• Capítulo 10 •

𝑩𝒐𝒂𝒕𝒆 𝑷𝒆𝒏

Depois de ter deixado sua filha na creche havia seguido até a empresa, estacionou o carro sobre o estacionamento e viu ali o homem que era o motorista da família, ela engoliu em seco, por que ela lembrava bem das palavras inúteis que aquele homem sem noção havia dito a si.

— bom dia Leide Saory.

Ela estranho pelo fato que estavam a chamar daquela forma, Maria fora a primeira e agora era ele, mas preferiu ficar quieta e apenas acenar com a cabeça, não estava muito afim de arrumar problemas que não fosse da reunião junto a Kallebe. Assim que chegou em frente a recepção do andar onde trabalhava viu Vicenth ali sorrindo.

— bom dia! A reunião vai começar a uma hora, está preparada?

— estou um pouco nervosa. Essa reunião é para expandir a empresa e estou nervosa de apresentar algo que os colaboradores não gostem. Sabe que eu não gosto de decepcionar o jovem Kallebe.

— eu sei sim. Estou vendo que a intimidade entre vocês está crescendo mais. Já que ele não lhe chama mais de senhorita Catter e você o chamar de senhor Baker.

— Vicenth não pense uma bobagem dessas! Não passamos de amigos.

— uhum , senhorita eu conheço bem meu patrão. E sei muito bem onde vai chegar isso.

Saory não sabia o que dizer naquele momento, apenas sentiu seu rosto ganhar uma cor, e decidiu sair de sua frente antes que ele pudesse ler sua mente e saber que realmente estava apaixonada pelo jovem Kallebe. Assim que ela seguiu a sua sala se preparou para a reunião, esse que não faltava muito tempo. Quando estava prestes a iniciar, ela se aproxima da sala de reuniões vendo o jovem Kallebe parado na porta esperando por si.

— vamos?

— sim senhor.

Os dois entraram, Kallebe cumprimentou os outros homens que estavam naquela reunião, Saory apenas seguiu num cumprimento rápido e se posicionou atrás de Kallebe, esse que sentiu na cadeira de couro central.

— eu nem preciso dizer o que está sendo tratada nesse reunião não é. Tenho certeza que a secretária Catter deixou explicado tudo.

— sim, e nós viemos como o que ela pediu. Soube que está querendo expandir seus negócios. Então tive uma brilhante ideia de você por uma fábrica num dos países mais famosos entre o mundo estrangeiro.

— está querendo dizer no Brasil?

— sim senhor Baker, alem disso, terá também uma grande oportunidade de por uma grande boate lá. Tendo como um público muito grande a juventude.

Saory analisava aquela ideia, que de fato não era nenhum pouco ruim.

— e como vou por lá? Pensou na probabilidade disso?

— com certeza. Podemos enviar um grupo de minha empresa de construção para lá. Assim contratamos o local onde ela vai ser colocada, e gerenciamos pessoas aptas para os cuidados da fábrica e também da boate.

Saory estendeu o tablet que carregava em mãos com uma mensagem para Kallebe.

Não vejo mal nenhum nessa ideia Kallebe, além do mais, caso de algo errado poderá descontar dessa empresa.

Kallebe assim que leu, olhou para o empresário que estava já sentado em seu lugar esperando a resposta do mesmo.

— bom, vamos então fazer isso senhor Gomes. Vou deixar esses preparativos em suas mãos.

— muito obrigado pela confiança senhor Baker. Estaremos em breve começando com todo o processo para o Brasil.

O mesmo concordou e deu um sorriso, virando para os que estavam responsabilizados pelas empresas que tinham tanto em nova York quanto a do Japão.

— e como está indo o processo de venda e de produção?

— com a empresa em Tóquio está indo tudo tranquilo senhor. A boate está funcionando perfeitamente. Não tivemos nenhum problema de dois anos para cá. Então está tudo sobre os devidos eixos. E também, a venda de suas bebidas lá se expandiu muito.

— fico feliz em saber disso. Espero que continue sendo assim senhor Nishimura Niki.

— concertesa senhor Baker.

Kallebe olhou para os representantes da boate Pen. Uma das suas boates mais famosas na cidade de Nova York.

— pela sua cara, a coisa está começando a ficar ruim.

— perdão senhor Baker.

Curvou a coluna suspirando.

— creio lhe informar que realmente as coisas na boate Pen não tem andado na linha. Os jovens só nessas últimas noites vandalizaram e foram presos. Nossa boate está começando a ter um nome sujo na boca do povo e isso está ruim de mais para os negócios.

