destino ao seu e dirigi meus lábios ao seu pescoço, descendo ao seu colo, começando a abrir os botões da sua camisa delicadamente, expondo o seu sutiã de renda preta que me fez arder de tesão e me deixou ainda mais duro dentro da calça. Eu ia enlouquecer até o fim da noite, Mia era muito sexy e estava incrivelmente gostosa com aquele sutiã meia taça que deixavam seus seios ainda mais empinados. Não aguentei desci meus lábios deixando beijos na parte exposta dos seus seios a fazendo gemer alto. Cada gemido que Mia soltava parecia ter uma ligação direta com meu pau que pulsava dentro da calça. Voltei a beijar a sua boca com desespero, esquecendo completamente que estava tentando ser delicado e amoroso com ela, era impossível ser comedido quando se tinha Mia Colucci, a garota mais linda do mundo, o amor da sua vida e que você esperava há três anos para tocá-la dessa forma, gemendo manhosamente em resposta aos seus toques. Foda-se o controle. Procurei desesperado o zíper da sua saia jeans, abrindo-o e a fazendo cair aos seus pés, Mia saiu de dentro dela, ficando apenas de lingerie preta de renda e botas. Uau, eu já tinha visto ela de biquini inúmeras vezes, mas a maneira em que ela estava sexy naquele momento era inenarrável. As poucas vezes que tinha visto Mia de sutiã, eram sempre peças simples, eu não imaginava que estaria usando um conjunto tão sexy que a deixava ainda mais gostosa, a calcinha pequena era um espetáculo à parte. Eu estava ciente do olhar descarado de desejo que a lançava, mas simplesmente não conseguia desviar os olhos, como ela poderia ser ainda mais linda do que eu imaginava? Impressionantemente e me surpreendendo mais uma vez na noite, Mia me encarava de volta, sem corar e sorrindo, parecendo gostar de ser admirada.

-Meu Deus Mia, você tem noção do quanto você é linda? Você é muito gostosa, essa sua lingerie preta tá me tirando do sério.

-Eu comprei especialmente pra essa ocasião. - Confessou, corando e me fazendo soltar um gemido.

Porra! Quer dizer que ela estava comprando lingeries pensando em mim? Pensando no que eu iria achar? Ela não cansava de me surpreender, achei que no começo Mia iria ser mais retraída, envergonhada. Mas ela estava ali me olhando com intensidade, me provocando, deixando o lado menina envergonhada completamente de lado para assumir a versão mulher sexy disposta a saciar os seus desejos e a me enlouquecer de tesão.

-Ah é? Então você já planejava me seduzir essa noite é? - falei sorrindo enquanto mordiscava seu queixo, não aguentando mais ficar longe de seu corpo.

-Sim, já estava nos meus planos roubar a sua inocência. -Brincou me fazendo rir – Mas eu estou achando que estou em desvantagem, você está muito vestido... - Falou enquanto abria um por um os botões da minha camisa, deslizando pelos meus ombros e deixando-a cair no chão.

Se eu a tinha secado com os olhos, agora foi a vez dela, encarou o meu peitoral sem o mínimo de vergonha e se inclinou com zero inibição, arranhando levemente com suas unhas, beijando e lambendo, me deixando completamente louco, sendo incapaz de controlar meus gemidos que ecoavam pelo quarto. Era uma sensação indescritível sentir suas mãos delicadas me tocando com desejo, sussurrei no seu ouvido o quanto ela era maravilhosa e o quanto me tirava do sério.

Eu estava no meu limite sentindo aqueles lábios quentes no meu corpo e precisava recuperar o controle, afinal era a noite dela queria que ela sentisse prazer, que ela descobrisse o quanto o sexo é bom e prazeroso. Então a peguei no colo a sentando na beira da cama e me ajoelhando na sua frente, retirando as suas botas e meias, uma a uma e depois erguendo uma perna de cada vez levando beijos e lambidas dos seus pés, as suas pernas e chegando a parte interna das coxas, o que a fez gemer alto. Quando terminei, levantei retirando minha calça e ficando apenas de boxer preta. Ela se ajeitou na cama e eu me deitei por cima dela, mantendo o peso do meu corpo sob os meus braços, a beijando de uma maneira enlouquecedora.

