capitulo dois: quando você diz desse jeito parece ruim


Olá, desculpe pela demora desse capítulo, essas últimas duas semanas eu estava tendo provas então não tive muito tempo, os próximos vão sair mais rápido 

Agora vou deixar vocês lerem em paz :)

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"Aqui é...bonito."

Ele diz 'bonito' porque Osamu diria 'bonito'. Ele mesmo usaria o termo 'sem graça'.

Quer saber, não é tão fácil ser outra pessoa quanto você acha, mesmo que você conheça essa pessoa melhor de que a si mesmo. Não é como se Atsumu tivesse visto seu irmão reagir a todo tipo de situação. Como ele deve reagir se algo totalmente inesperado acontecer?

Levou apenas dois dias para ele ser mandado pro seu novo país com seu novo não-marido. A última coisa que ele disse pra Osamu antes de ser empurrado até o avião foi, "Não fique feio, as pessoas vão achar que sou eu."

(Ele não se arrepende de seu último aviso, mas Atsumu sempre foi dramático. Ele gostaria de poder pelo menos ter dito "Até nunca mais, eu acho." Ou algo do gênero).

Atsumu se sente no lugar errado mesmo que tenha passado a vida inteira no meio da realeza. Ele cresceu num castelo não muito diferente desse, ele cresceu sendo escoltado por guardas pra todo lugar que fosse, ele cresceu com todo o tipo de luxo. Mas isso parece errado - Osamu é o irmão respeitável que sabe agir como um príncipe. Atsumu é a pessoa que nunca foi destinada a ser herdeiro do trono de qualquer jeito.

Ele sempre aceitou isso sem problema nenhum. Mas ele está com certeza está com vários problemas na sua situação atual.

"Obrigado, príncipe Osamu," Atsumu tenta não fazer uma careta ao ouvir o nome do seu irmão sair da boca do servo de Kiyoomi - ele engole em seco só na ideia de ser Osamu. Eles brincavam com essa ideia quando eram crianças, eles gostavam de confundir seus colegas de classe usando o mesmo penteado ou usando camisetas iguais, mas isso é totalmente diferente.

Então ele só balança a cabeça em vez de realmente usar palavras - ele ainda não confia na sua voz para sair parecida com a de Osamu. Ninguém conseguiria perceber a diferença, mas ele ia, então ele simplesmente mantém a boca fechada.

"Príncipe Kiyoomi, você gostaria que eu mostrasse o lugar para o seu marido?" A palavra 'marido' ecoa na cabeça de Atsumu, como se ele estivesse em uma caverna e aquilo fosse tudo que ele pudesse ouvir, ele decidiu pensar mais a fundo sobre, quando estivesse sozinho.

(Quem sabe quanto tempo isso demoraria com tantas pessoas circulando pelos terrenos do palácio - quando você conhece todo mundo, é como passar por um familiar no corredor. Quando você não conhece, parece que você está morando em um shopping.)

Bom, ele pensa, se ele vai ter que fazer uma tour pelo palácio que ele mora a partir de agora (o que vai ser chato pra cacete, porque Atsumu está de mau humor), pelo menos ele não vai ter que ficar passando o tempo com seu "marido". Por enquanto, Kiyoomi tem sido mais seco que farinha, e Atsumu não se dá bem com pessoas assim. Quanto mais tempo Atsumu fica sem atenção, mais insuportável ele fica.

"Na verdade, eu posso levar ele," Atsumu sente seu coração parar com as palavras de Kiyoomi - se algum dia ele descobrir qual é o terrível ser místico que achou que isso seria um caminho engraçado para direcionar sua vida, ele vai estrangulá-lo com a s próprias mãos.

A mão que é colocada sobre seu ombro é rígida - nenhum deles realmente sabe como agir para segurar essa mentira. Atsumu não se atreve a olhar a cara de seu "marido", com medo do que ele veria nas íris escuras - ele rapidamente se questiona o porquê, de ele estar fazendo isso por 'Samu, de novo (ele vai estar cobrando vários favores seus por isso).

Ele engole em seco, com a esperança que seu pânico não esteja transparecendo no seu rosto, enquanto Alfred (como ele não sabe seu nome, Atsumu escolheu chamá-lo Alfred) balança a cabeça em concordância sem dizer mais nada, com um sorriso educado em seus lábios

Tiveram alguns momentos na vida de Atsumu em que ele desejou que um ônibus acidentalmente atravessasse a parede e matasse ele instantâneamente. Agora - enquanto Kiyoomi dava leves tapinhas em suas costas e olhava friamente para frente, de um jeito que quase poderia se considerar ameaçador - é um desses momentos.