— e o que fizeram? Não me diga que nem tomaram providência nesses atos?!

— desculpa meu senhor. Mas não sabemos o que fazer!

— não sabem o que fazer?!

Bateu com as mãos na mesa engrossando a voz em raiva, Kallebe era de estar sempre certo em tudo. Não poderia sair fora da linha e muito menos de suas mãos. E pelo visto o controle acabou de cair na boate mais famosa da cidade.

— perdão senhor.

— perdão? Perdão!? Você sabe quanto dinheiro pode ser perdido nesse tempo que você simplesmente diz que não sabe o que fazer?!

Era notório a raiva de Kallebe sobre aquele assunto, Saory precisava acalmar o jovem antes que o mesmo ficasse mais irritado ainda. Ela tocou em seu ombro e negou para si, como se aquele seu pequeno olhar dissesse que não valeria a pena ela brigar tanto por nada. O mesmo respirou fundo levando a mão sobre o rosto massageando as têmporas.

— eu preciso fazer alguma coisa.

— senhor Kallebe, podemos visitar a boate Pen, e lá decidiremos o que pode acabar com toda essa fama que ela está tendo. Devemos pensar com a cabeça senhor.

— você tem razão.

Kallebe respirou fundo passando a mão sobre os fios de cabelos e olhou aos homens que agora estavam com um semblante amedrontado, finalizou a reunião e assim que todos da sala saiu se ergueu olhando seu relógio de pulso.

— vamos almoçar, e assim que terminarmos vamos a boate. Pode ser?

— como achar melhor Kallebe.

O maior concordou sorrindo de leve, mesmo que tentava não mostrar, ele estava sim nervoso e preocupado com as soluções que precisava ter para acabar com tudo aquilo. Assim que desceram do andar e passaram juntinhos pela recepção atraíram os olhares das recepcionistas de baixo.

— Aish, você viu só. Ela é tão sortuda.

— nossa mulher, ela ainda vive na casa dele e ele chama a filha dela de filha. Aí que ódio.

— queria eu estar no corpo dela.

— credo, suas fofoqueiras.

Ambas riram e continuaram a observar a jovem Saory com Kallebe que entravam no carro onde senhor José dirigia para ambos. Durante o percurso os dois conversavam assuntos aleatórios que não ligassem a empresa, nem tanto não era nenhum pouco bom fazer que aquele homem perdesse a pouca paciência que ainda tinha. Quando chegaram no restaurante que o jovem mais gostava de comer, e ainda por cima nunca havia levado alguem com sigo para comer naquele lugar que ele dizia sempre ser parte de seu mundo.

— seja bem vinda ao meu mundo. Eu como aqui já faz uns três a quatro anos. Eu amo esse lugar e a comida é maravilhosa.

— olha, me sinto honrado de estar em seu restaurante favorito senhor Kallebe.

Saory sorriu, esse sorriso que fez o coração de Kallebe acelerar mais do que já estava por estar animado ao levar ela ali. Uma garçonete do local, se aproximou de ambos sorrindo e com o cardápio em mãos.

— senhor Kallebe seja bem vindo, a mesma mesa de sempre?

— não, dessa vez eu quero um lugar novo e especial para dois.

— oh, claro meu senhor. Seja bem vinda Leide. Por aqui.

Guiou os dois entre as mesas que possuíam pessoas de valores enormes ali, alta classe e com nomes famosos na mídia, a garçonete levou ambos até uma mesa linda com dois lugares apenas, e os estofados das cadeiras eram feitos de couro e pele de cordeiro.

— esse lugar é rústico, porém lindo.

— sim, quando achei esse restaurante ele estava inaugurando, e aí eu tive a brilhante ideia de me associar aqui com as bebidas diretamente da fábrica. E pronto, eles cresceram rápido. Também, as festas e eventos de finais de anos da empresas que estão comigo, é eles que cuidam do jantar. Preparam tudo tão perfeito que ganham mais e mais clientes nesses eventos. E eu também dou um prêmio a eles.

A mesma olhou com os lábios entre-abertos admirando o quão bom Kallebe era com os outros, e de fato não estava ela entendendo o motivo de ser tão frio, mesmo que fosse o caso do sentimento do amor, ele era bom de mais para ser frio como conhecerá aquele homem. E nesses pensamentos que estava tendo parou para pensar como um ser poderia ser capaz de ferir tamanho coração bondoso. Na sua mente não conseguia de fato entender o por que daquela atris ter traído um homem que pelo visto dava a alma por si. Sem perceber estava começando a fechar os punhos em raiva, o que chamou a atenção de Kallebe naquele momento.