Levei minhas mãos às suas costas procurando o fecho do sutiã e o abrindo sem dificuldades, livrando-me daquela peça e encarando os seus seios nus descaradamente, os mamilos dela se enrijecerem ainda mais sob o meu olhar. Ela era linda. Eu sonhei anos em ver os seus seios nus, ficava imaginando o que ela escondia por trás dos decotes e me sinto praticamente emocionado ao ver os seios nus da minha namorada pela primeira vez na vida.

-São lindos...você é linda Mia! E eles tem o tamanho perfeito para as minhas mãos. - Falei enquanto levava as mãos aos seus seios, sem conseguir me conter, os tocando pela primeira vez e sentindo como era maravilhosa a sensação de tê-los em minhas mãos, gemi, apertando-os e beliscando os seus mamilos entre os meus dedos.

-AH, Miguel...por favor! - Mia gritou alto, implorando. Sorri com a forma que ela estava se entregando ao momento e feliz em poder proporcioná-la prazer, em ensiná-la o quanto tudo isso era maravilhoso. Como sou obediente e sem querer torturá-la mais, desci os lábios tocando seu seio direito, beijando-o, chupando-o e pegando o seu mamilo entre os dentes a fazendo gemer desesperada. Minha mão dava atenção ao seu outro seio massageando de uma maneira intensa.

Definitivamente a ideia de ser delicado não estava funcionando muito bem, eu a tocava de uma maneira faminta e desesperada, sem conseguir me conter e ela não parecia estar muito triste com isso, pois gemia descaradamente com as mãos em meus cabelos pressionando ainda mais minha boca contra os seus seios.

-Você gosta disso? - perguntei só para podê-la ouvir dizer que sim enquanto mudava a boca para seu outro seio.

-S-sim... - gaguejou me fazendo sorrir ainda mais contra o seu mamilo.

Assim que terminei o trabalho com os seus dois seios, comecei a descer beijos pela sua barriga lisinha, chegando em sua intimidade e deixando um beijo em cima da calcinha, consegui sentir sua umidade através do tecido e gemi ao saber que ela estava tão excitada quanto eu. Era maravilhoso saber como eu estava conseguindo deixá-la molhada.

-Por favor...- Mia gemeu implorando que eu a tocasse mais intimamente, sorri com seu desespero.

-Calma gatinha manhosa, não temos pressa... - falei descendo sua calcinha pelas suas pernas lentamente. Suspirei ao ver pela primeira vez sua intimidade nua e completamente molhada. Me deu água na boca e mesmo tendo acabado de falar para Mia que não tínhamos pressa, resolvi atender ao seu pedido de mais.

Ergui suas coxas com as mãos e levei a boca a sua intimidade, lambendo e chupando, Mia gritou sem conseguir se controlar. Uma parte do meu cérebro registrou que Mia não era muito silenciosa na cama, e eu amei esse fato, mesmo que alguém pudesse nos ouvir e que isso não seria legal porque era a casa do pai dela, eu estava em um nível de excitação que não estava ligando para essa possibilidade, eu só queria provocar mais e mais gemidos desesperados na minha namorada. Com esse objetivo, beijei e chupei o seu clitóris, enquanto ela gemia desesperadamente chamando o meu nome e implorando por mais. Mia segurava meus cabelos impulsionando meu rosto contra a sua intimidade em um pedido mudo. Movi minha língua com destreza, alternando entre chupar o seu clitóris e enfiá-la na sua entrada. Ela visivelmente estava fora de si e eu não estava muito diferente sentindo o seu gosto maravilhoso na minha boca.

-Você tem um gosto muito bom Mia, você não sabe quantas vezes eu me imaginei fazendo isso com você, em ouvir você gemendo meu nome desesperada como está fazendo agora... você é muito gostosa!

Queria fazê-la gozar na minha boca, mas também queria explorá-la com meus dedos. Queria fazer tanta coisa com ela que não conseguia nem formular em palavras, mas era nossa primeira noite, teríamos tempo para experimentarmos tudo e algo me dizia que Mia não me impediria, afinal ela aparentava estar amando essa pequena amostra grátis de tudo que poderíamos fazer. Ergui a cabeça parando meus movimentos, fazendo Mia choramingar de frustração, sorri com sua reação. Realmente tínhamos uma princesinha insaciável por aqui. Dirigi minha boca aos seus lábios e a beijei ardentemente a fazendo sentir o seu gosto na minha boca, achei que ela poderia achar nojento, mas ela sugava a minha língua de uma forma faminta.

