Prólogo
Ricardo Santos de Oliveira, um jovem rapaz de 24 anos, acaba de receber uma importante missão, administrar a pousada de seu pai em Búzios.
— Pai, o senhor tem certeza disso? É sua pousada favorita, o senhor ama aquele lugar.
— É por isso que estou deixando ela em suas mãos — O senhor de cabelos grisalhos põe sua mão direita no ombro do seu filho, tentanto de algum modo tirar a preocupação do jovem. — Eu vou abrir um negócio fora do país, você sabe, um hotel em Nova Jersey.
O rapaz aceita a proposta, mesmo pensando que é muita responsabilidade em suas mãos.
Cheio de dúvidas e insugaranças, Ricardo arruma sua mala para Búzios. Ele pega o primeiro táxi para o aeroporto e em menos de uma hora chega ao local.
— Eu vou sentir saudades.
— Eu também meu filho, mas sei que você vai fazer um ótimo trabalho. Me mantenha informado!
O rapaz sorridente entra no portão de embarque.
Depois de uma viagem de um pouco mais de uma hora, Ricardo finalmente chega no Rio de Janeiro, seu próximo passo, pegar um táxi para Búzios, Seria uma longa viagem.
Três horas depois, o jovem chega a sofisticada e paradisíaca pousada RIPHO, uma sigla para "Redes Internacionais de Pousadas e Hoteis Oliviveira".
Ricardo ja tinha visitado a pousada antes, essa foi a primeira de muitas que seu pai construiu, também foi ali que seu pai conheceu sua mãe, uma belíssima história de amor, onde dois jovens se conhecem as margens das águas cristalinas de Búzios.
Ricardo era um rapaz sério e responsável, capaz de cuidar daquele lugar, e, apesar de não demonstrar era muito romântico, sonhava em conhecer uma bela mulher naquele lugar, assim como seus pais se conheceram.
Assim que entrou no hall da pousada se sentiu em casa, aquilo lembrava muito sua infância, Quando pequeno, gostava de ficar correndo por todo o pátio da recepção, junto com os filhos dos hóspedes.
Ricardo se sentia um pouco perdido, não sabia o que fazer, pensou em ir a antiga sala do seu pai.
— Senhor Ricardo?
Um jovem alto e negro tirou Ricardo dos seus pensamentos.
— Sim, sou eu.
— Eu me chamo Rafael, sou o gerente da pousada, seu pai pediu para que eu o ajudasse a se instalar aqui.
O rapaz era simpático, Ricardo logo gostou dele.
— Que bom, eu estava meio perdido. — Ricardo e Rafael riram um pouco da situação.
O gerente do hotel leva Ricardo até a antiga sala de seu pai. Tudo estava exatamente no mesmo lugar, assim como ele se lembrava. Rafael diz que aquela seria a sala de Ricardo a partir daquele momento e que ele levaria o jovem até a casa do seu pai.
Ricardo lembrava daquela casa, ele morou lá com seus pais toda a sua infância, até a morte de sua mãe, um evento muito triste na vida dele. Os últimos dois anos naquela casa não tinha sido fácil, sua mãe estava muito doente e vivia no hospital, infelizmente durante uma cirurgía cardíaca houve uma complicação e ela não suportou. Depois de 13 anos do acontecido Ricardo lida melhor com a situação, agora ele busca ter as melhores lembraças de sua mãe e adora falar sobre ela.
Voltar para aquela casa seria difícil, mas seria bom recomeçar e lembrar dos bons momentos que passaram nela.
Rafael levou Ricardo até sua antiga casa, no caminho os dois conversaram bastante. Antes de voltar a Santa Catarina, o pai de Ricardo havia passado 2 anos em Búzios, tempo suficiente de Rafael se tornar seu fiel escudeiro, umas das últimas ordens do seu pai como dono da pousada foi promover Rafael a gerente.
Assim que chegaram na casa Rafael se despediu de Ricardo e voltou à pousada.
O jovem e recém dono de um dos impérios do pai tirou o dia para descarsar.
De manhã cedo Ricardo já estava pronto para voltar a pousada, ele pediu um táxi e foi direto para o local.
Chegando no pátio da recepção, não encontrou o símpatico Rafael, que prometeu lhe ajudar a ficar a par da situação da pousada. Ricardo se aproximou do balcão para saber se o recepcionista sabia onde estava Rafael. Porém ele não via nada mais que uma pessoa abaixada atrás do balcão.
— Oi? — Ricardo tenta chamar atenção da pessoa.
A pessoa se levanta um pouco atrapalhada, pondo alguns papeis no balcão. Uma linda jovem de cabelos lisos e bem escuros na altura do ombro, ela tinha a pele clara e os olhos um pouco puxados, o que o fez pensar que ela tinha ascendência asiática.
— Eu estou procurando Rafael.
— Ele está nos quisques resolvendo uns problemas. desculpa a curiosadade, quem é o senhor? Dependendo do problema posso ajudar.
— Eu sou Ricardo, dono da pousada. — O rapaz olhou para o crachá da moça. — Fico feliz em conhece-la Agatha.
Umas semanas depois Ricardo chamou a moça para jantar, logo em seguida um passeio na praia, onde deram o primeiro beijo. Depois oficializaram o namoro, viveram quatro juntos e agora estão a um mês do casamento.
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