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pov. Seungmin

(ps: não é um pov...)

Meu coração doía dentro do meu tórax como se tivesse sido brutalmente golpeado por uma adaga afiada e precisa.

Por que eu sou assim, um fantasma? Será que ninguém consegue me ouvir, não conseguem ver o quanto estou destruído? Meus olhos não conseguiam mais segurar a dor de ver ela sorrindo com outro o que poderia estar rindo comigo, e assim me destruía mais e mais.

O sorriso dela, o cabelo ondulado e levemente bagunçado dela me matava a cada dia mais, seu óculos de armação quadrada e seus olhos redondos cheios de curiosidade sobre o mundo e sobre a filosofia trazia sua leveza, me levava a quer conhece-la mais de perto, mas eu era apenas um fantasma, uma sombra indesejável que observava tudo de longe.

Era o sorriso mais lindo e sincero que eu pude ver em meus dezessete anos, nem mesmo aquele aparelho em seus dentes estragavam a suavidade desse gesto.

Até quando eu ficarei apenas admirando-a pelos cantos, desenhando seu rosto em todas as páginas do caderno de português, escrevendo cartas que nunca serão entregues, tentando adivinhar seus sonhos de infância enquanto perco os meus a cada dia?

Ninguém a minha volta consegue sentir minha dor, talvez pensem que estou apenas procurando algo pelo vento enquanto estou apenas tentando arranjar uma forma de me aproximar de uma garota que não teria olhos para mim.

"O que você gosta de fazer sexta à noite? Gosta de jogar, sair com os amigos? Seria legal se você viesse na minha casa me ouvir tocar baixo, poderia dedicar a você minhas músicas favoritas. Eu te dedicaria todos esses indies clichês que guardo nas playlists, criaria frases melancólicas para te acalentar nas noites frias de agosto e nos dias chuvosos do verão.

Mas não acho que eu seja tão divertido e interessante quanto aquele garoto que sempre comenta nas suas fotos, vocês parecem ser tão próximos... tão íntimos. Eu queria ser ele, eu desejo, eu imploraria para ser ele.

Os desenhos dele são mais legais, as roupas dele são mais atrativas, até as seis fotos iguais que ele postou no natal você elogiou, uma a uma. Como alguém poderia ser tão sortudo?

Minha insegurança me afastava cada dia mais de mim mesmo, como eu poderia me aproximar de você?

Mas você é tão linda com esse jeitinho que não consigo te tirar da minha maldita mente, e você não precisou fazer muito esforço para ficar tão pressa aqui, só de termos nascido no mesmo dia, no mesmo mês e no mesmo ano me fez acreditar em destino, mas acho que isso não existe, não para nós.

Posso dizer que sou apaixonado por você desde a primeira vez que te vi pelos corredores da escola, sendo mais exato, desde 23 de agosto, o dia que as aulas voltaram. Você estava tão animada falando com seus amigos, e eu fiquei animado de ver alguém tão contente logo pela manhã. Eu odeio admitir isso, mas sim, estou apaixonado.

Hora estou nas nuvens, horas no fundo do poço, não quero perder as esperanças, mesmo não tendo mais forças de olhar em seus olhos. Eu desejo, eu imploro por você, mas o que me resta é esta carta escrita sobre lagrimas cansadas e doloridas de um apaixonado nada confiante."

Uma carta que ela nunca lerá e nunca saberá que existiu, lágrimas que foram derrubadas em vão por um iludido coração, carente e entristecido.

(...)

Um leve desabafo.








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