Capítulo 12
🥀𝙶𝚛𝚊𝚗𝚍𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚒𝚐𝚘?
Junseo
Ouvir tudo aquilo me fez o ódio subir a cabeça, eu podia ser um merda de pai por não saber cuidar dele, mas eu não ia falhar com ele nesse momento. Ah, eu não ia mesmo.
— tem como saber se realmente foi o jovem que tocou no meu filho?
— sim, já coletamos o DNA do jovem acusado. Só eu lhe peço uma coisa senhor Lee, que seja paciente com seu menino. Seoho está com a mente bem danificada com tudo. Não é nada fácil. Tente dar apoio e o levar a alguém que possa conversar com ele. Um psicólogo fazera bem ao seu filho. E vou dar um atestado para que ele fique em casa durante esse tempo. Vai ser melhor.
— está bem. Obrigado doutor.
Me levantei pegando fogo, eu anotei um pedido para os pais dos gêmeos amigos de Seoho pedindo um favor, eu não ia poder ficar agora com o Seoho para resolver esses problemas da cadeia para o filho desgraçado do diretor e queria que eles pudessem ficar com ele até eu voltar. Assim que fiz o pedido eu caminhei até onde Seoho ainda dormia, e fiz um breve carinho nele.
— eu devia ter percebido quando você falou choroso no telefone. Se eu fosse mais inteligente nada disso tinha acontecido. Me desculpa Soso.
Pronuncio beijando a testa dele, suspirando logo depois. Assim que eles chegaram eu falei do acontecido e que o Seoho tinha sofrido o abuso. Mas não tinha chegado a romper nada nele. E que ele estava cheio de hematomas, remédios teriam que ser dado para a dor. Assim que falei esperamos o meu bebê acordar para enfim eu entregar ele aos dois homens.
Ao abrir meus olhos eu vejo o senhor Yunho ali, fiquei um pouco confuso, mas logo sorri em resposta ao seus carinhos sobre meus cabelos..
— como está se sentindo?
— dolorido. Mas bem.
— eu imagino, eu que levei um soco uma vez fiquei igual a você. Temos que te ensinar a bater meu filho. Os gêmeos também.
Acabei por rir, nunca achei que seria lógico que não sabíamos lutar mas seria mesmo preciso, apesar que o segredo que estava na minha volta não ia permitir nada. Na realidade não me imagino batendo em alguém em alta defesa, porém, não custava tentar. Logo o médico se aproximou de nós já dando a liberação para mim ir para casa, bom, para a casa dos gêmeos. Eu ia ficar lá até que meu pai voltasse do bolo todo que tinha que resolver com aquele idiota. Eu devia ter deixado os vampiros ter matado ele, mas não sou ruim, e gosto de saber que a justiça do homem pode resolver isso por nós.
Assim que cheguei no carro senhor Mingi me fez algumas perguntas, até achei que eles eram meus pais, já que o mesmo estava muito preocupado. E os meninos haviam dito o que tinha acontecido para eles e pelo visto meu pai soube. Claro que eu não esperava meu pai tomar atitudes, mas imagina se aquela cidade inteira, pequena do jeito que é, soubesse que o filho do diretor da escola estrupo o filho do xerife da cidade. Não sei se ficaria vergonhoso para o meu pai, ou para o diretor.
Sorte que ele não era o filho do prefeito, que a coisa iria de mal a pior. Porque, não é nada fácil uma luta de poder. Durante o percurso eu sentia a presença do Giwook ao meu lado, ele estava presente e deixava isso bem claro para mim. Mesmo que não falasse nada, já que não podíamos nos comunicar em frente ao casal. Chegando na casa dos meninos eles vieram com tudo pra cima de mim me derrubando no chão. Eu acabei gargalhando, eu me sentia bem de mais com eles, a amizade deles durante esse tempo tão curto se tornou algo tão necessário para mim.
Aproveitei para ficar jogando e conversando, mas não havia tocado com eles sobre os vampiros, ou o que realmente tinha acontecido na casa. Não é que eu não confiasse neles, muito pelo contrário não queria fazer eles se envolverem com tudo isso que era muito perigoso. Queria apenas manter para mim, somente se a coisa começasse a ficar ruim para o meu lado, e eu não saber mais a quem correr. Então se isso ainda não acontecia, o silêncio sobre eles ia permanecer.
Chegada a noite meu pai havia ido me buscar, mas havia algo muito errado com ele, sabe quando alguém esconde algo do outro, o que eu estou fazendo nesse momento, parecia que meu pai queria me dizer o que estava acontecendo. Eu também não queria dar um de metido nisso tudo que já se tratava de mim. Mas a vontade estava louca.
Subi para o meu quarto e me atirei na cama, vendo agora o vampiro parado em frente a minha janela olhando para o lado de fora. Mais um que mantinha uma cara de que estava me escondendo algo.
— aconteceu algo?
— não, apenas estou pensativo sobre o seu pai.
— porquê? Ele fez algo?
— não, mas ele esconde algo. Algo que se você solver vai acontecer alguma coisa.
— agora você está me fazendo temer.
— desculpa. Mas eu não consigo deixar isso em branco. Já passou por coisas bem complicadas. Uma bomba é demais.
— estou me sentindo importante com toda essa preocupação Giwook. Posso saber por que de tudo isso?