Enquanto a beijava, deslizei a mão pelo seu corpo a levando até a sua intimidade e voltando a estimulá-la. Fiz movimentos circulares no seu clitóris o que a fez gemer, penetrei um dedo e ela gritou alto me fazendo sorrir com sua reação, me inclinei a calando com um beijo e abafando os seus gemidos, pois se continuasse assim não conseguiríamos terminar nossa diversão sem que alguém nos descobrisse. Queria prepará-la bem para quando fosse penetrá-la, eu nunca tinha tirado a virgindade de ninguém, então de alguma maneira era uma primeira vez pra mim também, mas pelo o que conversei com os meus amigos, sabia que seria bem desconfortável para ela. Era tão maravilhoso vê-la sentir prazer nas minhas mãos que não queria nem pensar que ela sentiria dor depois, então ia tentar prepará-la bem antes para que doesse o menos possível.

Penetrei outro dedo e senti Mia dar uma leve estremecida nesse momento, ela não reclamou, mas percebi que tinha sido um pouco desconfortável. Voltei e estimular seu clitóris com o polegar enquanto a penetrava com dois dedos e ela logo voltou a gemer. Eu queria que ela gozasse agora para que na hora que fosse inevitável sentir dor, ela soubesse que também haveria prazer. Decidido a lhe dar um orgasmo, aumentei a velocidade e a intensidade dos meus estímulos e senti todo o seu corpo se retesar, ela estava perto de gozar. Se Mia estava enlouquecida antes, agora ela tinha perdido completamente o controle, gemia alto e arranhava as minhas costas me fazendo suspirar ao admirar seu rosto retorcido de prazer, o prazer que eu estava lhe proporcionando, é uma sensação inexplicável proporcionar prazer para a mulher que você ama. Me inclinei a beijando na tentativa de abafar os ruídos que ela produzia com a minha boca e ela soltava gemidos desesperados nos meus lábios, enquanto eu a sentia se contrair entorno dos meus dedos.

-Vamos amor, deixa vir...-sussurrei no seu ouvido, mordiscando o lóbulo da sua orelha, pois percebia que ela estava muito perto, e intensificando ainda mais meus movimentos.

Mia se retesou e senti seus músculos se contraírem ainda mais, apertando meus dedos em seu interior e ela gozou pela primeira vez gritando com o rosto retorcido de prazer enquanto eu a observava fascinado com a cena, ainda mais louco por aquela menina-mulher que estava me fazendo gravitar e sair fora de mim.

Distribuí vários beijos pelo seu rosto e acariciei o seu cabelo enquanto esperava ela se recuperar e entender todas as sensações de um orgasmo. Ela sorria para mim, linda com os olhos brilhando em minha direção. Eu pairava sobre ela completamente duro dentro da cueca, com o pau pressionando a sua intimidade úmida e quente. Estava exercendo todo o meu autocontrole para não avançar sobre ela.

-Eu...Nossa! Amor isso foi maravilhoso! Maravilhoso é pouco na verdade, acho que não existe palavra pra descrever o quanto isso foi bom!

-Eu falei que você ia gostar também...-falei rindo da sua empolgação e me inclinando para dar vários selinhos porque simplesmente não resistia em olhar para aquele rostinho lindo e suado pós orgasmo.

-Pois é, você avisou! E eu fui boba por ter perdido três anos em que poderíamos estar tendo essas sensações maravilhosas...

-Nós temos todo o tempo do mundo bebê! Temos o resto da vida para aproveitarmos! - falei a beijando carinhosamente como para provar as minhas palavras, afinal era verdade, teríamos todo o tempo mundo para fazer amor de todas as formas possíveis e impossíveis, e eu mal podia esperar para isso – Princesa... você sabe que essa primeira vez vai ser desconfortável pra você, não é? - perguntei receoso, querendo-a preparar para o que estava por vir.

