23. darkhold
𝗔𝗧𝗢 𝗧𝗥𝗘𝗦
a verdade está vindo átona.
ELES ESTAVAM de volta a velha e pacata cidade de Forks. A primeira coisa que Alice e Angel fizeram ao ver sua família completa os esperando ao aeroporto, foi correr para Jasper, ele as recebeu prontamente e pareceu fazer um mínimo check-in, para ter certeza de que elas não haviam sofrido nenhum dano.
Os dias que se seguiram foram agitados, eles eram novamente a atração por toda a cidade com seu retorno após um ano. Angel estava em um trabalho tenebroso de conseguir perdoar Rosalie e o resto dos membros de sua família, era uma missão difícil.
A bruxa estava sempre evitando tudo, a formatura de todos estava perto, eles já haviam retomado a escola. Angel, era claro, estava de novo odiando aquela experiência e os olhares novamente repugnantes sobre ela. Isso nunca teria fim ?
Ela passava boa parte de seu tempo trancafiada em seu quarto, lendo o livro dos condenados, e de fato Klaus tinha razão, ele era a resposta das perguntas que ela ainda não havia feito. Angel agora começava a ser corrompida por um tipo de magia que ela nunca havia visto, ela já experimentou coisas assombrosas, como falar com seus antepassados através de seu sangue, mas nada era comparado com aquilo.
Vampiros
Lobos
Bruxas
O livro rolava as paginas enquanto em uma velocidade absurda, ela absorvia cada palavra que estava escrita. E então, ela parou, por dois motivo. Na verdade, eram três, mas esse era um detalhe que ela ainda não sabia.
O primeiro, foi o barulho oco que uma mão dura fez ao se chocar com a madeira refinada da porta do quarto, com toda certeza sua ausência já havia sido sentida. Um fato, Alice não sabia que ela estava usando o livro, ela fez questão de arranjar uma forma de burlar suas visões e pelo visto estava dando certo.
Alice o escondeu, mas era claro que ele chamaria a garota até ele, então em um passe de magicas ela o achou enterrado em um buraco muito, muito, muito fundo no meio da floresta.
A segunda coisa, foi o fato de que havia o nome "feiticeira escarlate" no topo de uma das paginas, que por ironia, era ela. Havia uma pagina inteira dedicada unicamente a ela. Então, ela a leu brevemente, não havia muito tempo.
Capaz de criação espontânea
Imortal
Capaz de aniquilar a humanidade.
Ela arregalou os olhos, então outra batida mais forte soou. Definitivamente ela não tinha tempo para digerir aquilo, então apenas moveu as mãos e de repente o livro não estava mais ali e ela não estava mais flutuando. Ela destrancou a porta, que foi prontamente invadida por uma Alice e um Jasper desconfiados.
– O que fazia trancada aqui ? – Alice perguntou, enquanto rolava os olhos delicadamente por cada detalhe do quarto, a procura daquele livro. Ela estava suspeitando, e Angel já havia notado isso.
– Estava... – Ela pensou. – Apenas treinando telepatia, o meu objetivo é ser melhor que Edward. – houve um "nem se nascer de novo." que soou do vampiro no andar de baixo.
Todos riram, incluindo ela. Mas os vampiros ainda permaneciam estáticos, a observando como se soubessem todas as mentiras que aqueles olhos azuis podiam esconder.
– Humm... – murmurou Alice, os bracinhos unidos para frente. Ela era a figura mais linda e perfeita que Angel já havia visto, apesar da bruxa estar distante, ela ainda continua sendo a Angel deles. E se havia algo que eles podiam ter certeza, era que ela agora sabia do poder que tinha, e usaria isso para os proteger até o fim.
– Não trocou de roupa, querida ? – foi Jasper dessa vez.
– O que ? Para que ? – Angel pareceu tentar lembrar rápido ao ver uma Alice momentaneamente irritada com seu esquecimento. Alice continuava lhe encarando profundamente, e Angel estava ficando tensa, pensando que talvez dormir no sofá não fosse tão ruim.
Ela olhou para Jasper, e com os lábios mudos, ele disse "A vizinha.". Não houve emissão de nenhum som, e a menina conseguiu ler perfeitamente o que ele estava dizendo. Ela suspirou aliviada, salva pelo gongo – ou por um vampiro bonitão
– Ah, mas claro ! – Ela exclamou. – A nossa mais nova vizinha.
– Já achei que havia esquecido. – Alice debochou e Angel apontou seu próprio dedo pra si.
– Eu? Nunca ! – Houve uma risadinha de Edward no andar de baixo. – Só queria sua ajuda para escolher a roupa, você sabe...
– Hum... Está bem. – Alice estava sorridente de novo.
Ela foi em um instante no Closet e voltou com um vestidinho vermelho, ele tinha um tecido molinho e de complemento uma blusa de manga para ela colocar junto por baixo, afinal em Forks fazia muito frio a todo tempo.
