VAPOR

Eu quero respirar você como vapor Eu quero ser a pessoa que você se lembra Eu quero sentir seu amor como o clima Todo sobre mim, sobre mim

- Vapor

Observo enquanto as luzes piscam no meio da pista de dança,com os alunos do Liberty High ocupando todo o espaço do ginásio. Mesmo o ar frio de Michigan, não impede que a escola inteira esteja aqui. E a escola inteira, inclui ele.
Suspiro enquanto me lembro que poderia estar em casa, assistindo uma série. Mas isso é impossível quando se tem Julie Martin como melhor amiga. Era incrível como Julie conseguia me convencer com seus argumentos e antes que eu me desse conta, já estava concordando.

— Quanta tristeza em uma pessoa tão jovem. – de repente, alguém disse ao meu lado. 
Me virei na direção do som e lá estava ele. Com um sorriso de canto, Calum Hood me encarava diretamente e eu conhecia aquele olhar.
—  Eu não estou triste,Calum. Eu só queria estar em casa ao invés de estar no ginásio do colégio.
— Só precisamos bater um papo com algumas pessoas, como os professores e líderes do grêmio e fingir estar interessados no que eles dizem. Assistir a coroação e rei e rainha do baile , e se  tivermos sorte, vamos sair daqui antes da estimativa de horário que deram a esse baile.
—  Você não vale nada. – o fitei.
—  Mas eu sei que você gosta. – ele respondeu.
Ele sabia o  efeito que causava em mim,e ainda assim fazia de propósito.
—  Por acaso viu a Julie por aí? – perguntei.
—  Eu vi sim. Ela estava na pista de dança com um cara,parece que ele é do 2°ano.
—  Sério isso?
— Nunca falei tão sério em toda a minha vida.
— E mais uma vez, estou sozinha na festas do colégio.
—  Algum problema? – Calum  perguntou e eu o olhei um pouco surpresa.
—  Não. Só não gosto de lugares muito cheios,e você sabe disso.
—  Mas infelizmente está em um. Então o melhor a fazer é aproveitar.
— E o que sugere, Hood ?
— Vamos dançar. – Ashton me estendeu sua mão.
— Onde estão os meninos? – perguntei, desviando o olhar a um canto qualquer para evitar olhá-lo. – Eu não os vi ainda.
—  Devem estar se pegando com alguém por aí. – ele respondeu como se aquilo fosse nada.
— Nenhuma novidade. – revirei os olhos.
—  Sabe... – Calum aproximou a boca de meu ouvido. – Acho que essa não é uma má ideia.
Congelei no mesmo segundo ao sentir seus lábios roçando em meu lóbulo. Fechei os olhos com força, reprimindo minha vontade de agarrá-lo ali mesmo. Eu não podia fazer aquilo outra vez. Não podia olhá-lo nos olhos ou então estaria perdida. Mas eu queria tanto senti-lo novamente. Seu calor em minhas veias. Seu toque em minha pele. Mas eu não podia.
—  Realmente não é. – resolvi fingir que não estava abalada. – Onde está a Kourtney ? Poderia estar dançando com ela.
— Não estamos mais juntos.. Ela vai se mudar para Detroit no próximo mês.
Eu havia prometido a mim mesma que tentaria deixá-lo ir. E quando ele assumiu seu relacionamento com Kourtney Mason,vi a minha chance de estar livre. Mas agora eles tinham terminado..e eu  não podia mais resistir. Sem demora, senti seus lábios sobre os meus. Foi um  beijo cheio de desejo e que ele correspondeu com a mesma intensidade.
—  Vamos sair daqui. – Calum  sugeriu assim que nos afastamos outra vez.
—  Vamos. – falei sem pensar duas vezes.
Nos aproveitando da pouca luz e da euforia das pessoas graças a uma música agitada que estava tocando e saímos dali.
          ***
Esquecendo-me de qualquer sensação ruim que ele já me causara, de como meu coração era partido vez após vez, acariciei seu rosto com o polegar, sentindo o calor de sua pele contra a minha.
—  Eu senti a sua falta. – sussurrei as palavras que vieram de meu coração.
—  Eu também senti. – para minha surpresa, ele respondeu.
—  O meu maior medo é que isso passe. – mordi meu lábio inferior. – Que amanhã não precise mais de mim.
—  Estou aqui agora. É o que importa.
[...]
Permanecemos deitados sem dizer nada, apenas apreciando o silêncio da noite.
— Calum... Eu amo você. – as palavras saíram tão baixas
Mesmo sem saber se ele tinha ouvido, eu não me importava. Queria apenas que ele soubesse quais eram meus verdadeiros sentimentos.

