04. Dance
DANÇA
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Angel deixou três de seus pincéis suspensos na mesa. Suas aulas não haviam sido muito legais como se era esperado, ou então, era sua descomunal ansiedade para chegada de Edward que desviava sua concentração de quais quer coisas ao seu redor, incluindo as explicações sobre raiz quadrada.
O intervalo não foi emocionante, como se já era esperado por ela. Nada mudou, os olhares de pena e nojo continuavam intactos e direcionados a ela. Certo, ela admitia que no primeiro dia de aula estava tão nervosa que, em vez de frio, estava era com um polo norte inteiro na barriga. Mas ali, olhando para todos aqueles humanos, com dias contados e uma vida inútil, ela se deu conta que havia sido uma besteira. Não havia o mínimo sentido de um ser tão poderoso quanto ela, sentir medo de pessoas que não conseguiriam, jamais, lhe encostar um dedo.
Até pouco dias antes, ela ainda não tinha muita certeza se queria continuar indo para escola. Depois de todo o evento com a garota Swan, e o inferno que havia se tornado o seu primeiro dia de aula, Jasper e Alice tinham invertido suas opiniões. Agora era Alice quem dizia que ela não deveria ir, enquanto Jasper defendia que sim. Ele havia falado para Angel que estava muito orgulhoso do modo como ela havia lidado com as brincadeiras de mal gosto, e que ela já não precisava mais se sentir indefesa e excluída da roda de amigos na hora do intervalo, que ela havia se transformado em uma mulher muito forte.
Angel lhe ouviu dizer para Alice que ela esteve certa desde o início. Mas foi quase claro que Alice já não tinha mais tanta certeza sobre isso. Mas dessa vez, apesar de suas opiniões diferentes, não houve discussões entre eles. Havia sido algo realmente infantil da parte de ambos os vampiros. Afinal, em um relacionamento, opiniões diferentes irão ocorrer o tempo inteiro, eles apenas terão de aprender a lidar com isso.
Angel só despertou de seu transe, quando sentiu Rosalie lhe forçar a tomar seu suco de morango sem açúcar. Ela poderia afirmar de supetão, aquilo não estava nada delicioso. Quando as mãos pálidas da loira levantaram para lhe oferecer mais um gole daquele tenebroso suco. O sinal tocou. E ela — por uma coincidência. — foi salva pelo gongo, ou, apenas ela tivesse adiantado o relógio para que tocasse antes do que seu horário costumeiro.
Na oitava aula, de artes, ela trabalhou em grupo para fazer a decoração do baile de formatura. O objetivo é criar um cenário de "floresta encantada" para área de bebidas e a cabine de fotos. A família de uma aluna tinha um pomar de maçãs e forneceu quase duas dúzias de "árvores" de uma metro e meio de altura formadas por galhos parecidos com chifres. Nas últimas duas horas, Angel começou a pinta-las com tintas brancas, aplicando purpurina, então as transferindo para vasos de cerâmica cheios de pedras preciosas de vidro transparente para mantê-las eretas.
E, por fim, o soar do sinal lhe despertou a fazendo dar um pulo. Essa era a hora que ela havia mais ansiado durante o dia. O momento que voltaria para casa e veria Edward novamente.
Um grito brotou em sua garganta. A adrenalina explodiu dentro dela, enquanto ela se afastava dos dedos gelados de Alice em seu pulso. Edward voou para o seu lado. Eles trocaram olhares e depois se examinaram. Angel desmoronou nos braços de Edward. O vampiro tencionou levemente seus braços entorno dela, naquele instante, até o sangue que jamais havia lhe incomodado agora fazia com que sua garganta ardesse como uma brasa.
Isso não durou por muito tempo. O cheiro de Angel invadiu suas narinas — Seu perfume frutado e delicado. — feito peras. Suas peles cintilavam como o resplendor do luar sobre um lago gelado. Ele a levantou em seus braços e a girou pelo jardim de Esme.
Ninguém interrompeu aquele momento. Eles sabiam o quanto os dois eram especiais um para o outro. A relação deles se assemelhava com a de um pai e uma filha. Um cuidado e um carinho enorme. E claro, Jasper e Alice não se incomodavam com isso. Seria idiotisse, contando que Edward foi o primeiro a concordar para que Angel ficasse com eles. Ele corgitou em adota-la, mas preferiu deixar com que Rosalie realizasse seu sonho. Ele teria muito tempo para adotar um filho e criar uma família. Ele sabia disso.
Alice saltitou, abraçando seu irmão de lado. Edward foi tomado de braços em volta de si. Eles cairam todos no chão, afofado pela grama verde do longo jardim. Todos riram, enquanto Angel bagunçava os cabelos de seu irmão.
— Eu amo vocês. — Ela sussurrou, deitando sua cabeça na barriga de sua mãe. — Obrigada por me proporcionaram um lar e muito amor. — ninguém lhe disse nada. Mas apenas os olhares já foram o suficiente em resposta.
Na porta, Esme e Carlisle observavam tudo em silêncio. Essa era a melhor versão de todas as imaginações que eles já tiveram para uma família juntos, sem quais quer sombra de dúvidas.
Angel subiu nas costas de Alice, a fazendo rolar os olhos em repreensão. A vampira não fez nenhum esforço para mover -se. Era como se a garota nem estivesse ali. O sol encontrava-se baixo no horizonte, lançando faixas alaranjadas sobre o céu limpo. Árvores cobriam a colina, lançando sombra em grandes manchas azuis sobre o gramado. A alguns metros da mansão Cullen, havia um chalé de tijolos. Embora fosse abandonado, o jardim era vibrante e cheio de flores, o que colaborava para a vista.
Gardênias, esporas e jacintos enchem o ar com seu doce perfume. Abelhas e borboletas pairam sobre as pétalas e folhas. Seus sussurros em uníssono alcançam uma sinfonia arquejada.
Jasper chegou por trás de ambas, sem fazer muito barulho. Ele as abraçou, aninhando-as em seu peito, como se pudesse protege-las de qualquer coisa a sua volta. Era ali, que Angel se sentia segura, perto deles. Eles a faziam sentir como se até o impossível, fosse possível. Por que se precisasse, ela mataria o diabo por eles.
— Eu amo vocês. — Ela tornou o rosto para que ficasse frente a frente com eles. — Isso parece me consumir mais a cada instante. — admitiu. — De uma forma boa, claro.
— Também a amamos. — Alice aproximou se, acompanhada de Jasper. — muito, muito, muito. — Eles lhe encheram as bochechas de beijos, fazendo seu rosto queimar e uma gargalhada espontânea sair por sua boca. Ali, naquele instante, ela agradeceu silenciosamente por terem lhe deixado naquela noite chuvosa de 1986, ou jamais, ela teria conhecido o maior amor que seu coração já pode sentir. Por esse instante, claro.
| Bom, eu demorei bastante para atualizar. Estava com um leve bloqueio criativo para fazer o capítulo. Então talvez não esteja tão bom como eu queria que estivesse. Espero que gostem :)
| Bye Sushines...
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