Capítulo 10

Já era pouco mais de 06:00 da manhã, o dia estava recém amanhecendo. A primavera em Londes nunca fazia calor, sempre era um clima agradável e essa manhã não fora diferente.
Kate, que dormia recostada sobre o peito do jovem e belo moreno, acorda ao sentir a claridade da janela do lado de fora atingir o seu rosto, fazendo a mulher abrir os olhos aos poucos.
Ela gostaria de aproveitar para dormir mais, já que era final de semana e poderia dormir até mais tarde. Mas ela nunca conseguia acordar mais tarde do que isso.

- Hum... -

A mulher se espreguiça na cama, apertando um pouco os olhos e depois se vira, olhando para o rapaz ao seu lado, que parecia um anjo enquanto dormia. A pele morena do rapaz brilhava com a luz matinal.
Kate ficou observando o rapaz por alguns minutos e então lhe deu um beijo no rosto. O rapaz apenas balbuciou um "hum" e se virou na cama, sem acordar.
A duquesa deu uma leve risada e então se levantou, indo até o banheiro.
Após lavar o seu rosto e escovar os dentes com a escova de Nikko mesmo, ela sai do quarto e vai até o guarda roupas do rapaz. Ela arqueia uma sobrancelha ao ver as pouquíssimas roupas que o rapaz tinha alí, ela olha para ele por cima do ombro e depois volta a olhar as roupas, balançando a cabeça negativamente.

- Precisa de umas roupas novas... -

Ela diz baixinho, pegando uma camiseta do rapaz e uma calça qualquer dele, ás vestindo. Obviamente as roupas ficaram compridas nela, mas ela logo deu um jeito de ajeitá-las em seu corpo, dobrando a calça e amareando metade da camiseta, até a altura de sua cintura.
Após se vestir e ajeitar seus cabelos, a mulher sai do quarto e vai para a cozinha.
Não foi muito difícil para ela descobrir onde ficava cada coisa, logo a mesma já estava aperfeiçoada na cozinha.
Enquanto passava o café na cafeteira, Kate, que já havia ajeitado a mesa, agora preparava alguns ovos. O lombinho já estava pronto, assim como as torradas. Ela também iria preparar o feijão, porém, não havia o feijão tradicional enlatado na casa.

- O que está fazendo? -

Kate pula, levando um susto ao ouvir a voz de Yolanda atrás de si. Então desliga o fogo e se vira para a mãe de Nikko, com a mão no peito.

- A senhora me assustou... - Diz a duquesa, dando uma leve risada. - Eu estou... Preparando um café da manhã para nós. A senhora se incomoda? -

Yolanda, que se encontrava parada na soleira da cozinha, com os braços cruzados, se aproxima da mesa, vendo a comida posta alí.

- Carne? No café da manhã? - A mulher mais velha pergunta.

- Ah... Sim. Vocês não comem isso? - Kate pergunta, colocando os ovos mexidos em um prato e os levando para a mesa.

- Nunca comi. Mas o Jonathan gosta dessas coisas. - Yolanda diz, se sentando a mesa e pegando um prato para se servir.

Kate concorda, abrindo um leve sorriso, pegando depois o café e o colocando sobre a mesa.

- Vou chamar o Nikolas. -

Kate ia saindo, mas é parada por Yolanda, que segura o braço da mulher.

- Deixe ele dormir por enquanto. Quero falar com você. - Yolanda diz, agora servindo sua xícara de café.

- Certo... - Kate respira fundo e então se senta, servindo sua xícara também.

- Repeito a senhora como duquesa, ou... Princesa. Seja lá o que for. - A mãe do jovem Nikko dizia, enquanto preparava uma torrada com ovos. - E eu consigo entender a situação em que se encontra com seu marido. -

Kate apenas a observava, enquanto tomava sua xícara de café amargo, com um dos braços apoiados sobre a mesa a sua frente.