"Vamos, querido," e com essa palavra Atsumu sabe que ele está fodido.

A intensidade, o tom, o jeito que as mãos de Kiyoomi estão posicionadas nas suas costas - okay, talvez sua tentativa de agir como Osamu por cinco horas sem pausa, tenha dado errado? Ele tenta pensar sobre, por que? Porque poderia ser considerado traição, e ele acabaria indo para prisão, e aí Osamu acabaria indo para a prisão também.

Ele diria que duvida que isso já tenha acontecido antes, mas conhecendo humanos, alguma coisa parecida,pelo menos, já foi cogitada - talvez nunca colocada em prática, mas seria totalmente possível que em algum ponto da história, essa exata situação teria ocorrido.

Infelizmente, não existe nenhum livro de regras sobre isso. Atsumu vai ter que dar seu jeito agora, como ele faz com a maioria das coisas na sua vida.

Nenhum dos dois diz uma palavra enquanto Kiyoomi os guia pelos corredores de mármore, e outros repletos de espelhos. Eles até pegaram um elevador dourado( a casa de Atsumu sequer tem um elevador. Como um idiota, ele usou escadas a vida inteira. Foda-se músculos das pernas, ele quer um elevador dourado) ele acha que para o terceiro andar?

Com muita facilidade, Kiyoomi consegue evitar qualquer um que pudesse ter perguntas a eles, só dando breves acenos de cabeça para os funcionários que eles passam. Atsumu não deveria estar surpreso, considerando o fato de que esse é o lugar onde o princípe-que-logo-vai-ser-coroado-rei Kiyoomi Sakusa cresceu. Mas ainda fica surpreso com a eficiência que todos os seus movimentos têm.

Durante sua caminhada, Atsumu sente como se estivesse correndo para a ponta de um penhasco, perto de atingir um abismo a qualquer momento.

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"Kiyoomi, né?"

Kiyoomi descreveria o homem à sua frente como atraente - não exatamente do jeito que ele está acostumado, não tem maquiagem ou penteados super elaborados, o seu rosto não parece com aqueles modelos de instagram ou de propagandas, mas ele é atraente.

Seus olhos castanhos são brilhantes, seu sorriso é de um certo jeito charmoso - nele não tem nada que mostre felicidade ou que sequer esteja satisfeito com esse evento. Kiyoomi gostaria que sua própria cara mostrasse o que realmente estava sentindo. Aí talvez, esse homem, Osamu, saberia que o sentimento é recíproco.

Você não pode forçar uma conexão, assim como não se pode forçar o amor. Mas seus pais certamente vão tentar.

"Sim. Você é o Osamu?"

"É esse sou eu."

Não entenda mal, Kiyoomi aprecia que seus pais estejam tentando ser solidários com ele - quando ele saiu do armário, não muito tempo atrás, eles choraram (se era a parte de ser "gay" ou o fato de que as coisas estavam mudando que os fez chorar, ele não saberia dizer). Mas ele apreciaria de verdade se seus pais não o estivessem forçando a se casar antes da sua coroação.

Mas ele acredita que não tem o direito de ser ingrato, quando seus pais estavam dispostos a fazer um casamento bem público e bem gay. Mesmo assim, ao olhar para o rosto à sua frente, ele sabe: esse é um rosto que ele poderia amar, não que ele ame, mas poderia. E mais, é meio estranho o fato de ele só ter o conhecimento de quem seria seu marido algumas semanas antes do casamento.

Ambos os pais se retiram do lugar, os deixando sozinhos em uma sala de jantar enorme - Kiyoomi sempre gostou da sua sala de jantar principal, mas agora ele se sente desconfortável com o tamanho, ele se sente pequeno ao ser encarado por esse estranho. Ele se sente fraco, inútil no meio de um destino preparado o qual não teve direito de dar sua opnião sobre.

Ele não deixa isso transparecer no seu rosto - às vezes essa máscara neutra que ele criou para si mesmo vem a calhar.

"Você não quer estar aqui," nenhum dos dois tinha comido. Pratos de comida feitos com os melhores ingredientes, pelos melhores chefes estavam intocados na frente deles, e Kiyoomi não consegue nem se forçar a tentar comer alguma coisa.

Ele observa o homem do outro lado da mesa. Ele parece uma reflexão exata de como Kiyoomi se sente, por isso ele sabe - olhos desinteressados sem prestar atenção em nada específico, sua postura não é relaxada mais para acatada e olha para sua comida como

alguém que acabou de terminar uma refeição. Kiyoomi compartilha do sentimento.

"É, mas você também não, né?"