— você é o protegido do Keonhee. Ele te escolheu. Eu sou obrigado a me preocupar.
— ok, isso está me deixando mais assustado.
— não se preocupe. Ele não fará mal nenhum. Ao menos que faça algo errado.
— oh, nossa. Vou vestir minha roupa de anjinho. Coisa que eu não sou. Além do mais, eu nem sei o que pode ou não pode.
— ele vai ditar as regras assim que nos encontrar de novo na casa. Nem tanto você precisa nos auxiliar nesse mundo.
— isso é verdade. Tudo bem. Eu vou tomar banho. Não é pra vir entendeu?!
— e depois eu morrer nas mãos do Keonhee nem a pau. Vai lá. Vou estar aqui.
Acabei rindo de sua fala, porém fiquei sem entender, nem tanto porquê Keonhee brigaria com ele, ainda mais por mim. Suspiro derrotado, eu sabia perfeitamente que não teria a resposta, então apenas peguei minhas vestes de dormir e segui para o banheiro no quarto. Quando me despi e entrei no box para enfim tomar um banho, uma sensação estranha começou a me preencher. O ar na minha volta começou a ficar pesado, eu mal conseguia respirar. Levei a mão ao peito e comecei a puxar o ar que não tinha a água por estantes mudou para gelada, meu corpo ficou gelado.
Como se o chão começasse a rodar me segurei nas paredes, olhando para elas eu vi algo muito assustador. Era uma sombra alta como fosse uma espécie de monstro, meus olhos estavam abertos em pavor, era uma crise de Pânico se misturando com a visão terrorista de um homem completamente negro. Mas tudo sumiu quando a presença de Giwook entrou no banheiro chamando por mim.
— Seoho! Você está bem?
— eu, não consigo respirar.
Foi a única coisa que consegui responder, já que eu estava literalmente sem ar. Novamente aquela sensação de estar sendo sufocado. Giwook se aproximou de mim a ponto de eu ver seus olhos vermelhos. Mas o que ele estava a fazer, até que eu senti as presas dele perfurar minha pele, mas não doeu, simplesmente aquela sensação de estar sendo enforcado sumiu. E eu consegui respirar novamente.
— você está correndo um grande perigo.
— o que?
Pergunto em meio a crise de tosse, essa que fez meu pai correr até onde eu estava, Giwook ficou invisível e meu pei veio até mim me ajudar.
— filho? Outra crise de asma?
— sim, eu acho que o vapor do chuveiro me causou um desconforto.
Era difícil para mim estar mentindo, mas, eu estava muito assustado com as palavras de Giwook, por que eu estaria em perigo, e o que era aquela sensação toda. Suspirei para tentar me acalmar enquanto meu pai me ajudava a terminar meu banho e depois me guiou até a cama, quando deitei a minha cabeça sobre o travesseiro eu fiquei olhando o teto, meu pai havia saído e novamente só estava eu e o vampiro.
— como assim em perigo?
— eu estou tentando entender. O motivo que tem alguém tentando te matar.
— ah, que legal. Eu acho que sou premiado. Não é possível. Um quer me comer de todas as maneiras, outro quer me matar. E eu estou na mãos de vampiros. Existe coisa melhor que isso?
— não faça drama!
— eu nem sei o que é drama.
Faço um bico em meus lábios, a minha vida já era uma tremenda desgraça para não dizer palavras obscenas, ainda me vinha tudo isso de vampiros e um cara que se por Deus ele tinha eu na mão dele. E ainda estou sendo perseguido por si sabe lá o que, que quer me matar. Eu estou na dura sorte. Soltei um suspiro longo, e fechei meus olhos.
— amanhã irei a casa dos menino, para eu poder ajudar vocês.
— está bem. Tenha um bom descanso. Qualquer coisa estou do seu lado.
— pra ser sincero. Eu só vou conseguir dormir por que estou cansado mesmo de toda essa adrenalina na minha vida se não eu não ia nem a pau dormir com dois pares de olhos vermelhos me olhando.
— você é bem dramático.
— se eu sou dramático o que sobra pros que sabem fazer drama de verdade.
— nada, você é bem mais inteligente para essa parte.
— me poupa Giwook. Não quero me iludir com sonho de poder ser de um drama.
— eu ainda digo que vai.
— está bem senhor eu vejo o futuro preso nos anos de 1800 e vai lá bolinhas.
— eu sou um vampiro.
— tá mais pra múmia.
— você é ousado.
— você ultrapassado. Meu filho, vê se alguma roupa grande minha te serve. Por que essa roupa tá me dando nos nervos.
— seu filho? Eu tenho idade para ser a linhagem longa de seus avós.
— é um modo de falar. Vampiro desatualizado.
— Aish, onde fica seu roupeiro.
— aí atrás de você. Não me diga que não sabe o que é roupeiro.
— claro que não. Eu sou rico, não sei essas coisa de pobre.
— me chamou de pobre em todas as línguas. Giwook vai cagar. Vai ver se eu estou lá na esquina.
— como você estaria lá se você está aqui?!
— não, eu desisto. Literalmente eu desisto.
— espera. Era outro modo de falar?
— boa noite Giwook.
— boa noite Seoho.
Me viro de costas rindo dessa situação toda, assim que eu me aconcheguei acabei me entregando ao sono.
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