— Saory? Eu falei algo estranho?

— não Kallebe. Eu acabei me lembrando de algo e não consegui disfarçar minha indignação.

— ah, compreendo. Vamos fazer nosso pedido?

— sim, já que o senhor vem todos os dias aqui, por que não me indica seu prato favorito senhor?

— perfeito! Você vai adorar.

Chamou o garçom que se aproximou de ambos com o pequeno bloquinho em mãos.

— o que o casal vão querer?

Saory queria dizer não, e concertar o casal, porém o constrangimento dela ficou ainda maior por Kallebe nem se quer ter dito que não eram um casal.

— me veja o meu prato predileto do cardápio. E tragam para ela também. Mas peguem mais leve na pimenta com ela. E de acompanhante um suco natural.

— como desejar senhor Baker.

O garçom saiu de perto de ambos e ela encarou o mesmo que ajeitava suas mangas, queria xingar ele naquele momento, mas na realidade com sua luta interior ela havia gostado de saber que ele nem ligava se diziam que ambos eram um casal. E quem poderia tirar de sua cabeça que não eram, se até sua filha chamava o mesmo de pai, e ele nem se que protestava. A mesma sorriu boba negando, espantando aqueles pensamentos.

Kallebe por si, queria era entender o que a mente de Saory naquele exato momento estava a passar, por que suas expressões mudavam rapidamente como a água para o vinho, a jovem de seria como estava segundos atrás estava agora sorrindo como uma adolescente apaixonada. Ele também não quis negar ou a chamar atenção, somente para admirar aquele olhar ao qual era tão lindo e dócil para si. Saory mesmo mostrando suas garras e coragem como uma verdadeira leoa ela tinha aqueles momentos que parecia ser apenas uma simples gatinha manhosa, e ele teve essas experiências vividas em sua casa com a pequena agora sua filha.

E por conta do garçom agora chamar a atenção de ambos para servir a bebida escolhida e junto o almoço, os dois puderam então desfrutar da saborosa refeição, Saory agradecia aos céus em sua mente por gostar de carne, por que não suportaria saber que o seu patrão estaria a comer aquela saborosa costela e a mesma teria que apenas desfrutar de salada. E também agradecia por ter sido sabia e ter deixado ele escolher o prato que ela comeria.

Assim que ambos desfrutaram do almoço, ela fora para o banheiro do restaurante para se organizar para ambos irem a boate de Kallebe. Enquanto o jovem seguiu até o balcão para deixar pago a refeições de ambos. Se encontrando em frente ao restaurante seu José abriu o carro para os dois subirem e seguirem em destino a famosa boate Pen.

Saory não podia ficar menos surpreendida por que a mesma era tão famosa. O designer daquele prédio, além de também as belas cores que formavam a faixada de entrada davam ao local um charme convidativo. Alem das combinações de cores do prédio preto e detalhes em ouro. A noite concertesa o local era lindo iluminado. Há, tinha aquele detalhe também, as luzes douradas que eram ligadas bem na entrada da boate, não davam ao público um mal olhar de casa noturna onde acontecia as piores coisas e sim um espaço onde o ser humano poderia simplesmente curtir uma noite junto ou sozinho.

Seus pés lhe guiaram para dentro do ambiente, e era mais lindo ainda, havia tudo em seus devidos lugares. O prédio tinha em torno de quatro andares. O primeiro andar onde ficava a recepção, havia um balcão feito de mármore e madeira rústica para a entrega dos pagamentos da boate bem de frente a porta de vidro. Assim que passaram pelo balcão vazio, pois ainda estava fechada ao público. Eles entraram na parte onde tinha o DJ, uma pista de dança livre para as pessoas dançarem, um espaço onde ficava uma mesa comprida com cadeiras altas e um balcão com todos os estilos de taças e todas as bebidas que a fábrica de Kallebe possuía.Saory não conseguia deixar de reparar o quão bem cuidado era aquele local, e o brilho das taças eram simplesmente assustadores, era muito bem cuidado.

— o que está achando?

— simplesmente lindo. Você tem um belo gosto para as coisas. E pelo visto ótimos funcionários.

— eu procuro dar mais oportunidades para quem precisa de emprego. E muitas vezes são pessoas que nunca trabalharam que cuidam bem desse lugar.

— nossa, quem diria que mãos habilidosas estariam naquelas que precisam de oportunidade.

— eu tenho a experiência viva ao meu lado de seu argumento.