Kiyoomi pondera por um momento o que dizer agora - é ofensivo dizer para o homem a quem você foi prometido que você não quer casar com ele? Seria considerado ofensivo se ele realmente não quisesse se casar com ele? Ninguém te disse como agir numa situação dessas, nenhum livro toca nesse assunto.

"Te ofenderia se eu te dissesse que não?"

"De boa, eu não posso dizer que não te amo e não esperar que você não retorne o favor," nesse momento, Kiyoomi desejou poder amar Osamu. Ele parece com alguém por qual valeria a pena.

Eles apertam as mãos quando se separam na entrada do palácio, os seus pais os olhando como se fossem o casal mais perfeito que poderia existir. A manga esquerda do terno de Osamu se levanta levemente, expondo uma marca de nascença, no formato quase perfeito de uma lua crescente - ele quase consideraria fofo se estivesse permitido a fazer tal coisa.

"Bonita a marca de nascença," sai dos seus lábios sem permissão - merecia ser dito em voz alta, mesmo que ele se recusasse a agir tão sentimentalmente. Isso faz Osamu abrir um sorriso genuíno, uma raridade, pelo menos pra Kiyoomi (Osamu, pra dizer pouco, parecia menos que feliz em estar aqui, e menos ainda quando o assunto era se casar com Kiyoomi. Um sorriso não era algo recorrente em suas conversas.)

"Valeu, 'Tsumu tem uma igual no pulso direito," Osamu examina a marca carinhosamente.

"Fofo."

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Kiyoomi não olhou em sua direção até eles chegarem em um quarto que parece muito chique pra ser real - olha, Atsumu cresceu cercado por luxo, mas mesmo seu quarto, não era nesse nível. É isso que acontece quando você é filho único? Será que Atsumu deveria ter comido seu irmão no útero? Não, aí ele teria que se casar com Kiyoomi, pera, ele já é casado com Kiyoomi-

"Você não é o Osamu," são as primeiras palavras a saírem de sua boca - caralho ele nem liga a luz primeiro. A ameaça soa muito bem a luz do luar, mas ainda uma ameaça.

Atsumu sente como se o universo tivesse fodido com ele de novo.

"Ãn...quê?" Atsumu é um péssimo mentiroso.

A única coisa que ele tinha era que ele e Osamu são gêmeos idênticos. Ele consegue se sentir se despedaçando por dentro, quase afogando em ansiedade ,que o ameaça partir ao meio.

Pela primeira vez que ele chegou nesse palácio, Kiyoomi olha diretamente e com a cabeça erguida, para Atsumu como se soubesse todos os segredos de sua vida, como se estivessem obviamente escritos por sua cara - é um olhar meio desencorajador. O cara tem uma aura séria de dar medo.

"Você não é o Osamu."

Atsumu deveria ceder. Ele não vai conseguir fugir disso. Suas opções são: contar para Kiyoomi e ser preso (e provavelmente ser xingado por Osamu por ser tão fodidamente burro) ou esperar que Kiyoomi conte pra alguém e inevitavelmente causar um escândalo de imprensa que vai assombrar ele pro resto de sua vida.

Um registro de prisão na ficha deveria causar o mesmo tumulto, mas o público parece se esquecer de tudo facilmente. Só olhar para o Justin Bieber, ele tá bem.

Atsumu fecha os olhos numa tentativa de aliviar seu estresse (uma tática que falha miseravelmente).

Ele está encurralado.

Bem rapidamente, ele tem vontade de chorar - ele tentou, ele realmente tentou, tentou ser um bom irmão, tentou ser generoso, mas no fim, ele falhou de qualquer jeito, porque, assim como tudo na sua vida, ele estragou isso também.

Seus olhos ardem - Osamu merecia um irmão melhor. Se os lugares fossem invertidos, se Atsumu fosse a pessoa que precisasse de um jeito de escapar dessa situação porque estava apaixonado pelo melhor amigo, Osamu viria na hora e faria um ótimo trabalho. Mas Atsumu simplesmente não tinha conseguido. Ele é um péssimo irmão.

Mas ele não chora, quando ele abre seus olhos castanhos sem lágrimas, um fato que ele dá crédito a presença de Kiyoomi. Seu orgulho nunca o deixaria chorar na frente dele.

Ainda vestindo o terno que tinha sido forçado a colocar para a sessão de fotos na sala de entrada dos Kiyoomis (porque as pessoas são obcecadas com tudo que você faz quando você é famoso), ele ajeita seus ombros e sua postura, a deixando o mais reta possível assim como sua mãe lhe ensinou, mantendo sua imagem perfeita intacta.

