19. hello

outra espécie.

JÁ HAVIA MAIS DE MESES que estavam em Nova Orleans, mais de um mês desde aquele dia que os viu. Angel ainda estava esperando que seus irmãos aparecessem, mas não havia mais nenhum sinal. Ela foi a cafeteria, repetiu o trajeto da estrada, tentou os procurar no Pais das Maravilhas, mas não estavam em lugar algum. Agora ela se sentia evitada, como se estivessem fugindo dela a todo tempo.

Angel estava andando com Jasper e Alice pelo pequeno parque que havia em uma praça ali por perto. O sol já havia se posto, a luz já estava reluzente ao céu, junto do acoplado de estrelas que vivia em seu entorno. Ultimamente em Nova Orleans, o sol estava sempre por lá todas as manhas, fugindo dos costumes que eles tinham quando estavam em Forks.

Os vampiros que antes tinham total liberdade para andar pelas ruas durante o dia, agora estavam se contentando em sair apenas a noite e ao fim da tarde para a caça. Eles sabiam que andar sobre aquela cidade movimentada durante o nascer da lua era arriscado, mas era um risco que valia a pena para o vampiros ao ver o sorriso de Angel tomando sorvete. Ela observava as crianças no parquinho, rindo e brincando, mentes tão inocentes que não fazem ideia das criaturas horripilantes que vagam sobre esse mundo.

Angel já podia admitir que estava com saudade de sua família, todos já estavam reunidos no Alasca, exceto Edward é claro. Ele apenas ligava para tranquilizar a todos, mas nunca dizia aonde estava, tinha medo de que algum deles vacilasse e contasse a Bella seu esconderijo secreto. Foi o apelido que Angel havia dado. Ela queria estar com eles, mas precisava mais ainda de respostas e não sairia dali até consegui-las.

– Ela me mandou mais uma mensagem. – Alice suspirou. Seus companheiros sabiam perfeitamente que ela estava falando sobre Bella. – Ela ainda tem esperança que voltemos.

– É algo que admiro na humanidade, a ilusão. – Angel sussurrou.– Nunca param de imaginar, de se iludir e acreditar.

Jasper fez menção a abrir a boca para falar, mas algo o distraiu. Os olhos dele se viraram para algo que estava um pouco além dás árvores, pois logo ali atras do parquinho, havia uma floresta. Era como se houvesse alguém escondido nelas, o que fez os instintos de Jasper se alertarem, enquanto os olhos de Alice desfocavam sendo enviados para o futuro.

Angel olhou em volta, mas não havia absolutamente nada. Então Alice retornou, as sobrancelhas unidas davam para ver perfeitamente que algo estava totalmente fora do seu controle naquele momento.

– Não consigo ver nada. – sua voz parecia irritada. – O futuro me leva diretamente para Isabella Swan e suas formas estranhas de tentar morrer. – agora havia um tom assustado naquilo.

Jasper rosnou, ao mesmo tempo que um homem completamente desconhecido aproximou-se, ele era humano e isto estava mais que claro. Angel havia o notado mais cedo, estava com uma pequena garotinha de cabelos claros e olhos amendoados, ela acreditava ter a ouvido o chamar de papai. Ele deu mais dois passos em direção a Angel, enquanto Jasper e Alice trocaram olhares em alerta.

O homem sorriu e então esticou os dedos enrugados em direção a bruxa e riu, mas seu riso era de um tanto escandaloso, o que atraiu alguns olhares curiosos e assustados. As pessoas levantaram-se apenas para pegar seus filhos e se afastar, tudo estava ficando melancólico demais.

Mas havia algumas crianças ali ainda, uma delas era a filha daquele pobre homem que claramente estava enfeitiçado ou hipnotizado. Os dedos do homem mudaram seu percurso, agora apontava para sua própria filha. Angel se virou junto dos outros dois vampiros, apenas para ver uma figurinha assombrosa aparecer atrás da garota e por a mão em seus ombros.

A pequena menina se virou assustada com o repentino contato e gritou ao contemplar a face do homem.