-Sei amor, mas está tudo bem, eu confio em você e eu quero tudo com você! - falou se inclinando e buscando os meus lábios para me provar que estava segura, agora era a vez dela de me passar segurança.

Retirei a cueca boxer e peguei um pacote de camisinha dentro do bolso da minha calça rasgando-a com os dentes e colocando em meu pau. Mia me olhava fascinada sem nenhuma vergonha, o que me deixou louco. Deitei sobre ela mais uma vez a beijando e levei uma mão a sua intimidade para estimulá-la para penetração e me surpreendi vendo que ela já estava toda molhada para mim de novo. Nossa, ela tinha acabado de gozar e já estava pronta pra outra? Meu ego inflou nesse momento.

-Meu Deus Mia, você já está pronta pra mim de novo...- falei enquanto voltava a beijá-la de maneira carinhosa, a distraindo para que eu não sentisse tanta dor.

Posicionei meu pau em sua entrada e investi contra ela encontrando resistência e não conseguindo penetrá-la, Mia gemeu de dor e percebi que ela se assustou ao ver que eu ainda não tinha a penetrado e que iria doer mais. Ela se assustou por sentir dor e eu me assustei por causá-la dor, a senti ficar tensa em baixo de mim como se esperasse uma investida a qualquer momento e se preparasse pra ela. Eu sabia que se ela ficasse nervosa iria doer mais e distribui muitos beijos pelo seu rosto para acalmá-la, voltei a beijar sua boca de forma intensa e desci uma mão para o seu clitóris, o acariciando, tentando fazê-la se excitar, relaxar e esquecer do que estava por vir. Funcionou. Ela voltou a gemer de prazer e decidi que seria melhor eu investir com força uma vez do que ficar forçando várias vezes a machucando ainda mais, então quando percebi que ela já estava completamente relaxada nos meus braços, investi novamente a penetrando. Mia gritou e nesse momento eu já sabia bem distinguir um grito de prazer de um de dor, e esse com certeza tinha sido de dor. Senti o seu corpo tensionar nos meus braços e respirei fundo tentando esquecer todo o prazer que era eu estar dentro dela pela primeira vez depois de tanto tempo, para me focar em ficar parado para não a machucar e lhe dar atenção até que a dor passasse. Olhei nos seus olhos e percebi uma lágrima escorrer, me desesperei por fazê-la sentir dor, ergui uma mão para secar a lágrima a acariciar seu rosto.

-Eu sinto muito, eu sinto muito de verdade meu amor! Se tivesse uma maneira de passar por isso sem que você sentisse dor eu faria qualquer coisa – falei distribuindo beijinhos e acariciando seus cabelos.

Eu estava imóvel dentro dela, esperando que ela me desse algum sinal para eu puder me movimentar. Continuei fazendo carinho nos seus cabelos e deixando selinhos nos seus lábios, até que a senti relaxar.

-Tudo bem bebê, tá tudo bem, já está aliviando... - falou buscando os meus lábios, me fazendo suspirar aliviado.

Me movi lentamente observando a sua reação, ela fez umas caretas no início, mas não chorou ou gemeu de dor mais, o que me deixou mais tranquilo. Algumas investidas a mais e ela parou de fazer expressão de dor, ganhei confiança e fui me movendo mais rápido enquanto acariciava seu corpo, apertei a sua bunda, beijei os seus seios, estimulei o seu clitóris. Percebi que ela estava gostando, já soltava leves gemidos e revirava os olhos de prazer, então ela envolveu as pernas na minha cintura e foi o que bastou para eu perder meu autocontrole mais uma vez e me entregar ao prazer inexplicável que era estar dentro dela, eu a sentia me apertar e queria me enterrar fundo nela em busca da minha própria libertação. Aquela nova posição com as suas pernas em torno da minha cintura deixou as investidas mais fundas e eu me descontrolei investindo fundo e rápido. Mia soltou um gemido diferente nesse momento e eu estava tão em transe envolto nas minhas próprias sensações que achei que tinha a machucado. Me desesperei por me deixar levar e não pensar no bem estar dela.

-O que foi? Tá doendo amor? Quer que eu pare? - perguntei assustado.