"Você não está errado, mas...sim," ele escolhe a menos pior de suas opções, já abraçando seu destino.

"Pra que foi o 'mas'?"

"Ênfase?"

Ele quase faz uma careta ao perceber a falta de compostura em sua fala - mas ele não o faz. Isso só serviria para provar o que todo mundo pensa dele: que ele é o irmão inútil que não consegue levar nada a sério. Quer dizer, ele até é, mas ninguém tem que saber disso além dele mesmo.

Kiyoomi o encara, com uma expressão ainda indecifrável. É como se ele fosse feito de pedra! Como Atsumu deveria estar casado com ele se não consegue nem saber o que ele está pensando em uma situação assim? Ele não mostra nenhum aspecto que expresse confusão, raiva, ou até surpresa. Se você perguntasse para Atsumu antes de tudo isso acontecer, ele diria que Kiyoomi Sakusa é um robô.

"Então. Você é o Atsumu," Atsumu acente com a cabeça, Kiyoomi se vira para observar a janela aberta, que está coberta por uma leve cortina que também dava para uma varanda.

Tem uma coisa meio mística ao vê-lo coberto pela luz da lua, mas de novo, ninguém negaria que Kiyoomi Sakusa é uma pessoa linda. Ele é frio, como se fosse feito de mármore puro. Atsumu sente um medo avassalador o dominar - a falta de emoção nessa situação faz seu estômago revirar, porque ele nunca faz nada sem ser levado pelos sentimentos.

"Por que?"

"Ãn, por que o que?" Ele pergunta estupidamente, sem conseguir processar o único 'por que' que caberia nessa situação. O olhar de Kiyoomi é refletido na janela, o mostrando reflexivo.

"Por que eu estou casado com você quando deveria estar com seu irmão?"

Atsumu franze suas sobrancelhas.

"Por que você liga?"

"Porque eu preciso saber se sua desculpa é boa o bastante para não me fazer contar isso para meus pais," quando ele se vira de volta, Atsumu engole em seco como se estivesse tentando engolir de volta sua pressão cardíaca de volta para o normal - ele é um péssimo mentiroso, "Eu aceito literalmente qualquer coisa, porque não estou afim de me casar de novo. Mas faça isso ser interessante."

Atsumu abre a boca para falar, mas seu cérebro ainda está se revirando decidindo se deve ficar na defensiva ou só dizer pra esse cara o que ele quer de uma vez antes que isso vire uma catástrofe ainda maior.

"Pera, então o meu futuro, e o do meu irmão, depende em ,se você achar minha história interessante o suficiente ou não?" Ele se pergunta se sua raiva está tão perceptível em sua voz para Kiyoomi quanto está para ele mesmo.

Deu para perceber que Kiyoomi franziu as sobrancelhas em sinal de irritação, quase imperceptível, se você piscasse perdia - a primeira e mais genuína demonstração de irritação que Atsumu viu dele até agora. ele quase se dá tapinhas nas costas por ter conseguido tirar algum tipo de emoção do príncipe frígido.

"Se você quer ver desse jeito, sim."

"Você é um idiota," escapa de seus lábios antes que tenha uma chance de se parar - ele se pergunta se o jeito que seus olhos se arregalam depois de dizer isso foi tão terrivelmente perceptível, quanto lhe pareceu.

"Alguns talvez digam que, sim," Atsumu quase tem um ataque cardíaco - por que o fato de ele estar tão tranquilo com um insulto desses é tão atraente?? "Mas me entretenha."

Tem algo de malicioso no tom dele que Atsumu não sabe com que palavras descrever. Faz seu peito se encolher por algo próximo de medo, ele gosta de pensar de si mesmo como alguém seguro, mas neste momento, o chão abaixo de seus pés nunca pareceu tão instável.

"Tá bom então," Atsumu respira fundo, se ele está fodido de qualquer jeito, ele vai então escolher por contar a verdade - senhora Miya sempre ensinou os filhos a serem honestos.

"Eu sou um filho da puta inamável, sabe, então eu não me importo em me casar com você, porque você é rico e gostoso. Mas 'Samu tem coisas em mente, tipo casar com Sunarin e tendo uma vida ou algo do tipo. Então a gente fez toda a coisa de trocar de lugar, eu vou no casamento de vocês por ele e ele pode ir passear com Sunarin por aí bla bla bla 'facinho'."

Uma pausa que parece durar uma eternidade preenche o espaço.

"Então você se ofereceu para casar comigo...para seu irmão não ter que fazer," ok, é, Atsumu consegue ver como isso poderia soar ofensivo, mas não tinha nada a ver com ele diretamente.