– Não. – Angel ia se mover, mas então derrepente havia entorno de onze deles a olhando. Ela se perguntou por um segundo de onde haviam saído que ela não os viu. – Merda !

Ela ficou em um beco sem saída, não podia deixar Jasper e Alice. E mesmo que quisesse salvar a criança, não havia tempo, um segundo os encarando a custou presenciar uma morte. O vampiro ergueu a pequena menininha pelo pescoço e riu, aproximando-se e cravando as presas em seu pescoço. Angel arregalou os olhos, ao mesmo que ambos os vampiros precisaram a segurar para conter ela no lugar, era claro que ela amava o caos, mas isso fugia de tudo que movia ela. Seu olhar era de agonia, ela concerteza anotaria isso a lista de traumas.

– Saiam daqui. – ela olhou para os vampiros. Eles a olharam com um profundo olhar de "você tá ouvindo o que você tá pedindo?"

Angel tinha a certeza que o sorvete estava saindo mais caro do que ela imaginava. A bruxa olhou em volta apenas para ver se não havia mais ninguém ali, mas aparentemente todas as pessoas haviam sumido, como se tudo tivesse sido perfeitamente planejado.

– Ora ! – um homem desconhecido esbravejou, enquanto o outro soltava a criança já sem vida no chão. – Os boatos são reais, ela estava viva afinal. – riu com ironia.

– Eu não faço ideia de quem você acha que sou. – ela mentiu, estava tentando ganhar tempo.

– Não tente mentir querida, sinto o cheiro podre do seu sangue, você e seus irmãos fedem a morte. – ela suspirou. Eles andaram, mas então de repente dois deles estavam voando na direção dela.

Jasper a retirou da reta, lidando com um deles. Alice focou no outro, então Angel começava sentir aquela estranha sensação de dor em seu crânio, como se houvesse alguém querendo sair. Ela viu o momento que o vampiro desconhecido apertou as mãos em volta da garganta de Alice, houve pequenas rachaduras que partiam de sua garganta até a metade da sua bochecha.

– É, lá vamos de novo. – ela sorriu, e meu deus, a feiticeira escarlate gargalhou para ela em resposta. Foi em um movimento rápido, o homem estava fora do alcance de Alice, flutuando no céu enquanto Angel balançava os dedos para o resto de seus amigos, fazendo até mesmo o que estava travando uma guerra contra Jasper parar para assistir. – Observem. – pediu.

Ela sorriu, e então balançou os dedos para a direita, esticando aos poucos o braço do vampiro, até que fosse perceptível até a ouvidos humanos escutar a pele se rasgando, enquanto os ossos se quebravam e eram esmagados. Ela só parou quando teve certeza que não havia mais nada para ser removido, então jogou ele no chão, com um grande descaso.

– Idêntica a ele. – falou o vampiro que se comunicava com ele desde o inicio.

Eles pararam, mas então todos os vampiros viraram sua cabeça para outro lado, quatro figuras haviam aparecido. Ela o reconheceu entre eles quase de imediato, o homem de cabelos claros e olhos castanhos da cafeteria naquela tarde. Ao seu lado, uma mulher de cabelos extremamente loiros e um rosto pálido e rosado, como o de Angel. E outros dois homens, um de aparência elegante e outro um pouco desleixado comparado ao que estava ao seu lado, mas tão bonito quanto. Eles eram um pouco assustadores, mas ficaram mais ainda conforme as veias e as presas apareciam em seu rosto.

– Klaus Mikaelson. – sussurrou, o semblante estranhamente estimulado por sua presença.

– Este sou eu. – riu. – E você, quem seria ? Afinal, para chegar em minha cidade e fazer essa baderna, você tem que ser muito importante.

– De fato, mas isso será divertido, Nik. – sorriu assombrosamente a mulher loira.

– São eles. – Jasper tirou a duvida no semblante de Angel. Todos os rostos se viraram para ela e então o homem elegante sorriu e disse ;

– Olá, irmã.

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