Na manhã seguinte, ele tinha ido embora, mais uma vez. Me arrumo rapidamente para o colégio, em meio as lágrimas que escorriam no meu rosto.

—  Kendra? - Julie diz, ao me encontrar em frente ao armário. — O que houve?
— Nada,Julie. Estou bem.
— Não tente me enganar. Eu vi você saindo do ginásio com o Calum ontem a noite, e agora você está com os olhos inchados e uma cara péssima.
Definitivamente, não havia como fugir daquela vez. Julie tinha nos visto juntos e aquilo bastava.
— O que ele fez dessa vez? - Julie pergunta.
— Ele não fez nada e esse é o problema.
— O que quer dizer? – ela franziu o cenho.
— Mais uma vez, eu entreguei o meu coração a Calum Hood e ainda assim não foi o suficiente.
— Calum  não merece você. Você está arrasada. Mesmo depois de ter dado tudo de si, ele não te deu nada em troca. Calum não tem noção do quanto você o ama.
— Eu disse a ele... Mas não tenho certeza se ele está ciente disso.
—  Mas ele a deixou mesmo assim. – ela negou com a cabeça. – O que significa que talvez o erro não tenha vindo de você, mas sim dele.
Continuei a encará-la, completamente abismada. Eu não tinha palavras para rebater o que Julie disse. Saio em direção a sala de física, sem dizer mais nenhuma uma palavra.
Calum Hood estava me consumindo. Sempre que ele diz que também sentiu minha falta, ele não me olha nos olhos.
É quase como uma mentira perfeita.
Eu sabia que precisamos conversar sobre isso. Entre indas e vindas, mantinhamos essa espécie de relacionamento a muito tempo, se é assim mesmo que poderia chamar. Eu me apaixonei por ele assim que ele pisou os pés no Liberty High e tem sido assim desde então. Depois de quase 2 anos, eu me sentia sufocada. Eu queria a verdade, precisava da verdade, mas eu tinha medo. No meu subconsciente, eu sabia que não suportaria os verdadeiros sentimentos de Calum por mim. Então, eu fugiria dessa conversa por quanto tempo eu aguentasse.
Quando o sábado da festa na casa de Noah Oxendale chegou, eu fingi estar doente. No campeonato estadual, fui visitar minha avó em Ohio. No musical do teatro, no qual eu deveria fazer parte, indiquei Julie no meu lugar. Eu estava evitando todo e qualquer contato com Calum, mesmo que isso doesse em mim. Eu sabia, que assim que o visse, teríamos que ter a nossa conversa. Então, permaneci fugindo.

Quando o sábado da festa da Julie chegou, eu não pude fugir. Separei o melhor vestido que eu tinha no armário, e fui em direção a casa dela. Vejo o carro de Calum estacionado na rua e suspiro fundo. Quando entro na sua casa, deixo  que meus olhos vaguem pelo ambiente.Reconheço alguns rostos do colégio, até que eu o vejo. E nesse momento, meu mundo desabou.
Observei quando Calum  colocou o cabelo da garota para trás de sua orelha,sussurando coisas em seguida. Vi quando eles se beijaram, sem nenhuma preocupação com quem estava em volta. Tento dar a meia volta e sair daquele lugar o mais rápido possível, mas no momento em que tento me virar o olhar dele vem na minha direção. Ele sussura algo para a garota e vem em minha direção. Eu não o espero, e saio andando para o mais longe que eu puder alcançar.
Olhando por cima do ombro, vi Calum me seguindo a uma curta distância. Chego no jardim da casa de Julie, e me sento no banco que está um pouco molhado por conta da neblina.
—  Kendra ...  Eu posso explicar.
Me viro na direção de Calum, que está parado a minha frente.
—  Eu não quero que explique nada, Calum... Eu só quero que me diga uma coisa.
Ele me encara com uma expressão confusa.
— Calum... Eu preciso saber.
—  Saber o quê?  - seu polegar limpou uma lágrima em meu rosto que havia escapado sem eu ao menos perceber.
— O que você sente por mim? – falei de uma vez antes que voltasse atrás
— Kendra ... – ele franziu o cenho, dando um passo pra trás.
—  Por que quer saber isso justo agora? – Calum  voltou a se aproximar. – É por causa do que acabou de ver? não , eu não tenho nada com aquela garota.
— Não tem nada a ver com aquela garota... Tem a ver com nós dois. Os nossos sentimentos, e o que nos impede de ficar juntos. Já são 2 anos de idas e vindas, Calum... Eu me sinto esgotada.
- Nós ficamos... – ele tentou dizer.
- De verdade! – continuei mesmo com sua interrupção. – Juntos de verdade, Calum..
—  Eu sempre estive lá quando você precisou, Kendra . – Calum  rebateu.
—  Não. Eu sempre estive lá quando você precisou. Eu amo você e por isso preciso saber o que sente por mim.
—  Eu não sei dizer o que é isso que sinto por você.  Me desculpe, Kendra.
— Não se desculpe. Você não é obrigado a me amar.
Sem mais palavras, caminhei a passos apressados, pronta para ir para casa.
— Kendra, espera - Calum diz, mas eu o ignoro e continuo caminhando.

