53.
OLIVIA JONES
Los Angeles
Havíamos acabado de chegar no hospital, e Aaron pegava Devy no colo para podermos entrar.
— Anda logo. — falo assim que vejo Aaron sair com Devy no colo de dentro do carro.
Vejo Devy sem reação, provavelmente ela desmaiou, assim eu espero.
Antes de sair do carro eu havia checado seus batimentos e respiração, estavam fracos mas mesmo assim ainda havia.
Enquanto Aaron carregava Devy para dentro, eu entrava na frente para falar na recepção.
— Em que posso ajustar? — a recepcionista do hospital fala assim que me vê chegar perto rapidamente do balção.
— Minha amiga levou um tiro na perna. — falo alto-explicativa, e logo vejo a mesma me olhar e sair do outro lado do balcão.
— Onde ela está? — a enfermeira fala se aproximado de mim depois de dar a volta no balcão.
— Aqui. — Aaron fala carregando Devy no colo e Vinnie e Cloe vem logo atrás.
— Preciso de uma maca no setor principalmente. — a enfermeira fala assim que vê um outro enfermeiro passar. — E chame o Dr. Markes. — vejo a mesma se aproximar de Devy, que estava nos braços de Aaron.
Ela coloca sua mão no pulso, pescoço e a respiração de Devy, que parecia inconsciente.
— Ela está inconsciente. — eu sabia. — Mas está com pulso. — a enfermeira fala e logo vejo outro enfermeiro com uma maca. — Coloque ela na maca. — a mesma fala e logo vejo Aaron deitar Devy na maca.
— Nenhum de vocês saiam daqui. — a enfermeira fala apontando para todos nós, nos olhando torto. — Dr. Markes ela levou um tiro na perna.
— Setor sete, agora. — o tal Dr. Markes fala apontando enquanto levavam Devy.
Nós só observamos a situação, até porque agora está na mão dos médicos.
Olho para os outros e vejo Vinnie me olhar fixo, como se pedisse para que eu fosse até ele.
Aaron se senta em um trio de cadeiras que havia ali, e vejo Cloe se aproximar de Vinnie e o abraçar, Vinnie se mantêm parado me olhando.
Eu apenas me retiro dali com os barcos cruzados, não em formação de raiva, eu só estava triste por Devy ter tomado um tiro, e que oque eu mais queria era um abraço de Vinnie naquele momento.
Eu queria me sentir segura, com ele.
Mas parece que não é mais assim que vai continuar.
Vou até um corredor onde havia um bebedouro, pego um copo descartável e pego um pouco de água.
Bebo um pouco e tento me acalmar, acabei percebendo que havia um pouco de sangue em minha mão e um pouco em minha roupa.
E por um momento imaginei o pior.
— Eu estava te procurando. — escuto uma voz firme surgir atrás de mim, do um suspiro frustrada.
Me viro para encarar Vinnie, que me olhava com os olhos perdidos e as mãos no bolso.
Aquela cena parecia fofa, se eu não estiver pensando na possibilidade de perder ele.
— Você está bem? — assim que o mesmo fala da um pequeno passo para frente.
— Vinnie. — tento falar algo mas minha voz falha, sinto meus olhos marejarem, e acabo me desabando em choro.
Vinnie se aproxima de mim imediatamente, me abraçando e eu o abraço de volta.
Aquilo era oque eu precisava, era ele que eu precisava
Ficamos ali por um longo tempo.
✗ — Corte de tempo !
Estávamos sentados, esperando alguma notícia de Devy.
Vinnie segurava minha mão como se eu fosse fugir ou sumir novamente, Aaron estava em um canto olhando o teto.
Já Cloe estava ao lado de Vinnie, mas ela não parava quieta, aquilo me agoniava.
— Parentes da paciente, Devy Brendon? — o Dr, Markes aparece com uma prancheta em mãos.
Ele sabia o nome dela porque depois de um tempo a enfermeira veio fazer perguntas, para preencher um formulário médico sobre Devy.
— Aqui. — falo me levantando indo até o médico.
— Temos um problema. — o médico fala já me assustando, e o olho incrédulo.
— Qual o problema? — questiono preocupada.
— Bom, removemos a cápsula da bala. — do um suspiro aliviada. — Ela está com pulos mas não acorda. — sinto Vinnie segurar minha mão. — O problema é que ela perdeu uma quantia excessiva de Sangue. — me preocupo com a fala do médico. — Nós não sabemos o tipo sanguíneo dela. — logo olho para Aaron, que provavelmente deve saber qual o tipo sanguíneo dela. — E precisamos de um doador urgente, se não tivermos o tipo dela.
Olho para Aaron que logo abre a boca para falar.
— O tipo sanguíneo dela é A+. — Aaron engole seco. — Eu não tenho o mesmo tipo sanguíneo que ela. — ele abaixa a cabeça.
— O meu não é A+. — Vinnie fala e aperta minha mão de leve, já eu tentava pensar.
— O meu também não. — Cloe fala dando de ombros.
— Eu posso doar. — depois de um tempo pensando, tentando lembrar meu tipo sanguíneo. — Meu sangue é A+. — olho para o Dr. Markes firme.
— Então me acompanhe. — o doutor fala me chamado em direção a outro setor.
— Eu posso ir junto? — Vinnie não solta minha mão, e questiona o médico quando eu tento me afastar.
O médico simplesmente concorda.
— Eu também posso? — Aaron pede e o médico se vira para o encarrar.
— Só uma pessoa por acompanhante. — o médico nega e Vinnie logo me acompanha enquanto eu sigo o médico.
Eu estava tensa, não por ter que doar sangue, e sim por ter Devy em minhas mãos.
A vida dela dependia do meu sangue.
— Vai ficar tudo bem. — Vinnie fala aperta minha mão e me olhando fixo. — Ela vai ficar viva. — ele se vira para me olhar e segura meus ombros. — Você vai doar seu sangue a ela, e ela vai receber. — o mesmo para e me olha por alguns segundos calado. — Depois ela vai conhecer nossos filhos assim como você disse a ela. — assim que ele fala eu paro.
Ele falou nossos filhos?
Ele pensa em um futuro comigo?
— Você disse... nossos? — o olho incrédula, e ele me olha suspirando forte.
— Sim. — ele fala baixo e retira suas mãos de meus ombros.
— Você pensa em um futuro comigo? — questiono na esperança de que ele afirme.
— Tudo oque eu penso em fazer é com você Olívia. — ele fala e eu o olho fixo. — O futuro que eu quero é com você. — ele fala em um tom suave. — Desde que eu conheci você minha vida mudou completamente. — ele parece falar cada palavra do fundo da alma. — Eu dependo de você, porque eu te amo. — minha respiração desregula assim que ele fala isso.
Ele me ama.
Ele fala mais algumas coisas, mas eu não consigo escutar, parecia que tudo estava sem som.
Eu o olhava incrédula.
Mas decidi tomar uma atitude quando ele segura minha mão.
Vou até Vinnie junta nossos lábios e entrelaço meus braços em seu pescoço, e o mesmo envolve seus braços em minha cintura em posição de abraço.
Ele corresponde o beijo.
Mas logo o médico faz uma falsa tosse nos fazendo separar o beijo devagar.
— Isso foi lindo e emocionante. — o Dr. Markes fala fingindo que secar lágrimas falsas em seu rosto. — Mas agora você precisa doar seu sangue. — ele aponta para mim e logo me chama para a sala.
Vinnie me acompanha.
Parece que meu futuro é ao lado dele, e se depender de mim será ao lado dele até o fim da vida.
Porque eu o amo.
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