"Ok, olha, quando você diz desse jeito parece ruim."

"Mas é ruim, eu tenho quase cem por cento de certeza que isso é ilegal," ok, isso parece um bom sinal para se começar a entrar em pânico. Atsumu nunca foi bom sob pressão, e ele está começando a perceber como isso pode ser uma coisa bem ruim.

"Eu achei que você não diria pra ninguém!"

"Relaxa, eu não vou," Kiyoomi rebate, e Atsumu fecha a boca mais rápido do que quando sua mãe entrou em um estado de raiva máxima uma vez. "Não parece que você pegou o pior dessa situação? Seu irmão vai poder ficar com o amor da vida dele, enquanto você vai ficar preso comigo?"

Atsumu considera a prospectiva, mas ele sabe que se fosse ele apaixonado pelo amigo de infância, Osamu faria o mesmo. Ele não liga de ser o generoso dessa vez.

"Bem..eu acho que só quero que 'Samu consiga ser feliz," ele diz simples - as coisas sempre foram simples entre os gêmeos.

Eles discutem até que seu pais implorem para que parem, eles se cutucam enquanto o outro caiu no sono estudando, eles se apoiam quando ninguém mais o faz.

"E mais, você não devia se colocar pra baixo, você não é ruim de olhar."

Um silêncio pesado se instala e Atsumu engole todos seus pensamentos. Quanto mais ele pensa sobre menos sentido faz, que ele tenha que se casar com alguém que acabou de conhecer enquanto seu irmão vai viver com o amor da sua vida ou outra besteira assim.

Honestamente ele deveria estar mais chateado sobre isso

Mas aí ele se lembra da vez que os três escaparam para o parque de diversões depois da meia noite. Enquanto Atsumu tentava escalar a montanha russa, Suna puxou seu irmão para um outro canto do parque, e o beijou - devagar e carinhosamente - e quando eles se separaram, Osamu estava com um sorriso tão grande...Atsumu acha que a porra toda de casamento, talvez não seja tão ruim se Osamu se sentir feliz daquele jeito para o resto de sua vida.

Sem contar que, não é como se Atsumu tivesse alguém para o beijar desse jeito delicado e devagar debaixo de luzes de uma cidade distante.

"Eu vou nos divorciar depois da minha coroação," Kiyoomi quebra o silêncio de um jeito bem não gentil.

"Sério?! Que jeito de acabar com o momento,"

"Não teve nenhum momento," Atsumu revira os olhos. A sua voz completamente sem tom é desanimadora. "De qualquer jeito, você vai ter que fingir que realmente se importa comigo até lá. Se eu contar isso para os meus pais agora, vai dar no maior problema."

Atsumu franze os lábios - Kiyoomi liga tão pouco que é quase preocupante.

"E quanto tempo é isso?"

"Três meses."

"TRÊS MESES?!"

Atsumu sabe que três meses não é nada perto do tempo que teria que continuar com essa mentira se Kiyoomi não o tivesse descoberto, mas agora ele vai ter que ser duas pessoas ao mesmo tempo - ele mesmo com Kiyoomi, e Osamu com todo o resto - que é uma coisa que com certeza confundirá sua mente.

Há um momento em que ele considera fugir.

Mas ele lembra do sorriso de Osamu - eles têm sorrisos diferentes, diferente do que as pessoas acham. Um sorriso é uma daquelas coisas que não podem ser replicadas por mais ninguém, mesmo quando vocês dividem o mesmo DNA. Os sorrisos dos gêmeos são diferentes, enquanto o sorriso de Atsumu é irônico e meio malicioso, não importa a circunstância, o de Osamu é calmo e genuíno.

Atsumu aceita sua nova vida. Ele consegue ser duas pessoas por três meses.

"Certo. Três meses," ele confirma, esse foi o último traço da caneta que assinava seu destino com o diabo.

Kiyoomi o encara. Atsumu sentiu um sentimento malicioso de satisfação sabendo que ele era a causa da expressão tão clara no outro. Ele encurrala Atsumu com os olhos - mano, é incrível o quão bonito alguém que te deixa extremamente furioso pode ser.

"E não estrague tudo, meus pais vão me deserdar."

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me desculpem por erros gramaticais não tive muito tempo para revisar.

avisando de novo se você não viu na capa, no título ou no capítulo anterior que isso é uma TRADUÇÃO e a história original é da @/Unicorn-Flowers aqui no wattpad que por algum motivo eu não estou conseguindo marcar.

Por favor deixem comentários, e se tiverem qualquer pergunta podem deixar nos comentários que responderei o mais rápido possível :)

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