Angel suspirou e então começou retirar suas roupas, havia uma lentidão naquele ato, como se ela esperasse que algo a salvasse e a deixasse ficar no seu quarto. Eles estavam em um canto extremamente escondido de toda a população, mas alguma mulher extremamente solitaria e sem noção havia se mudado para uma casa quase ali ao lado no tempo em que estiveram fora e agora, Esme, havia feito uma pequena recepção para ela.
Isso tudo era um teatro para que nosso disfarce continuasse perfeito, mas Angel foi distraída ao perceber que Alice parecia estar querendo mencionar algo, mas sempre que pensava em dizer, desfazia da ideia. Os olhos estavam no futuro, provavelmente vendo que todas as possibilidades do que ela pretendia dizer terminariam de uma forma ruim.
– Faltou a escola hoje, certo ? – Alice começou.
Angel a olhou no mesmo instante, e viu o momento que Jasper veio para trás de si, passando os braços em volta dela, e escondendo o rosto entre os fios sedosos de seu cabelo ruivo. – ele beijou o lugar e enviou uma sensação de calmaria.
– O que você fez, Alice ?
– Eu... – ela piscou os olhinhos inocentemente. – Eu convidei muitos alunos para uma festa de formatura em nossa casa após a cerimônia.
Angel parou, e de repente ela estava pulando em cima da cama indo em direção a Alice, a vidente se encolheu e piscou os olhinhos inocentes de novo.
— Você... Alice. – ela estava rude agora.
– Não seja tão mal humorada, amor. – Alice repreendeu.
– Eles faziam da minha vida um inferno, não tinha necessidade alguma. — ela afirmou, e deixou claro o quão triste pra ela era aquela situação.
Alice a abraçou, e prometeu que recompensaria, mas era a hora de criar as aparências, eles haviam retornado e poderia haver mais suspeitas que nunca, precisavam encobrir as suspeitas para que pudesse continuar mais tempo no local.
O momento acabou quando Angel escutou Esme no andar de baixo, avisando que a mais nova moradora estava próxima, para que descessem logo. A bruxa pulou nas costas de Jasper que a olhou com uma certa ironia.
– Ora, a grande Bruxa não consegue ir até o andar de baixo sozinha ? – debochou e ela então puxou sua orelha, murmurando um "é pra isso que eu tenho você, pra me servir." e em um instante estavam todos na sala, reunidos a espera da mais nova mulher.
Houve um minuto de murmurinhos entre a família. Isabella também estava lá, os olhos pregados em Angel, como se precisasse urgentemente dizer algo a ela.
– Por quê estranhamente Esme decidiu uma amizade com essa mulher ? – Angel perguntou, e então Bella abriu a boca exatamente na hora, como se tivesse algo muito importante para dizer.
O momento foi interrompido, ao momento em que a campainha havia tocado levemente. Esme se locomoveu para a porta rapidamente e a recebeu prontamente, a direcionando para aonde todos a aguardavam. Lá estava ela, o rosto era pálido – Mas jamais poderia ser comparado com os dos vampiros em seu entorno. Os lábios rosados, presos no contraste entre os cabelos encaracolados escuros. Ela parecia ter a idade de Esme, mas tinha um espirito parcialmente jovem.
– Estes são meus filhos. – Esme disse. – E está é...
– Não, querida. — a mulher a interrompeu. – Eu mesma me apresento.
– Ah, claro. – Esme sorriu muito simpática.
A mulher se virou e olhou dentro dos olhos de Angel, e então aquela sensação de que havia algo errado estava ali novamente.
– Sou Agatha Harkness. – sorriu e então desviou os olhos de Angel para o resto.
Todos foram devidamente apresentados, aquela doce mulher havia encantado todos, talvez até no sentido literal da coisa. Mas para Angel havia algo de errado, e então ela não pode conter e deixou escapar ;
– Isso está errado.
Todos se viraram pra ela confusos, e Rosalie parecia repressiva, até porque ela poderia dizer algo que levantaria suspeitas logo a seguir. Mas o que mais surpreendeu foi a resposta que recebeu a seguir.
– Você quer que eu faça de novo ? Podemos recomeçar. – disse a vizinha, a olhando de maneira tranquila.
Todos ficaram momentaneamente assustados, e Angel piscou três vezes, não sabia o que deveria pronunciar naquele momento. E então, algo parecia ter reiniciado, porque Angel desejou aquilo. Ela olhou entorno, mas todos os olhos dourados ainda estavam presos nela, mas parecia que só havia reiniciado para ela e para a nova mulher, mas o que estava reiniciando? Ela sentia, mas não se lembrava.
Então, Rosalie percebeu que sua filha parecia implorar por ajuda e disse ;
– Ham... Vamos para a mesa de jantar ! Preparamos comidas deliciosas, espero que goste. – sorriu simpática, era claramente uma tortura para ela fazer aquilo, mas era por um motivo maior.
Angel ainda estava la paralisada, apática com aquela informação, mas sentiu em seu bolso o aparelho prata vibrar. Ela o pegou rapidamente e então, lá estava ela, "Rebekah Mikaelson."
" Me encontre no Pais das Maravilhas está noite."
O que estava acontecendo?
Notas da Autora
| Feliz Natal adiantado ! ❤️
| Não revisado.
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