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Dia 130
Depois do fim
O sol do meio dia brilhava na calçada de pedra quando Erick colocou o pé para fora. Foram necessários dois dias de planejamento para ter certeza de que quando chegasse lá fora estivesse com todo o necessário.
O tio de Erick era um daqueles treinadores de sobrevivência. Havia ficado milionário com seus programas de televisão e cursos. Quando os rumores ficaram mais fortes, Ashton tentou convencer as pessoas a se juntarem a ele no grupo que ele chamava carinhosamente de "remanescentes."
É claro que, como sempre, haviam muitos seguidores. Mas com o passar dos dias todos foram cansando de ficar naquele bunker e então resolveram sair para ficar por sua própria conta e risco. É claro também que eles provavelmente morreram.
Pessoas em grupos pequenos raramente sobrevivem nas ruas de um apocalipse, esta era uma das primeiras regras de sobrevivência de Ashton, tio de Erick.
Assim sendo, de acordo com essa frase, Erick tinha plena certeza que não duraria muito nas ruas, mas apesar de todo o pessimismo não havia outra chance.
As pessoas que não saíram foram morrendo e morrendo e morrendo. E então, só sobrou ele. A comida estava acabando, a água também. Erick tinha quase certeza de que estava ficando louco.
Ele precisava ter certeza de que ainda existiam pessoas no mundo.
Não suportava mais ficar só.
E para isso, ele havia montado um plano.
Seu antigo abrigo ficava em Bari, na Itália, e o seu destino era Roma, a maior cidade do país e que era a aproximadamente 483 km, o que daria uma semana a pé.
Se ele não encontrasse ninguém vivo nesse meio tempo, voltaria para casa e aceitaria que realmente só havia sobrado ele.
E seria o fim.
É sempre bom lembrar que Erick tinha treinamento militar. É claro que ele não seria tão imprudente a ponto de deixar o abrigo sem ao menos saber se defender. Isso era o mínimo.
Se havia uma coisa que 12 anos morando com seu tio o haviam ensinado era: como matar alguém.
E ele não hesitaria em colocar seu conhecimento em prática.
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