• Capítulo 06 •

𝑼𝒎𝒂 𝒏𝒐𝒗𝒂 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆

                     Saory, quando acordou estava a ver o teto branco do hospital, nesse momento sua cabeça estava mais relaxada, porém os pensamentos da quelé dia vinham. Seu corpo ainda estava com dor, principalmente sua costela que havia quebrado com a violência daqueles homens. Porém nesse momento que sua mente relembra essa dor, vinha a luz em sua vida. Seu coração acelera quando lembra do moreno. Kallebe parecia em sua visão como um príncipe dos contos de fadas que lia a sua filha que no último minuto chegava e matava os vilões.

— meu príncipe encantado.

Sussurrou e abriu um leve sorriso, Saory estava a sentir algo por Kallebe ela não poderia mais negar os fatos. Mas ainda estava com medo de que ela se enganasse e depois de quase tudo conquistado ela perdesse por conta de uma paixão ao qual tinha que ser mantida em segredo. Ela sabia que não era fácil, além do mais, como ela poderia amar o seu patrão. Ou até sentir sentimentos por um homem que olharia para si e poderia lhe julgar só com um olhar. Negou com a cabeça, ela não poderia pensar nessas coisas.

— no que tanto pensa senhorita Saory?

Abrindo os olhos viu ali o médico que havia lhe visitado noite anterior para saber dos exames que ela iria fazer.

— nada de mais doutor. Só a vontade de ir para casa.

— eu imagino que esteja ansiosa. Morar na casa do senhor Kallebe deve ser muito bom.

Ela acabou corando com isso, havia esquecido que estava a dormir na casa do patrão daquele dia em diante.

— não digas isso doutor.

Tocou a mão nas Buchecha sentindo ambas quentes, queimando sobre a vergonha que sentia.

— oh, perdão. Vamos lá, já estou com os resultados aqui. Realmente sua fratura na costela é bem complicada. Mas repouso e medicamentos para não sentir muita dor conseguirá se curar. Sobre outros exames deu tudo bem e nenhuma alteração. Então vou receitar os medicamentos e ligar ao Kallebe para vir lhe buscar. Terá alta hoje mesmo.

— muito obrigada doutor.

Ele se retirou e Saory sorriu, mesmo que pouco por conta que ainda estava machucada sabia que o resto dos exames não havia dado nada que fosse lhe preocupar. Nem tanto ela sabia que ele tinha lhe penetrado e lembrar disso lhe trouxe uma armadura na boca, porém se tudo dizia estar bem pra que se alimentar de tudo aquilo. Negou e logo uma médica entrou.

— vejo que já está liberada para ir para casa senhorita. Isso é bom.

— obrigada. Eu quero muito ver minha filha.

— e você verá ela sim . Eu vim marcar nossa próxima consulta. Então eu marquei para daqui três semanas, quero saber como anda sua mente no seu mais novo ambiente e como seu coração responde a tudo isso.

— sim, está bem. Vou anotar em minha agenda. Nem tanto eu vou ter tempo para me ajeitar durante essas semanas de repouso por conta do meu ferimento.

— ótimo, além disso tente distrair sua mente. Kallebe vai fazer tudo que quiser.

— eu ainda não consigo pedir nada a ele. Não sei o motivo mas me sinto um peso na vida dele.

— não pense nisso. Sou a psicóloga dele, sei bem que está sendo a cura que ele mais precisa nesse momento. Nem tanto depois que se conheceram Kallebe me pareceu mais sorridente. Então  eu que sou a médica dele agradeço por isso.

— ah, de nada.

Saory se encontrou completamente sem jeito naquele momento, a mesma deu o formulário com algumas ideias e a marcação do próximo encontro com ela. Depois que ela saiu ficou somente a mesma sentada na cama bem aconchegada em três travesseiros, esses que Kallebe fez questão de trazer lendo um livro de romance que ele havia comprado e dado de presente a ela.

Mas esse silêncio não demorou muito quando o som dos tênis do jovem invadido o ambiente, Saory olhou ele, e por segundos sentiu um arrepio em todo seu corpo, pelo visto no lado de fora do hospital estava muito quente. O jovem estava com uma camiseta branca uma calça jeans preta e um tênis da mesma cor que a camiseta.

— bom dia Saory! Estou feliz que vai voltar para casa.

— hum, bom dia Kallebe, eu estou ansiosa não vou mentir.

— fico muito feliz em ouvir isso. Uma enfermeira está vindo te vesti, trouxe uma roupa fresquinha e confortável para você sair desse hospital, e já comprei uma cadeira de rodas para você. Me disseram que não poderia caminhar ainda. Então fui e me adiantei o mais rápido que pude.

— Kallebe, meu querido. Você está parecendo o homem Bombril sabia.