- E eu entendi que ainda pretende se separar dele, mas... - Yolanda para de se servir e então olha para a duquesa, cruzando os braços sobre a mesa. - Não magoe o meu filho. -

- Senhora, eu... -

- Não... Você não entendeu. - Yolanda interrompe a duquesa. - Não o magoe... Você não tem noção do que Nikko e eu passamos. Não tem noção do quanto Nikko já sofreu. Por um acaso... Ele já te contou sobre as cicatrizes? -

- Ele... Não quis me contar. Eu dei a liberdade para ele contar quando quisesse. - A duquesa se servia de mais uma xícara, pois sentia que a conversa iria durar mais que o imaginado.

- Meu falecido marido, pai do Nikko... Era um homem muito, muito agressivo. Antes de nos casarmos, ele apenas demonstrava algum ciúme. Mas... Depois do casamento ele nem permitia que eu saísse de casa. E se eu saísse, ele me batia. - Yolanda contava, sem tirar os olhos um segundo se quer da duquesa. - Nikko cresceu vendo essas agressões, e até os cinco anos dele, o pai não batia nele. Mas... Assim que fez cinco anos, ele começou à bater nele também. - Yolanda respirou fundo, antes de continuar a história.

Kate apenas olhava para a mulher, prestando atenção em cada detalhe da história que ela lhe contava.

- Um dia... Quando Nikko tinha uns doze ou trezes anos... Ele estava brincando na rua, então o pai dele o chamou para dentro. Mas Nikko queria ficar mais um pouco, então pediu para ficar, mas meu marido não gostou nem um pouco disso. Assim que Nikko passou pela porta, o pai começou á agredi-lo... Nikko o empurrou com força, fazendo o pai cair no chão. Nessa idade ele já tinha muita força e já fazia as lutas que ele gosta. Mas o pai dele não deixou por isso, é claro. Tinha uma carrafa de whisky atrás dele, numa estante da casa, então ele pegou a garrafa e... Quebrou a garrafa no rosto do Nikko. -

- Deus do céu... - Kate estava boquiaberta e a mão em frente a boca, incrédula com a história. - E a senhora não chamou a polícia para aquele homem? -

- Se eu chamasse a polícia... Os irmãos dele viriam atrás de mim e do meu filho. Sem contar que... Ele tinha um irmão na polícia. - Yolanda volta á tomar o seu café, sem terminar de falar. - Quando Nikko já tinha seus quinze anos, ele já estava pretendendo sair de casa e morar sozinho, pois trabalhava e tinha seu dinheiro. Mesmo que o pai dele pegasse o dinheiro dele, ele conseguiu guardar um pouco para poder sair de casa. E no dia que ele disse que ía sair... O pai dele enlouqueceu. - Yolanda leva as mãos ao rosto, respirando bem fundo antes de contar a história. - Nikko disse que não precisava mais morar alí, pois já era dependente. E quando Nikko me pediu para ir embora com ele... O pai de Nikko pegou uma faca e foi para cima dele. -

Kate arregala os olhos, pondo as duas mãos em frente a boca, sem querer acreditar que um pai poderia fazer esse tipo de coisa com o próprio filho.

- Ele e Nikko lutaram naquele dia. Ele tentou vir pra cima de mim também, mas Nikko se colocou na minha frente, de costas pra ele... Foi quando ele cortou as costas de Nikko com a faca. Mas meu filho aguentou e mesmo assim... Ele se virou e deu um soco no rosto do pai dele. Porém, a força e o tamanho dos dois era muito parecida... E ele conseguiu desferir mais uma faca no Nikko, que atingiu a costela dele. Mesmo assim... Nikko ainda consegui bater nele e deixar ele desmaiado no chão. - Yolanda chorava, enquanto contava a história.

Kate também havia derramado algumas lágrimas e agora estava ás secando com as pontas dos dedos.