Os meses se passam, e logo a semana da nossa formatura chega. Nós dois não conversamos desde a festa da Julie, e tem sido melhor assim. Estamos no comitê da formatura, organizando o baile com mais alguns amigos, mas evito qualquer tipo de comunicação com Calum.
— Algum problema? – perguntei, ao vê-lo me encarando no ginásio.
— Não. – sua voz saiu baixa.
— Então por que está me olhando assim? – continuei meu trabalho.
—  Porque eu conheço essa cara. – Calum disse e eu lhe lancei uma breve olhada.
—  Essa é a minha cara de sempre.  dei de ombros.
— Não é, não. – ele negou. – Está com o cenho franzido mesmo sem perceber. O que significa que está tensa...e chateada.
— Não estou chateada. - Respondo
—  Mesmo depois do que... – Calum  começou a dizer, mas hesitou por um segundo, logo retomando sua fala. – Do que aconteceu na festa da Julie ?
—  Sim... Nós precisávamos ter aquela conversa.
Calum  acenou positivamente com a cabeça e não disse mais nada.
***
Ouço um barulho estrondante de um microfone sendo testado no palco do ginásio, e quando vejo quem está no palco, sinto um arrepio.

— Boa noite, Liberty High... Bom, estou nesse palco por que preciso dizer uma coisa a uma garota. Eu deveria ter dito isso a muito tempo atrás... Mas eu a perdi, e nada que eu diga aqui hoje vai ser capaz de consertar os meu erros, mas vale a tentativa.
Eu me lembro da primeira vez que a vi. Eu tinha acabado de chegar em Michigan, e ela me  acompanhou pelo tour no colégio. Nas semanas seguintes, nos aproximamos cada vez mais. Eu costumava pensar que não precisava de ninguém, por que relacionamentos são confusos, as pessoas ferem os sentimentos, quem precisa disso afinal?
Os meses foram passando, e a aproximação foi inevitável. Eu me apaixonei perdidamente, embora eu não assumisse nada. Eu pensava que era só uma fase. Mas não foi.
Eu me lembro de pensar de que se eu não tivesse você eu morreria,mas é claro que eu não disse isso a você...  Quando você disse que me amava, eu eu soube que o que eu precisava era de você... Mas eu não também não te disse isso. Se eu tivesse dito, eu não estaria no palco do ginásio falando isso em frente ao colégio inteiro. Eu te deixei ir naquele dia, e desde então eu tenho sofrido em silêncio. Eu odeio a praia, mas comecei a ir por que você gosta. Comecei a assistir os filmes que você ama, ler os livros que você lia, tentando em vão suprir a sua falta. Eu sei que você não tem que me perdoar, nem mesmo acreditar no que eu estou dizendo... Mas eu amo você, Kendra Whitemore. Amo com todas as minhas forças e deveria ter dito isso a cerca de 10 meses atrás. Sei que estou dizendo  isso tarde demais, mas não posso deixar de dizer.