Saory por estantes ficou confusa até que se ligou que o mesmo estava era falando de si. Acabou corando com o elogio do maior e seguindo ele que se direcionava ao segundo andar. Esse andar era mais escuro coberto de luzes vermelhas neons, havia uma pista de dança, e um ferro no meio dela. Ela queria entender para que servia aquela parte ali, olhou ao redor cheio de estofados de detalhes dourados e vermelhos. Uma tremenda sala escura e quente, parecia que aquele local lhe chamava de um jeito sedutor.

— esse é o andar mais quente do prédio. Aqui é onde aqueles que gostam mais de fazer as coisas inadequadas vem.

— está dizendo que aqui é tipo um inferninho, onde possuem mulheres e homens que ganham a vida com o sexo?

— eu queria ser menos grosseiro na explicação. E sim, é como dissesse.

— perdão.

Corou novamente desvirando o olhar de Kallebe, esse que não aguentou em rir de si, porém logo sua atenção fora direcionada ao jovem dos cabelos morenos, seu corpo completo de brilho, indicava que estava se ajeitando para dançar.

— senhor Kallebe, que bom que chegou.

— Erick. Vim ver como anda por aqui. Nem tanto as notícias que chegaram em meus ouvidos não foram de meu agrado.

— perdão. Mas realmente não foram mesmo agradáveis senhor. Tivemos vários problemas nessa boate. E isso está prejudicando o nome do senhor. Porém isso está sendo causado por funcionários já antigos do senhor.

— entendi. Eu quero o nome de todos.

— sim, vou preparar para você.

Seguiu a passos lentos até onde ficava um balcão de barmen. Ele escreveu o nome dos quais estavam causando um certo desentendimento tanto com clientes quanto com os próprios funcionários. Assim que escreveu Kallebe olhou para a jovem ao seu lado.

— eu até apresentaria os outros níveis da boate, mas preciso resolver o problema com esses funcionários. Pode me esperar aqui?

— ah, claro.

— Erick faça companhia para a Saory por favor.

— sim meu senhor.

Kallebe se afastou entrando numa porta e seguindo as escadas que levava ao terceiro andar, já entrando em outra que levava para o quarto andar, abriu uma porta de madeira assim como as de sua empresa e entrou em seu escritório, mandou mensagem a todos os funcionários que tinha o nome e pediu a urgência deles em seu escritório.

— então senhorita Saory. Eu sou o Erick Souza.

— oh, perdão. Sou a Saory Catter. Sou a secretária do senhor Kallebe.

— ah, a novata que chegou arrasando. Senhor José reclamou tanto de você.

— não sei por que. Ele se implicou comigo dês do início.

Saory soltou um suspiro e formou em seus lábios um leve bico que marcava bem o batom nude que sempre usava.

— não ligue para ele. O velho está sempre reclamando de tudo.

— eu entendo. Erick, você conheceu o Kallebe como?

— á uma longa história. Mas vou dar uma leve resumida. Ele me encontrou na rua. Eu morava nas ruas de Nova York, e num dia de chuva aquele carro preto dele encostou sobre a calçada onde eu estava. Ele me ofereceu abrigo e comida de eu desse minha mão de obra. Como eu estava com fome não pensei em nada, apenas aceitei. Ele me disse que eu seria dançarino da boate dele e me fez aprender a dançar. Hoje eu sou feliz. Ninguém nunca tocou em mim por que ele não deixa que me toquem, além de claro ele me deu uma vida ótima.

— acho que sua história não é tão diferente da minha. Ele salvou ambas as vidas aqui. E a minha duas vezes seguida.

— pois é Saory. Então eu tenho algo a te dizer.

Se inclinou tocando levemente o dedo sobre seu nariz fazendo os olhos esmeralda da mesma o olhar fixamente.

— ele está apaixonado pela senhorita. Ele só salva uma vez só. E agora ele está salvando mais de uma. É amor minha querida.

— que exagero.

Tentou rebater, porém as incertezas dela começaram a gritar, criando em sua pequena cabeça várias e várias teorias sobre se realmente Kallebe Baker estava mesmo gostando dela.

— acho melhor vermos um pouco de televisão. Venha.

Erick guiou a mesma até onde a grande televisão ficava, era uma sala com sofá e mesinha de centro, parecia ser um local de lazer dos funcionários. Ela se sentou no sofá ao lado do jovem moreno e assim começaram a olhar os canais, ele procurava algo bom para assistir. Kallebe assim que conseguiu demitir todos os problemas da boate, ele mandou contratar mais alguns novos e depois que encerrou desceu as escadas indo até a salinha onde ambos se encontravam.

Mas naquele exato momento o frio suprimiu o pequeno ambiente.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top