- Eu pedi para Nikko ir ambora... Pois fiquei com medo que um acabasse matando o outro. Mas, meu marido não quis deixar por isso e... Contou para os irmãos dele o que tinha acontecido, então todos foram atrás do Nikko. - Yolanda deu uma risada, olhando para baixo.

- O que? O que a senhora está rindo? - Kate arqueou uma sobrancelha, estranhando a risada da mulher.

- É que... Eu, até hoje, não consigo acreditar... Em como três homens... Conseguiram apanhar de um garoto de quinze anos. - Ela ri novamente, bebendo seu último gole de café. - E isso que um deles era policial. - Ela balança a cabeça negativamente, cruzando os braços. - Mesmo assim, ele ainda saiu ferido. Eles cortaram o peito do Nikko com um facão, mas... Em compensação... Nikko quebrou as duas pernas do que o cortou. -

Kate, ainda perplexa, olhava para sua xícara de café, que nesse momento, já deveria estar fria.

- Mesmo assim, eu ainda continuei com meu marido, até ele descobrir que tinha câncer... E Nikko... Me ajudou á cuidar dele. E até os últimos dias de vida dele, ele xingava Nikko de... Todos os absurdos que você possa imaginar. E mesmo assim, Nikko ainda fez questão de pagar todo o funeral e... Comprar uma boa lápide. - Yolanda abre um sorriso fraco, olhando para baixo. - Ele é um rapaz muito, muito doce... É muito fácil gostar do Nikko, pois ele nunca se deixou levar pelos defeitos do pai dele. Ele decidiu ser melhor. Mas... - Ela torce a boca, olhando para a duquesa.

A duquesa não gostou nem um pouco desse "mas", pois sentiu que viria seguido de alguma coisa ruim.

- Nikko herdou algo ruim do pai dele sim... A bebida. -

- A bebida? - A duquesa arqueia uma sobrancelha.

- Sim... Tenho certeza que no baile de ontem ele não bebeu, não é? -

- Bem... Tem razão, eu não o vi bebendo ontem mesmo. - A duquesa parecia confusa quanto à esse defeito.

- Pois é... Hoje ele tanta evitar ao máximo. Mas, na época que Nikko saiu de casa, ele começou á beber muito. Inclusive, ele já perdeu dinheiro e emprego por conta disso. Esse vício durou cinco anos... Até eu levar ele pra casa, após a morte do pai dele. -

Kate olha para baixo, sem conseguir acreditar nisso. Ela não conseguia enxergar Nikko dessa forma, como aquele rapaz doce poderia ter tido esse tipo de passado.

- Eu tratei do Nikko, o ajudei no vício, assim como Jonathan também o ajudou. E hoje ele evita tomar qualquer coisa que tenha álcool. - Yolanda se levanta, legando seu prato e a xícara até a pia, e começando à lavar a louça. - Ele não fica agressivo como o pai, é claro... Mas ele fica... Chorão, e... Muito emotivo. Sem contar que ele fica muito mais sincero do que de costume. -

Kate se levanta, levando suas coisas para a pia também, ajudando Yolanda à limpar a cozinha.

- Eu... Não fazia ideia dessas coisas, Nikolas ainda não se sentiu confortável para falar sobre essas coisas comigo. -

- Mas ele vai, e vai ser logo... Mas... Eu quis contar antes pra você saber. - Yolanda se vira para a mulher, enquanto secava suas mãos com um pano de prato. - Saber que Nikko não precisa sofrer mais do que já sofreu. E se pretende fazer ele sofrer... Não faça. Ele não merece. -

A duquesa concorda com a cabeça, respirando fundo e se sentando á mesa, olhando para a mulher mais velha.

- Eu entendo sua preocupação. Se fosse meu filho eu também estaria muito preocupação... Mas, é como eu disse ontem. Eu pretendo me divorciar... Só estou vendo a melhor forma para conseguir fazer isso, sem gerar um incômodo para meus filhos e para mim. Querendo ou não... Isso será um escândalo, pois... A família real, aos olhos do povo britânico... Deve ser perfeita, sem defeitos. Entende? -

Yolanda também se senta, segurando uma das mãos da duquesa.