Sinto os olhares a minha volta , e suspiro em meio as lágrimas.
Calum desce do palco e vem em minha direção, e a única coisa que eu consigo fazer é continuar chorando,enquanto todos os alunos me encaram.
— Vem comigo - ele me puxa pela mão, me levando para fora do ginásio.
— Era a única forma que eu tinha de dizer que preciso de você, Kendra... Eu te amo, e sei que é tarde demais para dizer isso.
Ele me abraça e eu não hesito..
— Eu não quero que você me perdoe... Apenas que entenda que cada palavra que eu disse foi verdadeira. Apesar de que deveriam ter sido ditas a muito tempo.
— Eu nunca deixei de amar você, Calum Hood.. Mesmo com tantos erros, você é a única pessoa em quem eu penso antes de dormir.
— Eu sei que não mereço, mas... Eu quero uma segunda chance, para fazer tudo certo dessa vez.
Eu apenas sorri, unindo nossos lábios. Não precisa de palavras, porque ele sabe que sempre terá o meu amor. Eu amo o moreno, do cabelo liso e olhos castanhos. Eu amo o Calum Hood.

                     * * *

Eu seguro na arma, atirando. Isso é uma loucura. Eu sempre quis aprender a atirar, então o Calum uma reserva em um camping de tiro ao alvo e aqui estou hoje. A arma é muito pesada e o sol já começa a se pôr.
— Estou cansado de ficar aqui, amor. Vamos? — Calum entrega a arma para o seu amigo, Tyler, e entrego a minha também.

— Meus braços estão doendo. — Eu sorrio, abraçando Calum pela a cintura, e fico vendo o pôr do sol.

Depois que eu e Calum nos resolvermos, nunca mais quisemos saber de ficar nessas idas e vindas.   Todo casal tem brigas, mas eu e Calum temos tido umas bem fracas, mas é sempre por ciúmes meus ou dele mesmo. Temos trabalhado muito no diálogo, então não tem tido problemas entre a gente, ao ponto de separarmos.

Eu fico super feliz por isso, porque já não me vejo sem ele. Ele percebeu que eu sou tudo na vida dele, e que não vale apena ficar estragando o nosso relacionamento sempre. Ele deixou de ser idiota igual era, e isso me deixa feliz.

Eu entro no carro com o Calum, e fico pensando no exame que fiz. Odeio ficar pensativa.

— Gostou, amor? — Ele pergunta, fazendo eu passar a lingua entre os lábios por eles estarem secos, e olho para ele.

— Foi divertido. — Eu abro um sorriso, pondo o cinto de segurança. — Vamos pra casa, por favor? E precisamos conversar.

Ele me olha confuso, e consigo ver que ele engoliu em seco.

— Fique calmo. — Eu solto uma risada, mas ainda não muito feliz. — Então, Calum, eu não posso ter filhos.

Ele sabe a tristeza que estou sentindo agora. Eu sempre quis ser mãe, mas eu e Calum tínhamos combinado de não arrumar um filho agora. Nossa vida é boa, mas ele ainda continua fazendo sua faculdade de medicina e eu acabei de me formar no curso de cabeleireira e maquiadora. Eu sempre quis isso pra minha vida, por isso apenas fiz vários cursos e ainda vou continuar fazendo.

— Quando descobriu isso? — Calum perguntou, enquanto parava no sinal vermelho e segurou na minha mão. — Sabe que podemos adotar, né?

Isso me deixa muito feliz. Ele colabora muito comigo, e isso faz eu me sentir a pessoa mais sortuda do mundo, por ter uma marido que colabora comigo em muitas coisas.

— Você sabe que não é a mesma coisa. Eu queria tanto poder ficar grávida. — Eu abaixo minha cabeça, e os dedos de Calum inclinam o meu rosto novamente.

— Eu não acredito que você está dizendo isso — disse calmo, e olhei em seus olhos castanhos. — Eu sei que é muito importante pra você se ver em um barrigão, mas nós podemos mudar a vida de uma criança abandonada, entende? Não pense assim, linda. Pense no bem que você fará para a criança que iremos adotar.

Um sorriso surge em meus lábios, e abraço ele.

— Eu te amo. — deixo um beijo em seu pescoço, e o sinal abre, fazendo a gente se separar. — O transito tá péssimo hoje.

