Capítulo 24

🥀𝙾 𝚜𝚒𝚕𝚎̂𝚗𝚌𝚒𝚘 𝚍𝚊 𝚊𝚕𝚖𝚊 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚑𝚘𝚛𝚊

Não me lembro quando adormeci, e nem o quanto apanhei, tudo havia ficado escuro para mim quando já não aguentava mais a dor, meus olhos percorrem pelo ambiente, e por incrível que pareça estava na minha cama tampado com uma coberta, tentei me mexer suavemente, senti a dor voltar com tudo em meu corpo. E então a memória de ontem, o medo, como eu olharia para o homem que me agrediu sem se quer me ouvir ou me explicar, lembro de todas as acusações e as cintadas que acertaram minha pele mesmo ainda coberta por minhas vestes.

Eu de fato nem queria olhar na cara daquele homem cujo me disse. Me fazer nunca mais esquecer daquela surra. E eu não iria mesmo. Cada marca que carrego no meu corpo será um ódio a mais que sentirei dele. Calado, segui até o banheiro, me despi vendo o estrago no corpo, não eram muitas marcas, já que a roupa aliviou um pouco, ainda tinha as cicatrizes causada pelo acidente do parque.

Entrei no banheiro e resolvi tomar um banho gelado, não queria sentir mais dor que já estava sentindo. Após isso vesti as minhas vestes peguei minha mochila para eu ir trabalhar, como o colégio ainda estava com as aulas interditadas eu aproveitei para apenas seguir para meu emprego. Desci as escadas e ali estava ele com cara de tacho, como se fosse um cachorro com o rabo entre as pernas.

— Seoho! Meu Deus. Eu te machuquei?

Passei por ele, abri a porta da casa, ele me segurou pelo punho, e como uma defesa rápida me soltei e me afastei tremulo, eu estava mesmo em pânico perto dele.

— não encosta em mim. Eu vou embora desse lugar. Eu te odeio Junseo.

Falei duro, não quis nem se quer olhar para trás, segui a caminhar rapidamente pela estrada, nem táxi eu quis chamar, e como estava sem celular não adiantaria nada mesmo. Não levei muito tempo para estar na frente da cafeteria, entrei no ambiente em silêncio e comecei a fazer cada coisinha pela loja.

— Seoho? Meu garoto esta tudo bem? — ouvi a voz de senhor Jung, olhei seus olhos, uma louca vontade de chorar me veio, porém permaneci forte.

— esta sim senhor. — voltei a me ficar nas coisas que precisava fazer e dali não quis nem se quer olhar para ele, fiz o que tinha que fazer durante o dia inteiro. No horário de voltar, eu me arrastava para voltar para aquele lugar com aquele idiota que eu chamo de pai. Meus passos eram arrastados sobre aquela rua, e o fim da tarde estava sendo acompanhado da neve de Inverno que caia sobre o chão. — é a primeira vez que vejo a neve — Sussurre olhando.

— ela fica mais linda quando o chão estiver coberto por ela— levei um susto, e me virei para a jovem mulher que estava atrás de mim.

— sinto muito, eu não tinha visto a senhorita atrás de mim— ela negou sorrindo, mas eu achava estranha de mais.

— tudo bem, não se preocupe. Eu faço de tudo para que ninguem veja o que eu faço. — minhas sobrancelhas se unem em uma certa desconfiança, olhei para ela e percebi seu corpo, pele clara, me lembrava a um vampiro, seus cabelos negros porém as pontas dele estavam laranja, assim como os meus fios. E seus olhos não eram normais como os dos moradores da regiam, eles eram vermelhos escuros. Se eu não fosse tão lerdo, já estava a dez metro, correndo até meu pulmão aguentar, mas em vez disso estou aqui olhando para uma vampira que me olhava fixo.

Senti meu corpo ser agarrado com uma certa força, e menos de segundos a mão já tampar meus lábios, me desespero, me debatendo para me soltar, meus olhos ainda ficando nos dela, quase como o controle de minha mente.