- Antes de ser da família real... Você é uma mulher com sentimentos, com coração, com... Liberdade para ser quem você quiser. - Ela dá um leve sorriso para a princesa, dando alguns tapinhas na mão dela. - Do que adianta estar na realeza e... Ser limitada á coisas tão pequenas? Seja feliz... Sem se importar com o que o povo britânico irá pensar! Seja livre... -

Após falar essas coisas para a duquesa, Yolanda se levanta e sai da cozinha, voltando para seu quarto.
Kate permaneceu parada alí por alguns instantes, apenas pensando em tudo que a mãe de Nikko havia lhe contado e também o conselho que havia lhe dado, até ouvir alguns passos pela casa. Ela olha para trás e vê Nikko entrando na cozinha, ainda um pouco sonolento, coçando os olhos.

- Bom dia, dorminhoco... - Ela ri, se levantando e indo até ele. - Acabei de tomar café com a sua mãe. -

- Ah é? - Ele coça a cabeça, se espreguiçando em seguida.

- Sim... - Kate leva as mãos até os ombros do rapaz, deslizando as mesmas até seus cabelos. - Ela me contou algumas coisas. -

- Hum... E o que ela contou? - Ele arqueia uma sobrancelha, levando as mãos á cintura dela.

- Bem... Nada. Vem... Vem tomar café. -

Kate lhe dá um selinho e depois o puxa para a mesa, fazendo o rapaz se sentar, onde ela o serve e depois se senta em seu colo, enquanto o rapaz come.

- Você precisa comprar roupas novas. - Ela diz, servindo uma xícara de café para ela tomar.

- E qual o problema com as que eu tenho? - Ele pergunta, com a boca cheia de comida.

- Não mastigue de boca cheia... - Ela o repreende, dando um tapinha na testa do rapaz, o que faz ele rir. - E o problema... É que são poucas. Muito poucas. Nikolas, você tem... Literalmente, apenas OITO camisetas... OITO! -

Ele ri pelo nariz, quase virando café na mesa.

- Eu sei disso. É que... Eu gosto assim. Não gosto de ter muitas roupas. Quando não quero mais uma... Eu dou pra alguém e compro uma nova. Pronto. - Ele dá de ombros, voltando á comer.

- Não... Isso não está certo. Vamos comprar roupas hoje! - Ela se levanta, saindo da cozinha.

Nikko para de mastigar, olhando para a porta da cozinha com a boca cheia.

- O que? - Ele se levanta, indo rápido atrás da mulher. - Comprar hoje? -

- Sim, vamos comprar hoje. - Ela diz, entrando no quarto e pegando sua bolsa.

- Mas... Vai sair comigo? E se nos virem? - Nikko pergunta, se sentando na cama.

Assim que ela pega o celular da bolsa, ela se senta na cama, cruzando as pernas e olhando para o rapaz.

- E quem falou em sair? -

O rapaz arqueia a sobrancelha, totalmente confuso e Kate abre um sorriso de canto, voltando à olhar para o celular. Após mandar uma mensagem, Kate larga o celular e se vira para o rapaz.

- Agora, é só aguardar. -

- # -

Algumas horas depois, haviam três carros buzinando em frente á casa de Nikko. Yolanda saiu na porta, com as mãos na cintura.

- Quem são vocês? Se são da igreja... Eu não aceito ouvir nada! -

- Acalme-se, Sra. Gonzáles... - Kate diz atrás dela, dando risada. - São meus amigos. -

- Seus amigos? -

- Ora, ora... Olha quem finalmente resolveu me chamar, depois de tanto tempo! - Um homem, vestindo uma camisa social verde brilhante e uma calça igualmente verde, desce do carro e se dirige até Kate.