O moreno concorda, e deito em seu ombro, esperando chegarmos em casa logo.

                     * * *

A mão do Calum se junta à minha, e andamos para o meio do orfanato. Tem várias crianças correndo pelo o pátio, e abro um sorriso iluminado no rosto.

— Todos são especiais. — Eu falo, olhando tudo em volta. Eu amo crianças.

— Boa tarde. — A mulher sorrir. — Podem ir conhecendo as crianças, e espero que se agradam com alguma.

É meio que impossível não agradar de alguma. Eu apenas assinto, andando pelo o grande lugar. Todas são muito adoráveis, mas uma me chamou a atenção.

A garota ruiva, com sardas no rosto e olhos azuis, está sentada sozinha em um lugar afastado. Eu solto minhas mãos da de Calum, e ando até ela.

— Olá.

Eu me sento ao lado dela, esperando que ela olhe em meu rosto, mas ela ainda não o fez. Eu amei o cabelo dela, e ela é tão branca.

— Tudo bem? — Eu pergunto, e vejo ela mexendo em seus dedinhos. Ela aparenta
ter uns dois anos. Eu já estou apaixonada.

— Tudo, e você? — Eu ouço sua voz, e abro um sorriso. A voz dela é tão lindinha, e sua boca tão pequenininha. — Meu nome é Summer.

— Prazer, Summer. O meu nome é Kendra — disse animada por ela estar falando comigo agora. — Eu estou bem, e seu nome é lindo.

Ela levanta o seu rosto, e seus olhos encontram o meu. Eu abro um sorriso pra ela, que abre um sorriso para mim. A imagem de Calum aparece em minha frente, e sorrio.

— Ela? — Ele sussurra, olhando para mim e não consigo esconder o sorriso, afirmando. — Olá princesa.

Ele fala todo carinhoso com ela, e ela sorri tímida.

— Summer esse é meu marido, Calum, e queremos saber se você gostaria de ser adotada por nós?

A pequena criança me olha ainda assustada, e fico com medo de suas respostas. Eu sou muito medrosa. Ela se levanta, e me abraça, chamando Calum para se juntar à nós.

— Sim. — Ela sussurra, e deixo um beijo em seu rosto, chorando de felicidade.

                    * * *

Eu ajeito os meus óculos dr grau, olhando confusa para Summer, quando ela se senta no sofá olhando seu celular e teclando dele com uma certa rapidez.

— O que houve dessa vez? — eu pergunto, fechando o livro que estou lendo.

Nossa linda ruiva está com dezessete anos, e vamos dizer que ela dá e não dá trabalho. Eu não imaginava que ela se tornaria tão gótica, mas eu errei. Minha filha é super gótica.

— Meu pai só sabe encher o saco. — Ela murmura, jogando o celular no chão. — Ele não me responde.

— Calma. — Eu solto uma risada, e vejo que ela é igual o Calum da vida. — O Jack não quer responder?

Jack é o namorado dela que uma semana eles namoram, e na outra estão separados. Ela tem um gênero muito forte, portanto não para com ele. O amor vale mais.

— Ela quer fazer a tatuagem, e não quero deixar. Tem que aprender a me obedecer.— Calum entra na sala, e deixa um beijo na minha boca, e se deita no meio de minhas pernas.

— Deixa ela fazer, Calum. Está privando ela de muitas coisas. — Eu passo a mão no rosto dele, e a rebelde se levanta, saindo de casa. — Tenho uma novidade.

Depois de anos, eu consegui engravidar. Nunca me senti tão feliz na minha vida. Eu já engravidei outras vezes, mas eu não segurava o bebê. Já sofri demais, mas minha felicidade está em Calum e Summer.

Calum me olha, sentado no sofá e pego em sua mão, e ponho em minha barriga.

— Estou de quatro meses. — Ele abre um sorriso, beijando os meus lábios.

— Também tenho uma novidade. — Ele passa a mão em meu rosto, e olho em seus olhos. — Estou escrevendo um livro.

— Wow! Parabéns! Qual vai ser o nome? — Eu sorrio, ele beija a minha barriga.

— Vapor.

Eu fico confusa, mas ainda assim, abro um sorriso brilhante, deixando ele explicar toda a historia.

Fim





Também preciso dar créditos a LaisPayne0 que me ajudou a finalizar esse conto 💓

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