-N-não, não tá doendo! Por favor, não para... - gemeu novamente me fazendo perceber que ela estava gostando, que estava gemendo de prazer. Foi o que bastou para eu perder completamente o controle e me entregar aquele momento. Depois disso virou uma insanidade. Me movia loucamente com investidas profundas e rápidas e para arrancar minha sanidade de vez, Mia começou a ajudar nos movimentos à medida que ganhava confiança. Eu fazia uma força imensurável para não gozar antes dela. Céus! Eu nem acreditava que isso estava acontecendo e estava sendo maravilhoso, valeu a pena toda a espera.

Eu dizia o tempo todo o quanto ela era linda, o quanto era perfeita, que eu tinha sonhado muitas vezes com aquele momento, que eu não queria sair nunca mais de dentro dela. Ela sorria para mim, gemia e sussurrava o meu nome e o quanto me amava, o quanto estava feliz pela sua primeira vez ser comigo. Eu poderia ser mais feliz?

Percebi que Mia começou a me apertar no seu interior e que seus gemidos se tornaram desesperados. Se estava difícil controlar o meu orgasmo antes, agora com ela me apertando desse jeito estava quase impossível. Dirigi minha mão ao seu clitóris a estimulando em uma tentativa de fazê-la gozar antes de mim, porque eu não aguentava mais.

-Vamos bebê, vamos lá, goza pra mim mais uma vez!

Mia estremeceu nos meus braços e gozou mais uma vez chamando o meu nome. Sorri e investi mais algumas vezes contra ela, estremecendo ao encontrar a melhor sensação de toda a minha vida. Eu tinha acabado de gozar dentro da mulher da minha vida, desabei sobre ela falando o quanto eu a amo. Uau, foi uma sensação indescritível, eu esperaria quantos anos fossem necessários para ter o prazer de sentir isso. Valeu muito a pena esperar! Ela já recuperada do seu orgasmo, acariciou os meus cabelos enquanto eu tentava recuperava o fôlego.

Alguns minutos depois deslizei de cima dela retirando a camisinha e a deixando do lado da cama, enquanto a puxava para o meu peito, acariciava os seus cabelos e beijava o topo da sua cabeça. Mia repousou a mão no meu peito e ficou fazendo carinho ali.

-Uau, estou muito feliz! Foi bom pra você também princesa?

-Foi maravilhoso meu amor! Nem nos meus melhores sonhos eu imaginava que ia ser tão perfeito! Obrigada, foi perfeito, você foi perfeito! Eu tô tão feliz por ter você na minha vida, por você ter me esperado... - falou com os olhos marejados de emoção e não fui capaz de resistir a ter ela assim, nua nos meus braços após a melhor transa da minha vida e a interrompi beijando os seus lábios.

-Hey, eu que sou o cara sortudo aqui! Você virou a minha vida de cabeça pra baixo Mia Colucci! Eu não sei mais viver sem você e valeu a pena esperar porque hoje com certeza foi a melhor noite da minha vida! Se não fosse tarde da noite eu gritaria para o mundo inteiro ouvir o quanto eu tô feliz!

-Eu não preciso gritar porque o meu mundo inteiro tá aqui do meu lado!

Uau, ela não cansava de me quebrar? Eu sou um puto de um cara de sorte!

-Eu amo você!

-Eu amo você!

Sorri porque sabia que aquele era apenas o começo da nossa história. Eu e Mia tínhamos uma vida inteira pela frente, tínhamos muito o que descobrir e agora nada mais nos impediria. Eu era dela e ela era minha. Eu mal podia esperar para saber o que nos aguardava nos próximos capítulos da nossa história.

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Olá! Como prometido estou postando o POV do Miguel sobre a primeira vez MyM. Estava pensando e me deu vontade de escrever mais capítulos de como será a descoberta do sexo pela Mia e a evolução dos dois como casal nesse quesito. Então acho que vou acabar escrevendo alguns outros capítulos, não prometo nada sobre quando postarei porque minha vida está uma loucura no momento, trabalho em um hospital e com tudo o que estamos vivendo nesse momento a minha rotina está uma loucura, mas escrever fanfic faz parte da minha válvula de escape para não enlouquecer, então assim que conseguir um tempinho eu volto com um capítulo novo. Beijos! 



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