— eu até que fim te achei Seoho, meu receptáculo, onde poderei dominar o mundo e todas as raças. — olhei assustado, como isso seria possível, como ela faria isso? E como assim eu era um receptáculo, e o que era isso? — vamos Vicente, temos que esperar a lua de sangue amanhã aparecer.

Ele me arrastava, me jogando para dentro do carro, tentei abrir as janelas, mas não deu nem tempo de se quer dizer ai, uma pancada acertou minha cabeça, me causando uma dor horrível e tudo sumindo de minha visão.

Junseo

Estava esperando Seoho voltar, de certa forma eu realmente havia feito a pior burrada da minha vida. Mas ele tinha que aprender que eu sou o pai dele e não importação o quanto estava errado. Aquele menino merecia uma surra, ainda mais que ele andava sumindo por horas e ainda nem se quer me avisou. Ainda mais ontem que liguei desesperado por ele e o mesmo se fingiu comigo, não quis nem se quer me atender.

Mas confesso que novamente estava preocupado com ele, já tinha passado da hora de ele chegar, e novamente nenhum aviso que ele estava chegando tarde por estar na casa de alguém ou algo do tipo. Eu como sempre tolo, tenho que estar a procura desse garoto ingrato, parece que a surra de ontem não o fez ter juízo naquela cabeça.

Estava quase me arrependendo de ter feito aquilo com ele, nem tanto quando eu bebo eu perco a cabeça, porém, isso já está se tornando algo bom, já que ele faz por merecer. Risquei o número dos gêmeos no meu telefone, e espero até alguem atender na casa.

— alô, boa noite?

— boa noite senhor Mingi, sou eu o Junseo, pai do Seoho.

— olá senhor Junseo, o que desejas?

— Seoho está com os gêmeos?

— que eu saiba não senhor. Ele não apareceu hoje aqui. — assim que eu ouvi isso fiquei um pouco apreensivo.

— poderia perguntar aos seus meninos. Ele era para já estar em casa mas não chegou ainda. E ele está sem telefone pelo visto. Por que chama e ninguém atende.

— espera só um momento. Dongju Dongmyeong! Cessam agora por favor. — pelo tempo que demorou eles estavam ocupados no que faziam.

— sim pai, o que foi?

— vocês se encontraram com o Seoho?

— hoje não, posso ver se ele está na casa de um dos meus amigos.

— vê isso agora. Estou na chamada com o pai dele. — eu conseguia ouvir a conversa perfeita pelo telefone, só não ouvia a voz do outro aparelho.

— desculpa, mas ele não está com os meninos e nem com os outros.

— obrigado.

Desliguei a chamada, me ergo do sofá e peguei meu casaco e a chave da viatura, corri para o veículo, meu filho estava sumido e isso não era nada bom. Liguei a viatura e dos parei para o serviço dele, chegando lá conversei com senhor Jung e senhor kim e nada, a única coisa era que ele havia saído já fazia meia hora. Meu coração começou a bater rápido, entrei na viatura e fui nos mercados que eu sabia que ele ia, mas não estava lá. Fui ao parque distrito, quem sabe ele foi lá pegar o telefone dele, ver se achava em meio a tudo quebrado. Mas novamente dei de cara com o nada. Meu filho estava sumido. A minha única solução era ir até o aeroporto, quem sabe ele quis pegar um avião e voltar para casa da mãe dele. Se ver livre de mim por que fui cruel com ele. Mas novamente ele não esteve ali. Entrei em desespero e fui para a delegacia de polícia registrar o sucesso dele e a procura pelo meu filho. E os bandidos que ousaram tocar nele.

Se isso tudo aconteceu por minha culpa, eu mesmo não me perdoarei, Seoho é só uma criança, mesmo com dezessete anos ele ainda é uma criança e não podia passar por isso tudo. O meu medo era saber que podia ter feito mal a ele, e se eu nunca mais o recuperar eu não me perdoarei nunca mais.

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