Aperto

Point of View — Justin Bieber

Tinha acordado e Lorena tinha ido embora. Deixei as crianças na cama e fui me arrumar. Mais um dia de trabalho. Tomei um banho rápido, me arrumei, passei uma pouco de perfume, peguei minha maleta e saí do quarto. Senti o cheiro de café, e minha barriga roncou. Assim que coloquei meus pés na cozinha, avistei a mesa repleta de coisas. Vi que Jasmine colocava um prato com uma fatia de bolo de chocolate.

— Bom dia, Jasmine. — falo, dando um sorriso singelo para a mesma.

— Bom dia, senhor Bieber. — sorriu. — Irá querer suco ou café?

— Café. — digo, e pego dois pedaços de torrada, logo ela me deu uma xícara de café. — Obrigado.

Tomei meu café calmamente, e assim que terminei, comi um pedaço de bolo. Que estava uma delícia. Sai de casa, e entrei em meu carro. Hoje eu e os garotos iríamos terminar os últimos detalhes sobre o modelo novo. Estava nervoso, para dizer a verdade. Nada poderia sair de errado. Seriam milhões de gastos, mais perdas de dinheiro, e minha empresa precisa de mais reconhecimento. Tanto que, parecia uma loucura fazer um carro, e ele valer apenas isso. Mas, era o que eu queria, e o quanto o carro valerá nas lojas.

Assim que cheguei na empresa, fui direto para o elevador. Coloquei o andar que queria, e em menos de dez minutos ele se abriu. Andei em direção a minha sala, e suspirei ao entrar, sentei-me em minha cadeira, e a porta foi aberta.

— Últimos detalhes! — falo sorrindo de lado.

— Está faltando mais o quê, exatamente?

— Não sei, deixa-me ver. — peguei a maleta, a abri e retirei os papéis. — Aqui.

Entreguei os papeis para ambos.

— Só o pneu do caro, ficaria melhor se fosse outro. — Ryan diz, e os outros concordam.

— É o pneu que o caro precisa. — digo, franzindo o cenho. — Mas, podemos mudar para outro.

— Achei um que ficaria legal nele, olhe. — entregou o celular.

— Pode ser esse, irá ficar meio diferente. — olhei para Chaz, e entreguei o celular. — Onde vende esse tipo de pneu?

— Aqui mesmo, Justin. — respondeu. Concordo com a cabeça. — Vai pedir mesmo? — assunto concordando. — Vou ligar para ele.

— Ontem o Wesley me ligou, falando um monte de coisa. — Chris disse me encarando.

— O que ele disse?

— O mesmo de sempre, né. — falou rindo. — "Tem como adiantar a entrega do carro?" — imitou-o, mas com uma voz diferente, gargalhamos alto. Esse cara realmente quer ver o carro.

— Vou indo, tenho uma reunião com uns acionistas. — Ryan diz, e sai da sala, juntos a Chris.

Suspirei e encostei-me à cadeira.

— O que houve Bieber? — olhei para frente, e vi Chaz sentando.

— O síndico da Lorena, cara. — o encarei de canto de olho. — Lorena tem um medo dele, que nossa. — baguncei meu cabelo. — Ontem ele disse que eles se beijaram. E tive que dizer que estávamos namorando, vai que ele faz algo com ela? Ela disse que ele anda questionando muito sobre a vida dela, se ela tá namorando, essas coisas.

— Fala pra ela ir embora dali, cara.

— Lorena disse que não vai, porque ainda tem que pagar a ele algumas coisas. — digo. — Não posso falar pra ela se mudar lá pra casa, né? Seria muita loucura!

Chaz riu de mim, e o encarei confuso.

— Vocês praticamente "vivem" juntos. Não é porque ela é babá de seus filhos, mas parece que vocês são uma família. Entende que, alguém tem que dar um passo além do que vocês estão agora. — continuava confuso. — Se esse síndico tá estranho com ela, imagina ele fazendo algo sem você ver?

— Charles, ainda não namorados, estamos ficando. — falo.

— Tudo bem, então, tu diz pra ela tomar cuidado. — após dizer isso, ele sai da sala.