— homem Bombril? E por que?

— mil e uma utilidades.

Kallebe acabou caindo na risada, uma risada gostosa de se ouvir e que realmente era verdadeira. Não era apenas uma ironia ou sem vontade, ele estava mesmo rindo, e isso estava lhe deixando feliz.

— vamos nessa então.

Ditou terminando de rir e assim que as enfermeiras entraram para trocar ela, Kallebe se retirou da sala para lhe dar privacidade. A mesma quando viu a bela roupa sorriu boba, ele tinha comprado na loja um shorts folgado e bonito jeans, uma camiseta que deixava seus ombros de fora, na cor branca. E em seus pés um tênis igual ao dele, porém feminino. As enfermeiras com cuidado a ajudaram a se sentaram na cadeira de rodas do hospital.

— senhor Kallebe, ela está pronta.

Ele entrou na porta vendo a jovem sentada lindamente com suas vestes que comprara. Seu sorriso aumentou ainda mais quando ela ficou vermelha de vergonha e virou para o outro lado, ele nem entendia por que um simples gesto tão comum havia lhe feito sorrir tanto.

— então vamos para casa mileide. Temos uma pequena coelhinha pulando de emoção para rever a mãe dela.

— aí, vamos sim. Por favor motorista Kallebe.

Os dois riram ele pegou tudo que era dela e saiu acompanhado de uma enfermeira até a saída do hospital empurrando a cadeira de rodas. Assim que chegou na entrada do hospital estava o carro preto do jovem que era usado no emprego e o motorista vestido esporte. Nem parecia seu José que havia posto a boca em si, nem tanto ele andava d terno a semana toda.

— que dia é hoje?

— segunda feira. Pore que?

— não era para o senhor José estar de uniforme?

— ah, ele era sim. Mas eu dei folga do uniforme por estar muito quente. Sempre faço isso no verão. Todos meus funcionários usam roupa de verão. Uniforme deixa a gente passando mal.

— quem é você?

— eu sou o Kallebe.

— não! Eu juro que você só pode ser uma fada. Não é normal.

— hum, então deixa eu ser o príncipe encantado de sua vida e te levar no meu cavalo de metal para nosso castelo onde sua vida de princesa se tornará realidade.

— olha príncipe Kallebe, irei cobrar se me maltratar em.

— pode cobrar vossa excelência.

Os dois riram, José que estava apenas guardando tudo que era dela no porta malas suspirou, não adiantava mais dizer nada contra Kallebe já havia mudado por conta dela, e tinha que reconhecer que ele mudou para melhor por conta daquele sorriso fofo que Saory transmitia. Kallebe pegou a mesma no colo com todo o cuidado do mundo que poderia ter e a colocou no banco da frente junto com o motorista, assim que pôs o cinto nela seus olhos se encontraram.

Aquele momento fora único, se tivesse outra vez seria mera coincidência do destino, seus olhos azul como a cor do céu, e os olhos emeraldas dela se encontrando, onde nenhum dos dois arriscou piscar, pareciam estar olhando na alma um do outro, ou quem sabe tentando se conhecerem através daquele olhar. Kallebe sentiu um arrepiou gostoso percorrer todo seu corpo quando seu olhar desceu aos lábios recados e carnudos de Saory. Sentiu sua garganta secar, e a imensa vontade de juntar seus lábios.

— você está olhando de mais senhor Kallebe!

— perdão!

Se afastou de repente e acabou batendo a cabeça com tudo no vão da porta do veículo. Seu gemido ecoou e ela olhou apavorada.

— senhor Kallebe? Está tudo bem?

— ah, sim sim.

Se afastou e fechou a porta já abrindo a de trás dela e sentando no banco. Ela olhou pelo retrovisor mas mal deu para o ver, então suspirou olhando para frente completamnete corada por tudo aquilo que houve em menos de segundos. Ela levou a mão delicadamente até os lábios, nem estava acreditando que o jovem queria mesmo beijar ela, e por estar tão nervosa com tudo aquilo acabou estragando todo o momento, suspirou derrotada soltando um gemido de frustração.

— o que foi Saory?

— nada não Kallebe.

Os dois voltaram a ficar em silêncio, ele olhava a janela do carro em silêncio constrangido, quem visse ele diria que nem era o homem frio da empresa TopGear. Nem ele sabia quando isso havia mudado derrepente, e Saory era o motivo de tudo aquilo, mesmo que por pouco tempo que ambos puderam se conhecer o jovem já sentia algo forte por aquela ruiva linda. E a mesma que olhava com um bico maior que bico de passarinho com um semblante de ódio, esse que ela queria se matar na frente de uma carroça de cavalo, simplesmente por ter estragado o melhor momento de provar os lábios de quem tanto ansiava beijar.

