65.

OLIVIA JONES
alguns meses depois...

— Cuidado. — Vinnie fala em volta de mim, como uma barreira protetora. — Vai devagar. — o mesmo me protegia como ninguém.

Eu havia acabado de descer do carro, voltamos da maternidade.

Estava com o Peter nos braços.

Caminhava lentamente junto ao bebê em meu colo, e Vinnie no maior cuidado possível.

Vinnie não desgrudou um minuto de mim e Peter, nem ao menos deixou que as enfermeiras o levassem.

Tive algumas complicações no parto, e assim que Peter nasceu, ele não chorou.

Imagine para um coração de uma mãe de primeira viagem, não ouvindo o choro de seu filho assim que ele nasceu.

Foi desesperador.

Mas depois de alguns segundos que quase entrei em pânico, ouvi o choro do mesmo, que me tranquilizou.

Ele nasceu saudável, e isso é oque importa.

Ele é minha maior felicidade, junto a Vinnie, que já mima ele demais.

Vinnie não deixou ninguém ver o Peter na maternidade além de nós dois, a mãe dele implorou para entrar e ver, mas Vinnie não deixou, disse que não seria bom alguém de fora o ver, podendo trazer algum tipo de doença.

Fiquei brava com ele, e a mãe dele triste, mas sei que só é a super proteção dele de pai surgindo.

— Vinnie pode por favor sair da minha frente. — falo parando no meio do caminho, porque Vinnie andava muito devagar a minha frente me impedindo de andar normalmente.

— Eu só não quero que você caia. — saio andamos na frente de Vinnie, que reclama em reprovação a minha atitude.

Mas assim que chego na porta de casa, espero o mesmo para que ele possa abrir, e assim ele faz, abre a porta e logo vejo as quatro pessoas em minha frente.

— Meu netinho. — Maria logo vem até mim, e as outras pessoas se aproximam.

— Que coisa mais fofa. — Cloe fala pondo o dedo na mão de Peter, que estava adormecido e super aconchegado em meus braços.

— Ele parece com a Olivia. — Nate fala e sorri para mim, e eu do um sorriso em resposta.

— Eu falei que ele parece comigo. — falo a Vinnie que revira os olhos.

Ainda estávamos parados entre a porta de casa, então decidi entrar, até porque já estava ficando cansada.

Caminho para dentro de casa, e logo me dão espaço para passar.

Sinto as mãos de Vinnie irem em minha cintura, me segurando, ele está muito cuidadoso, mas as vezes é até de mais, eu consigo andar normalmente, não preciso que me segurem.

— Não precisa me segurar o tempo todo. — digo me sentando no sofá, e aconchego Peter mais um pouco em meu colo.

— É só por segurança. — Vinnie diz e logo todos chegam a sala. — Quer uma água? — ele me questiona. — Não acha que devíamos cobrir mais ele? — o mesmo observa Peter em meu colo. — ou devemos tirar uma coberta de cima dele? — ele sempre faz muitas perguntas. — Quer que eu regule a temperatura da casa? — ele aponta para o termostato na parede.

Eu apenas nego com a cabeça para o mesmo, que logo se tranquiliza.

— Eu posso segurar meu neto? — Maria questiona se aproximando e com um sorriso enorme.

— Claro. — falo retribuindo o sorriso, mas quando a mesma iria se aproximar, Vinnie repreende.

— Não. — Vinnie nega super preocupado, e acaba assustando a todos da sala.

— Vincent. — o repreendo assustada, ele realmente me assustou.

— Ele é muito frágil. — o mesmo nega para a própria mãe, confesso que ri um pouco.

— Ela é sua mãe. — falo o olhando incrédula. — Ela já te segurou quando era menor. — o mesmo nega com a cabeça. — Pega uma água pra mim. — eu nem quero beber água, só foi um pretexto.

Assim que Vinnie sai, olho para minha sogra, e ela me olha de volta.

— Me de ele um pouco, antes que Vinnie possa voltar e negar. — a mesma se aproxima.

Assim que passo Peter aos braços de Maria, que se acomoda no sofá, Cloe, Devy e Nate se colocam e volta para observar Peter dormindo.

Já eu, me levanto do sofá, e vou em direção à cozinha, mas assim que paro na porta, Vinnie aparece a minha frente com um copo de água.

Ele me olha dos pés a cabeça.

— Você não fez isso. — ele me olha decepcionado.

— Fiz. — falo passando pelo mesmo e entrando na cozinha, me apoiando no balcão.

— Ele é frágil Olivia. — Vinnie fala em tom de reprovação. — Não pode sair entregando ele a todos que quiserem pegar. — o olho sem reação nenhuma, que escândalo da parte dele. — Vou pegar ele de volta. — assim que o mesmo da um passo para frente, eu o olho seria.

— Vinnie. — o chamo em tom calmo, e ele logo para, mas não me olha. — Vem aqui. — ordeno para que o mesmo voltasse.

— Mas é meu filho. — ele me olha com uma cara triste e fala em tom baixo.

— E é a sua mãe que está com ele. — tento o acalmar. — Ela sabe cuidar de um bebê, não se preocupe. — chamo o mesmo e abro os braços. — Apenas venha aqui, e me de um abraço. — eu preciso disso.

Eu realmente estava muito cansada, porque Peter passou a madrugada inteira mamando, e eu só preciso de um abraço dele agora.

O mesmo vem até mim, e me abraça, e eu posso jurar que ficaria em seus barcos por anos.

— Corte de tempo !

Todos já haviam ido em bora, porque Vinnie praticamente os expulsou.

Eu estava pondo Peter no berço que colocamos no nosso quarto.

E Vinnie estava logo atrás.

Assim que coloco Peter adormecido no berço, observo o mesmo dormir, e sinto Vinnie me abraçar por trás e ficar em uma posição confortável, onde nós dois conseguíssemos observá-lo dormir calmamente.

Eu amo vocês. — Vinnie sussurra em meu ouvido.

Em outro momento, eu estaria dizendo a mim mesma que isso seria impossível.

Tudo oque passei, foi inusitado.

Quando me mudei, estava focada em uma única coisa, meu trabalho, a Olívia do passado estaria achando isso ridículo.

Mas nesse exato momento, com uma família formada, digo que é exatamente oque eu precisava.

Meus pais estariam orgulhosos, quando eles ainda eram vivos, não importava as dificuldades, eles se amavam, e me amavam.

E é exatamente isso que tenho agora, o amor de uma pessoa que nunca imaginei, e que acabou gerando um amor surreal.

mas, é momento de dizer...

Seja bem vindo ao lar, Peter Jones Cole Hacker.

Tudo isso começou com um lixo no lugar
errado, e agora estamos aqui...

É o fim dessa história, e o começo de outra...

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