Eu não estava errado em não chamá-la para morar comigo. Seria um passo além do que eu poderia dar. Tirei isso da cabeça e voltei ao meu trabalho.

(...)

Afrouxei minha gravata, e baguncei meus cabelos. Tinha acabado de sair de uma reunião de três horas. Eles queriam algo que eu não poderia dar, mas, conversei com os garotos e resolvemos isso rapidamente. Estava com fome, e então pedi a minha secretária para comprar meu almoço. Tinha vários papéis em minha mesa, e eu não sabia o que era tais. Levantei-me, andei até meu frigobar e retirei uma garrafa de água, voltei a me sentar na cadeira. Escutei alguém bater na porta e pedi para entrarem, logo vi que era minha secretária com algo em mãos.

— Aqui, senhor Bieber. — entregou-me, sinto um cheiro maravilhoso. Agradeço e ela se retira. Abro a embalagem, era um prato bem suculento de peixe. Fui até o frigobar e peguei uma latinha de Pepsi, não iria comer aqui a seco, certo? Sorri ao sentir o gosto em minha boca.

Após terminar de comer tudo, joguei o resto fora, junto a lata de Pepsi. Olhei as horas e me assustei, era quase quatro da tarde. Arrumei tudo em minha sala, e peguei minha maleta, verificando se a papelada do modelo ainda está aqui, e estava. Assim que cheguei ao meu carro, liguei o mesmo. Meu celular começou a tocar, mas deixei de lado, pois, estava dirigindo. Porém, o mesmo continuou a tocar, e isso já estava me irritando, o peguei e pus no viva voz.

Justin?

— Sim, quem é?

Sou eu, Jasmine. — ouvi barulhos. — Ó! Céus!

— Está tudo bem por aí?

Sinto um aperto em meu peito, e apertei o volante com força.

Senhor Bieber, tem como o senhor vir urgentemente pra casa? — aumentei a velocidade do caro.

— Me diz o que houve Jas...

Eu não sei exatamente, só sei que tem alguns policiais aqui em sua casa, também tem carros de bombeiro. — ouvi um grito. — Não...

— Pergunta alguém o que houve! — a esse momento estava a 100 por horas.

Tem uma mulher no chão, e tem muito sangue. Senhor Bieber, não me deixam ver. — ouvi seu choro.

— Porra! Pergunta quem é, Jasmine, por Deus! — grito nervoso.

Estou tentando, acalme-se senhor Bieber. — pediu.

Respiro fundo, tinha que me acalmar, estava em uma estrada, não queria que acontecesse nada comigo. Deus, que não tenha acontecido nada com meus filhos e a Lorena.

Jasmine. — chamo-a.

— Meu Deus! Não pode ser! — gritou.

Diz quem é, pelo amor de Deus, mulher!

— Lorena, é a Lorena, Senhor Bieber...

Minha respiração para. Sinto minha boca seca. Minhas mãos tremem. Não ouvia nada e nem ninguém. Apenas parei o carro no acostamento. Logo ela? Deus! Não tire mais ninguém de minha vida, por favor. Sinto minhas lágrimas caindo, e nem ligo. Não conseguia ligar mais o carro de tão nervoso que estava.

Respiro fundo bem lentamente. Eu preciso ir para casa. Preciso saber dela.

Já estava perto de casa, quando vi a muvuca de caros de policiais e ambulâncias. Parei o carro em frente a minha casa, sai rapidamente do caro. Vi meus filhos chorando perto de Jasmine.

Não.

Corri até eles e os abracei. Olhei para o chão e o vi com sangue, voltei a olhar para meus filhos e vi que só Bryan estava sujo de sangue. Não via Lorena em nenhum lugar.

— Cadê ela? — pergunto, ainda estava chorando.

— A levaram para o hospital. — me entregou um papel. — Vá 'atrás dela, Senhor Bieber.

Entrei no carro e fui até o hospital. Era o mesmo que meus filhos nasceram. Pedi informações sobre Lorena, mas ninguém sabia do estado dela. Eu só queria saber de uma coisa: o que aconteceu?

"Acidentes são inesperados e indesejados, mas fazem parte da vida."

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