E assim que naquele silêncio seguiram conseguiram chegar em casa, o carro parou em frente a porta da garagem, Kallebe desceu do carro e vou a pequena Sara sair de casa de pés de calço correndo.

— papai Kallebe, cadê a mamãe?

Ele estava amando o novo apelido de papai, mesmo que ele ainda não se considerava pai dela, por quem sabe não ter conquistado a jovem Saory , porém não impedia de a menor lhe chamar de pai. E torcia para que Saory não tirasse isso da menor.

— ela chegou minha princesa.

Abriu a porta do carro e soltou o sinto da mesma para a pegar em seu colo.

— me avisa se caso eu estou te machucando.

— está bem, só vai com calma. Não quero que bata a cabeça de novo.

— nem se importe com isso. O chifre não quebra mais.

Saory queria rir de sua fala, porém ela sabia da história dele e sabia que a traição foi algo muito difícil de ele superar, nem tanto nem ela saberia reagir se tivesse sofrido a mesma coisa. Então perdeu o total rebolado naquele momento.

— ei, não pense nisso não. Está tudo bem.

— hum, eu não pensei em nada não.

— melhor ainda.

Ela corou, logo vou José abrir a cadeira de rodas dela e ele a sentou devagar, quando os olhos de Saory bateram em sua pequena filha sorriu tanto

— filha! Minha linda!

Lágrimas escorrem de seus olhos, a mesma abraçou o pescoço de Saory, mesmo que de vagar, nem tanto Kallebe havia dito a menor o que mãe poderia ou não fazer por que ainda estava dodói. Então delicadamente a menor abraçou sua mãe e chorou manhosa.

— mamãe, senti saudade. Mamãe não deixar mais Sara sozinha. Por favor mamãe.

— oh minha linda. Mamãe promete não deixar mais a nenê sozinha. Juro.

A menor sorriu e beijou sua bochecha e virou para Kallebe.

— papai leva eu e mamãe na cadeira?

— sim senhorita.

Kallebe falou, Saory corou com o jeito que sua filha havia chamado Kallebe, ela ia a repreender, mas o olhar do jovem para si a fez de mudar de ideia rapidamente. Então ele empurrou a cadeira de rodas até dentro de casa. Maria que estava a espera da jovem Saory, quando viu a mesma ficou pasma com a tamanha beleza da jovem moça. A mesma não entendia a troca de atitudes de seu menino, porém vendo a mesma ali entendi que aquele ser ali era o motivo de Kallebe sorrir todos os dias.

— seja bem vinda senhorita Saory, eu sou a Maria, sou a governanta da casa e criei esse homem que lhe trás.

— olá dona Maria, eu sou a Saory. E é um prazer conhece- lá.

— eu digo o mesmo minha linda. Kallebe, eu arrumei o quarto da Leide no andar de baixo para ela poder andar pela casa sem ter que enfrentar as escadas, até que ela possa começar a andar.

— está bem dona Maria. Vou levar a jovem para o seu quarto e assim ela poder ficar com a filha dela. E eu seguir para a empresa.

— quem está em meu lugar ?

— hum? Ninguém. Ninguém pode substituir você querida Saory.

— mentiroso. Claro que podem sim. E lá eu sou tão perfeita meu querido? Nunca. Eu sou apenas uma jovem que se esforça e pode ter muitas melhores do que eu.

Kallebe queria calar seus lábios, porém teve que se segurar e não fazer o que seu desejo mais íntimo queria. Apenas seguiu sem dizer mais nada com um olhar nada amigável para o quarto de Saory, essa que percebeu que havia irritado o mesmo, ficando em silêncio apenas o viu se afastar e em seu lugar Maria entrar para fechar a porta.

— a senhorita quer tomar um banho?

— quero sim.

Sorriu, Maria então a ajudou a se despir e seguir a ajudar a mesma a entrar na banheira para poder ela tomar um banho digno de um paciente que acabará de sair do hospital. Saory mal podia fazer os movimentos, porém a vergonha não era tão nítida já que eram duas pessoas do mesmo sexo ali. Quando sentiu na água e sentiu tudo relaxar em seu corpo pode suspirar e soltar o ar que nem sabia onde tinha deixado preso.

— mamãe!

A menor entrou no banheiro com um ursinho de pelúcia sendo arrastado pelas grandes orelhas.

— você está bem? Papai disse que a mamãe estava dodói. E pediu para mim cuidar da senhora.

— oh minha princesa, eu vou ficar bem. Não se preocupe. E como está se sentindo nessa casa?

— muito bem mamãe. O papai Kallebe me deu um quarto com brinquedos e roupinhas novas. Além de dois ursos gigantes. Ele disse que a senhora vai morar aqui.