- Oi, Linus... - Ela também caminha até ele e o abraça forte, dando risada. - É bom ver você. -

Nikko sai de dentro da casa também, parando ao lado da mãe dele, com as mãos nos bolsos da calça. O rapaz estava sem camisa, o que atiçou os olhares das mulheres que vinham junto de Linus e atiçou o olhar de Linus também.

- Amiga... É ele? - Linus aponta para o rapaz, totalmente incrédulo.

- Sim... É ele. - Kate olha para Nikko, piscando para o rapaz.

Nikko, sem entender nada, abre um sorriso fraco e olha para a mãe dele, que dava risada da situação.

- Bem... Vamos a ação, então. - Linus diz, caminhando até o rapaz e o empurrando para dentro da casa.

Aproveitando a sala de estar que era bastante espaçosa, tiraram várias medidas de Nikko. Kate e Yolanda apenas observavam Linus e suas assistentes em ação, as duas sentadas no sofá, davam risada cada vez que Linus apertava os músculos do rapaz.
O estilista fez Nikolas experimentar diversas roupas e muitas das que ele havia levado, não couberam no rapaz, devido o tamanho dele.
Porém, ao terminarem tudo, Nikko já estava com o guarda roupas mais cheio do que antes.

- Obrigada mesmo, Linus... Você... É meu melhor amigo, sabe disso, não sabe? - Kate diz, andando com o estilista até o carro dele, abracada ao mesmo.

- Eu sei, amiga... E tenho saudades de conversarmos como antes. - Ele se vira para ela, ao chegarem no carro. - Mas me diz... - Ele olha sobre o ombro dela, vendo Nikko parado na porta da casa. - É grande também? - Ele pergunta, com um sorrisinho sacana.

- Linus! - Kate dá um rapa no braço do amigo, dando risada.

- Ai, amiga... Eu sempre quis saber essas coisas. Se o cara tem quase dois metros de altura... Então deve ser grande também, não é? -

Kate dá uma risada anasalada e olha para trás, acenando para Nikko, que acena de volta para ela, então assim que ela olha para Linus novamente, ela balança a cabeça positivamente.

- É enorme. -

Linus abre a boca, arregalando os olhos.

- Ah! Amiga... - Ele abana á si próprio, mordendo o lábio. - Ai, como eu queria um desses. -

Kate não consegue segurar a risada e dá outro tapa em seu amigo, o abraçando em seguida. Os dois conheciam-se á muito tempo, desde a época de faculdade, então tinham essa total liberdade para falarem o que quisessem um para o outro.

- Foi bom te ver, amigo. -

Os dois se despedem e logo Linus vai embora. Kate volta para dentro com Nikko, contando á ele a dúvida de Linus, fazendo Nikolas dar risada.

Kate passou mais algumas horas na companhia de Nikko, os dois tomaram banho juntos, onde fizeram amor mais uma vez e depois Kate chamou Lucius, que foi buscá-la com o carro dele. Antes de ir embora, Kate e Nikko se despedem na porta da casa dele. Ela passa os braços sobre o onbro do rapaz e o beija intensamente, enquanto ele abraça sua cintura.

- Até amanhã, senhora... - Ele sussurra contra os lábios dela, lhe dando mais alguns selinhos.

- Até amanhã... - Ela sussurra de volta, acariciando a nuca do rapaz com as unhas.

Logo eles se soltam e ela vai até o carro de Lucius, que olhava para Nikolas do banco do motorista com um olhar de "amanhã vamos conversar", porém, Nikolas não se importava, apenas ria.
Então, Kate e Lucius vão embora, Nikko apenas fica olhando, mas logo vira para o lado ao ver sua mãe ali.

- Usted la amas, no?-

Nikko respira fundo, engolindo em seco e logo balança a cabeça positivamente.

- Si... Yo amo. -

Yolanda dá alguns tapinhas no ombro do filho e depois entra, sem dizer nada, enquanto Nikko permanece ali parado, vendo o carro se afastar.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top