— eu não pretendia né minha princesa. Mas acho que não vou ter escapatória. Seu pai está me obrigando a ficar.

— e isso não é bom?

— acho que é, não sei te dizer ainda meu amor.

A menor olhou confusa a sua mãe, Saory apenas soltou um suspiro e assim que viu a dona Maria entrar sorrindo ficou confusa.

— olha, está aqui você. Vá lá em baixo seu pai Kallebe quer mostrar uma coisa para você.

A menor concordou e saiu correndo do banheiro, Saory olhou para a mais velha.

— o que seria isso?

— hum? Há, você vai ver assim que sair do banheiro e for jantar com ele.

Falou ajudando a mesma a sair da banheira já de banho tomado e caminhou devagar até a cadeira colocando sobre ela o hobe e levando para o quarto escolhendo uma roupa confortável em seu roupeiro. Esse que ela nem sabia que estava completo de roupas femininas.

— quando que ele preparou tudo isso?

— isso o que? As roupas e os produtos femininos? Ele pediu para mim ontem cedo. Quando decidiu deixa-la morando com ele.

— por que ele tomou essa atitude? Não que eu esteja reclamando. Não é isso. Eu até fiquei feliz por essa hospitalidade dele. Mas o que o fez a sentir esse estímulo?

— acho que foi por que ele não gostou do que aconteceu naquele lugar. E nem tanto ele se apegou a sua filha. Mesmo que não queira mostrar ele já está viciado em sua menina. Que até a menor está o chamando de pai. E isso que eles estão juntos a três dias.

— eu fico feliz por isso. A Sara nunca teve esse lado de pai. E Kallebe está sendo um ótimo pai, mesmo não sendo de verdade. Ele dará um ótimo pai também quando achar uma parceira.

— eu acho que você tem total razão. Eu nunca pensei por esse lado.

As duas riram, a mulher ajudou a mesma se secar e vestir seu pijama, quando terminou ajudou ela indo para a sala d jantar onde os dois se encontravam já sentados na volta da mesa.

— mamãe! Papai comprou pizza!

— eu achei que seria uma ótima refeição para comemorar sua chegada aqui em casa.

— eu estou feliz de mais por isso Kallebe.

Saory sorriu pegando o pedaço de pizza e pondo sobre seu prato, e nesse momento deu aquele choque térmico de um lado a simplicidade de levar a mão e comer aquele pedaço de pizza sem utilizar dos garfos e sem se importar com a mão suja e do outro a educação exemplar ao qual fora criado e deixado todo estranho. Kallebe olhou a mesma que ambos pareciam em choque, quando ela ia largar a pizza e utilizar os talheres ele largou e pegou a pizza com os dedos.

— é mais gostoso assim.

Respondeu rápido fazendo Saory cair na risada e Sara que observava achar graça da diferença de ambos os dois, mas que os faziam tão iguais.

— isso papai, é mais gostoso.

Animada exclama, quem conseguia ver por baixo da mesa suas pernas tão pequenas balançavam para frente e para trás de sua tamanha animação já mordendo quela fatia da pizza de sabor de queijo. A sua predileta, nem tanto sempre que sua mãe podia pagar ela pedia aquele sabor.

Quando terminaram de almoçar, nem tanto o dia ainda não havia acabado, Sara seguiu a brincar no quintal com o pequeno cachorro peludo da raça shihtzu. Enquanto Kallebe e Saory se encontravam na sala da casa, o mesmo ajeitava algumas coisas sobre o telefone, o que mantinha o silêncio entre os dois.

— eu acho que devia lhe agradecer.

Puxou o assunto, os olhos azul do maior seguiram a sua direção.

— me agradecer? Pelo que Saory?

— por você estar fazendo tudo isso? E não, eu não vou levar isso tudo como um bônus.

— eu nem falei nada. Mas eu também não quero que me pague nada do que está acontecendo. Eu só quero vê-la  sorrir. Somente isso.

— e por que está querendo tudo isso para mim? Senhor, eu não sou merecedora de nada disso.

— Saory. Você é sim. Até mais. Ninguém tem que passar por tudo isso, ser forte que nem uma pedra para não ser nem se quer reconhecida.

— sim eu sei.

A mesma ficou sem argumento, o jovem se pôs de pé.

— então estamos quites. Você aceita isso tudo de bom grado por que eu quero lhe dar. Eu quero fazer cada segundo seu ser melhor. Entendeu.

Sem palavras por tudo aquilo concordou com a cabeça a balançar positivo, na realidade ela não entendia o motivo disso, mas sabia que havia algo a mais ali, não só apenas um agradecimento, nem tanto Saory não tinha só um olhar amigo para Kallebe e sim algo a mais que ele não entenderia.

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